Pracinhas

Pracinha é um termo referente aos soldados veteranos do Exército Brasileiro que foram enviados para integrar as forças aliadas contra as forças do Eixo na Segunda Guerra Mundial. Os pracinhas, membros da Força Expedicionária Brasileira, lutaram na campanha da Itália, fazendo parte da linha gótica e participaram de importantes batalhas, como a batalha de Monte Castello, batalha de Montese, batalha de Fornovo di Taro, batalha de Castelnuovo, entre outras. Estes eram os soldados que estavam na linha de frente das batalhas. Estes soldados recebiam tratamento médico, treinamento e armas, as quais eram produzidas pelos Aliados. Os pracinhas puderam mostrar ser possível as tropas brasileiras exercerem papel significativo no conflito.
Pracinhas na Áustria
Em maio de 1945, a convite dos generais do exército americano, as tropas brasileiras foram convocadas para participar da ocupação da Áustria[1], que traria ao Brasil maior participação no contexto da Segunda Guerra Mundial, pois a ocupação nos países do Reich seria feita por EUA, URSS, Inglaterra, França e Brasil. Isso praticamente levaria o Brasil como detentor de uma das vagas permanentes do Conselho de Segurança da ONU, algo que hoje é tão almejado e que porém sofre críticas da Argentina e México.
A ocupação seria feita por soldados da FEB que ainda não haviam sido enviados à Europa. Sua função principal seria a manutenção da paz na região, evitando problemas com revanchistas, e de auxílio, junto ao governo, na reconstrução de casas, hospitais, rodovias, ferrovias, pontes, e também para que o Estado austríaco pudesse retomar sua soberania na região. Foram enviadas 67 enfermeiras do EB e 6 da FAB.
Referências
- ↑ Neher, Clarissa (6 de maio de 2015). «"EUA queriam que Brasil participasse da ocupação"». DW.com. Consultado em 15 de março de 2019
Ver também
- Acordos de Washington
- Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira
- Batalha de Montese
- Batalha de Monte Castello
- SEMTA
- Soldados da Borracha