Suillus cothurnatus

Suillus cothurnatus

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Suillaceae
Género: Suillus
Espécie: S. cothurnatus
Nome binomial
Suillus cothurnatus
Singer (1945)
Sinónimos[1]
Boletus luteus var. cothurnatus (Singer) Murrill (1948)
Suillus cothurnatus
float
float
Características micológicas
Himênio poroso
  
Píleo é convexo
  ou umbonado
Estipe tem um(a) anel
A cor do esporo é marrom
A relação ecológica é micorrízica
Comestibilidade: comestível

Suillus cothurnatus é uma espécie de cogumelo do gênero Suillus. Encontrada na Malásia, no Brasil e na América do Norte, foi descrita cientificamente pela primeira vez pelo micologista Rolf Singer em 1945.[2]

Taxonomia

A espécie Suillus cothurnatus foi descrita pelo micologista Rolf Singer em 1945, a partir do holótipo proveniente do Parque Estadual Highlands Hammock, na Flórida, Estados Unidos.[3]

Descrição

O píleo é obtuso a convexo e, por vezes, desenvolve um umbo largo. A margem do píleo é inicialmente voltada para dentro e geralmente apresenta remanescentes do véu parcial pendurados. A superfície do píleo é lisa, viscosa, com coloração variável que vai de amarelo a marrom-amarelado, amarelo-alaranjado, canela, marrom-oliva, marrom-acinzentado ou marrom-escuro. A carne é marmorizada laranja e amarelo-pálido e, quando cortada ou ferida, torna-se roxo-escura. O odor varia de aromático a indistinto, e o sabor é indistinto. A superfície dos poros na face inferior do píleo é inicialmente amarelo-pálido a laranja-amarelado, mas torna-se marrom-amarelado quando madura. Os poros, que somam 1 ou 2 por milímetro, são irregulares a radialmente alongados. Os tubos que compõem a camada de poros têm aproximadamente 4 mm de profundidade. O estipe mede 2,5–6 cm de comprimento por 0,5–1,0 cm de espessura, sendo quase uniforme em largura ou ligeiramente mais largo na base. É sólido (não oco), com superfície seca coberta por pontinhos glandulares castanhos dispersos sobre fundo esbranquiçado a amarelado ou acastanhado. Possui um véu parcial espesso e folgado, esbranquiçado e de textura algo borrachuda. O véu parcial é viscoso na camada externa e forma um anel em forma de faixa no estipe, com borda inferior alargada. O micélio na base do estipe é de cor salmão.[4][5]

Suillus cothurnatus produz um esporada marrom. Os esporos são aproximadamente elípticos a oblongos ou ligeiramente cilíndricos, lisos, e medem 8–10 por 2,5–3,5 μm.[4][5]

Os basidiomas são comestíveis.[4] São utilizados no tingimento com cogumelos para produzir cores como bege, marrom-claro ou marrom-alaranjado, dependendo do mordente empregado.[5]

Habitat e distribuição

Os cogumelos de Suillus cothurnatus crescem dispersos ou em grupos no solo arenoso próximo a pinheiros,[4] especialmente pinheiros de duas agulhas, como Pinus resinosa e P. banksiana.[6] Nos Estados Unidos, sua distribuição se estende do Texas à Flórida e ao norte até a Carolina do Norte.[4] A espécie também está presente no México,[7] e foi introduzida no Brasil.[8] Além disso, foi registrada nas Terras Altas de Cameron, na Malásia.[9]

Ver também

Referências

  1. ↑ «Suillus cothurnatus Singer 1945». MycoBank. International Mycological Association. Consultado em 18 de janeiro de 2026
  2. ↑ Singer R. (1945). «The Boletineae of Florida with notes on extralimital species. II. The Boletaceae (Gyroporoideae)». Farlowia. 2 (2): 223–303
  3. ↑ Farlowia :a journal of cryptogamic botany. v. 2 1945-46. Cambridge, Mass: Farlow Library and Herbarium of Harvard University. 1945. Consultado em 18 de janeiro de 2026
  4. 1 2 3 4 5 Bessette AE, Roody WC, Bessette AR (2000). North American Boletes. Syracuse, New York: Syracuse University Press. pp. 233–4. ISBN 978-0-8156-0588-1
  5. 1 2 3 Bessette A, Bessette AR (2001). The Rainbow Beneath my Feet: A Mushroom Dyer's Field Guide. Syracuse, New York: Syracuse University Press. p. 50. ISBN 0-8156-0680-X
  6. ↑ Snell, Walter; Dick, Esther A. (1970). The Boleti of Northeastern North America. Lehre, Germany: J. Cramer. pp. 36–7. ISBN 978-0854860166
  7. ↑ Chavez-Leon G, Gomez-Reyes VM, Gomez-Peralta M (2009). «Riqueza de macromicetos del Parque Nacional Barranca del Cupatitzio, Michoacan, Mexico» [Abundance of macromycetes in Barranca del Cupatitzio National Park, Michoacan, Mexico]. Ciencia Forestal en Mexico (em espanhol). 34 (105): 73–97. ISSN 1405-3586
  8. ↑ Watling R, De Meijer AR (1997). «Macromycetes from the state of Parana, Brazil: 5. Poroid and lamellate boletes». Edinburgh Journal of Botany. 54 (2): 231–51. ISSN 0960-4286. doi:10.1017/s0960428600004042Acessível livremente
  9. ↑ Watling R. (2001). «The relationships and possible distributional patterns of boletes in south-east Asia». Mycological Research. 105 (12): 1440–8. doi:10.1017/S0953756201004877