Zero (banda)

Zero
OrigemSão Paulo, SP
PaísBrasil
Gênero(s)
Período em atividade
  • 1983–1989
  • 1998–2007
  • 2012
  • 2013
  • 2017–presente
Gravadora(s)
Integrantes
Ex-integrantes
Lista
    • Fabio Golfetti
    • Nelson Coelho
    • Cláudio Souza
    • Beto Birger
    • Gilles Eduar
    • Eduardo Amarante
    • Rick Villas-Boas
    • Freddy Haiat
    • Athos Costa
    • Malcolm Oakley
    • Sérgio Naciffe
    • jPMendonça
    • Jorge Pescara
    • Yan França
    • Eliza Schinner
    • Vitor Vidaut
    • Daniel Viana
    • Gustavo Wermelinger
    • Caius Marins
Página oficialbandazero.com.br

Zero (estilizado ZERØ) é uma banda de rock brasileira formada em 1983 em São Paulo com base no Rio de Janeiro desde 1998, considerada a maior precursora do movimento New Romantic no Brasil.[1][2]

História

Primeira formação e "Heróis" (1983–1985)

O Zero surgiu das cinzas do Ultimato (anteriormente conhecido como Lux), uma banda de punk jazz/no wave instrumental formada em São Paulo em 1978 (e rebatizada para Ultimato em 1981) por Fabio Golfetti, Alberto "Beto" Birger, Cláudio Souza, Gilles Eduar e Nelson Coelho. O futuro vocalista Guilherme Isnard, que recentemente havia deixado sua banda anterior, o Voluntários da Pátria, foi introduzido ao Ultimato por seu amigo Luiz Antônio Ribas, dono da extinta gravadora independente Underground Discos e Artes; Isnard então decidiu-se juntar à banda, e conversou com seus integrantes sobre acrescentar letras às suas canções. Seu estilo musical acabou por mudar para um "art rock com pegada pós-punk", nas palavras de Isnard,[3] e em 1983 se reorganizaram como Zero. Seu primeiro lançamento foi o single "Heróis", que saiu pela CBS Records em 1985.

Mudanças na formação, Passos no Escuro e Carne Humana (1985–1987)

Em 1985, a banda participou do primeiro álbum da cantora May East, Remota Batucada, na faixa "Caim e Abel" — porém também sofreria uma grande reestruturação em sua formação no mesmo ano, com todos os seus membros menos Isnard saindo. Muitos de seus ex-membros começariam seus próprios projetos: Fabio Golfetti e Cláudio Souza formaram a influente banda de rock psicodélico Violeta de Outono, Beto Birger compôs o Nau com Vange Leonel, Gilles Eduar foi para o Grupo Luni e Nelson Coelho criou o Dialeto[4].

Juntou-se a Isnard, então, a formação "clássica" da banda: Alfred "Freddy" Haiat (ex-Degradée e irmão do guitarrista do Metrô Alec Haiat) no teclado, Ricardo "Rick" Villas-Boas no baixo, Eduardo Amarante (ex-Agentss e Azul 29) na guitarra e Athos Costa na bateria. Seu primeiro grande lançamento de estúdio foi o extended play Passos no Escuro, pela EMI; foi um sucesso de vendas, ganhando um Disco de Ouro pela ABPD.[5] O EP gerou os sucessos "Formosa" e "Agora Eu Sei", o último contando com uma participação especial do vocalista do RPM Paulo Ricardo providenciando vocais adicionais.[6]

Em 1987, Athos Costa deixou a banda e foi substituído pelo também ex-Azul 29 Malcolm Oakley. A banda então começou a trabalhar em seu primeiro álbum de estúdio, Carne Humana, que gerou os também populares singles "Quimeras" e "A Luta e o Prazer". No mesmo ano abriram shows da turnê Break Every Rule deTina Turner em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Separação (1989)

Citando sua falta de interesse em continuar com a banda, Guilherme Isnard anunciou que o Zero estava chegando ao fim em 1989.[7] Ele então passou a trabalhar em outros projetos, entre eles a banda cover do Roxy Music e de Bryan Ferry Roxy Nights e interpretou standards do Jazz e do Samba Canção como Guillaume Isnard e os Psicofônicos. Após uma apresentação com o cantor Miltinho em 1992, voltou a morar no Rio de Janeiro e parou de cantar até 1997, quando decidiu retomar a carreira.

