Villa Pignatelli

Villa Pignatelli
Apresentação
Tipo
Fundação
Estilo
Arquiteto
Pietro Valente (d)
Proprietário
Carl Mayer von Rothschild (baron) (en)
Localização
Localização
200 Riviera di Chiaia (en)
80121 Nápoles
 Itália
Coordenadas
Fachada da Villa Pignatelli, com uma vista parcial de Nápoles ao fundo.

A Villa Pignatelli é um palácio italiano situado em Nápoles. Actulmente hospeda o Museu Príncipe Diego Aragona Pignatelli Cortes.

A villa é, talvez, o mais bonito edifíco existente ao longo da Riviera di Chiaia, a estrada que delimita o lado norte da Villa Comunale, o maior parque de Nápoles, entre Mergellina e a Piazza Vittoria.

História

Mandada construir, em 1826, pelo baronete Sir Ferdinand Richard Acton (filho de John Acton, primeiro-ministro de Fernando I das Duas Sicílias), a villa foi realizada por Pietro Valente, a quem sucedeu, em 1830, Guglielmo Bechi.

Alguns anos depois da morte de Sir Acton, ocorrida em 1841, a villa foi adquirida por Carl Mayer von Rothschild, da família de banqueiros alemães Rothschild, cujos membros habitaram o edifício até 1860.

Em 1867, a villa foi cedida aos Pignatelli Cortes d'Aragona, que mantiveram a posse do palácio até 1952, quando a Princesa Rosina Pignatelli o doou ao Estado Italiano para que fosse transformado num museu destinado a perpetuar o nome do marido, o Príncipe Diego Aragona Pìgnatelli Cortes.

Juntamente com a villa, a família Pignatelli doou pratas, bronzes, porcelanas, esmaltes e cristais, todos expostos no piso térreo do museu.

Em 1998 foi instalada a pinacoteca, ao cuidado do Banco de Nápoles.

Exterior

A construção é caracterizada por uma planta quadrada gerada pela soma de dois rectângulos iguais. Um dos rectângulos, desenvolvido em dois andares, constitui o verdadeiro corpo da residência, enquanto o outro, articulado apenas ao nível do piso térreo, é precedido na frente meridional por um pórtico de entrada de ordem neodórica.

O jardim modelado`à inglesa, avivado no desenho das alamedas e vaiado na escolha das plantas dispostas a boschetto ("em bosquete"), foi projectado por Guglielmo Bechi. A actual disposição respeita a organização original. Entre as espécies mais belas e raras existentes actualmente, são de assialar a Araucaria excelsa, a Grevillea Robusta, o Ficus Magnolioides, a Strelitzia Augusta, diversos tipos de cycadaceae e palmeiras de vários géneros. Também são numerosos os exemplares de camélias. No relvado posterior destaca-se na sua imponência uma Magnolia Grandiflora. No final do século XIX o parque foi enriquecido por pequenos edifícios de género "pitoresco", nomeadamente: a Torreta Neogótica, o Chalé Suíço e a Serra.

Na frente setentrional, através dum pequeno pórtico com quatro pilastras e outras tantas semi-colunas dóricas adossadas, acede-se ao piso térreo da villa.

Interior

Do vestíbulo do piso térreo, onde se encontra uma mesa neoclássica em madeira, mármores polícromos e pedras duras, acede-se à galeria e, a partir desta, a duas salas de companhia: a situada a oriente dá acesso ao salão de baile e, a partir daqui, à sala da orquestra; a sala a ocidente dá acesso à sala de refeições e à sala de pinturas, usada também como sala de bilhar. As decorações em estuque, as pinturas e o mobiliário destas salas são os originais.

O primeiro andar, acessível a partir do vsetíbulo circular de entrada, estava dsetinado à residência dos senhores. Este é caracterizado pela presença de numerosas salas: a Sala Vermelha com decorações em estuque branco e dourado, que remonta à época dos Rothschild, os Salões Verde e Azul, a Sala de refeições, com refinados apainelamentos, e a Biblioteca, com o esplêndido ornamento, as estantes com entalhes neorenascentistas e as poltronas estufadas em couro.

O sótão e as caves, acessíveis mediante escadas de serviço bem dissimuladas, eram destinadas à criadagem, aos depósitos e às despensas, enquanto as cozinhas estavam colocadas na cave duma construção vizinha, ligada à villa por uma pequena galeria subterrânea.

Actualmente, os ambientes do primeiro andar estão destinados a servir de sede a manifestações expositivas.

As colecções

A Princesa Rosina doou pratas, bronzes e cristais pertencentes à sua família, além duma rica colecção de porcelanas europeias dos séculos XVIII ao XIX.

O núcleo mais representativo é o da Manufactura de Meissen, com exemplares de datação antiga, como o serviço de café com paisagens marítimas, de 1735 – 1740, ou o grupo plástico com o Ratto di Proserpina (Rapto de Proserpina), de 1750.

Da Real Fábrica de Capodimonte, a famosa Lavandaia, o Gentiluomo con marsina, a Scena galante con cagnolino. São numerosos os biscuit da Real Fábrica de Nápoles e outros objectos da mesma manufactura. Rica é, também, a colecção de porcelanas orientais dos séculos XVIII e XIX.

Ligações externas