Realia

Em tradução, os realia (do latim medieval, as "[coisas] reais") são palavras que denotam objetos, conceitos e fenômenos exclusivos de uma determinada cultura. Por não possuírem correspondências precisas em outras culturas, representam, muitas vezes, um desafio para o tradutor.

Os tradutores búlgaros Sergej P. Florin e Sider I. Vlahov foram os maiores estudiosos dos realia[1] e cunharam o termo no seu sentido moderno.[2]

Realia não se confundem com terminologia. Segundo os pesquisadores búlgaros Sergej Vlahov e Sider Florin, termos representam a base do léxico científico, sendo utilizados principalmente na literatura especializada; já os realia nascem na cultura popular e são usados com frequência na literatura artística, como portadores do "colorido" de uma cultura em particular.

Segundo Vlahov e Florin, os realia são:

Palavras (e locuções compostas) da linguagem popular que representam denominações de objetos, conceitos ou fenômenos típicos de um ambiente geográfico ou de uma cultura, da vida material e da peculiaridade histórico-social de um povo, nação, país ou tribo, sendo por isto são portadoras de um colorido nacional, local ou histórico. Essas palavras não têm correspondências precisas em outras línguas.

Tipos e exemplos de realia

Vlahov e Florin classificam os realia em várias categorias:

Geografia

Etnografia

Política e sociedade

Referências

  1. ↑ Translation Theories in the Slavic Countries Arquivado em 31 de maio de 2015, no Wayback Machine.. Universidade de Bologna, 2014.
  2. ↑ Vlahov, S. ; Florin, S. Neperovodimoye v perevode ('O intraduzível na tradução'), 1980. Moskva: Mezhdunarodnyie otnosheniya. In Bruno Osimo, Manuale del Traduttore - guida pratica con glossario. Milão: Hoepli, 2004, p. 63
  3. ↑ “Geographic and Ethnographic Realia” Arquivado em 13 de julho de 2011, no Wayback Machine. “Logos”.
  4. ↑ “Political and Social Realia” Arquivado em 13 de julho de 2011, no Wayback Machine. “Logos”, accessed May 26, 2011.

Ver também

Ligações externas