Rick Villas-Boas mudou-se temporariamente para a Holanda antes de voltar ao Brasil; Eduardo Amarante mudou-se para Salvador; Malcolm Oakley tornou-se publicitário; e Freddy Haiat administra sua empresa de fabricação e importação de instrumentos musicais com seu irmão Alec.

Reunião (1998–)

Isnard reuniu-se à formação clássica do Zero para um show celebrando o 15º aniversário da banda em 1998; seria apenas por um dia, mas a resposta dos fãs foi tão positiva que acabaram por anunciar uma reunião definitiva. Seu primeiro lançamento após o hiato (porém com uma formação levemente diferente — Sérgio Naciffe entrou como baterista, Jorge Pescara[1][3] no baixo e chapman stick e JP Mendonça como um tecladista adicional) foi a compilação Electro Acústico, que saiu em 2000 pela Sony e continha regravações acústicas de algumas das canções antigas da banda, mais três faixas inéditas. Contou com a participação especial de Andrea Dutra do Arranco de Varsóvia, Philippe Seabra do Plebe Rude e Bruno Gouveia do Biquini Cavadão.

Em 2003, para celebrar o 20º aniversário da banda, a EMI lançou Obra Completa, uma combinação de Passos no Escuro e Carne Humana em apenas um CD.

Em 2004, a Voiceprint Records lançou Dias Melhores, uma compilação de demos até então jamais lançados e outros materiais antigos gravados pela banda entre 1984 e 1985.

Em 2004 o Zero sofreu mais uma mudança em sua formação, com a entrada de Yan França na guitarra, Eliza Schinner no baixo e Fabiano Matos na bateria, substituído por Vitor Vidaut em 2007; em 30 de agosto do mesmo ano, lançaram às próprias custas seu primeiro álbum de inéditas desde 1987, Quinto Elemento, com Jorge Pescara assumindo o baixo. Demos preliminares de cada uma das canções foram disponibilizadas para escuta no perfil oficial do Myspace da banda.[8]

Mais reuniões da formação clássica da banda aconteceriam em 2012,[9][10] quando tocaram ao vivo seus dois primeiros lançamentos na íntegra, e em 2013, para shows celebrando o 30º aniversário do Zero; à época, Isnard anunciou que um DVD de sua performance em tais shows seria lançado,[11] mas até então o plano não se concretizou.

Em 2017 Guilherme estreou uma nova formação do Zero em Nova Friburgo com Nivaldo Ramos no baixo, Daniel Viana na guitarra, Gustavo Wermelinger na bateria e Caius Marins no teclado. Em 2018, gravaram ao vivo o EP Audioarena Originals - Guilherme Isnard e Zero no especial com exibição no Canal BIS e Multishow. A banda voltou aos grandes palcos como o do Circo Voador, mas desfez-se à véspera do show de comemoração dos 35 anos com participação de Kiko Zambianchi e Paulo Ricardo, pela conveniência logística de organizar uma banda com músicos paulistas.

A partir de 2020, o Zero conta com Fabiano Matos na bateria, Elisio Neto na guitarra, Rigel Romeu no teclado e Nivaldo Ramos que se manteve no baixo. Em outubro de 2020, lançaram Quando Esse Mal Passar[12], o primeiro single do próximo álbum, composta por Elísio e Isnard durante o confinamento na pandemia de COVID-19.

Integrantes

Formação atual

  • Guilherme Isnard – vocais (1983–1989, 1998–2007, 2012, 2013, 2017–presente)
  • Fabiano Matos – bateria (2004–2005, 2020–presente)
  • Nivaldo Ramos – baixo (2017–presente)
  • Rigel Romeu – teclado (2020–presente)
  • Elísio Neto – guitarra (2020–presente)

Ex-integrantes

  • Fabio Golfetti – guitarra (1983–1985)
  • Nelson Coelho – guitarra (1983–1985)
  • Cláudio Souza – bateria, percussão (1983–1985)
  • Alberto "Beto" Birger – baixo (1983–1985)
  • Gilles Eduar – saxofone (1983–1984)
  • Eduardo Amarante – guitarra (1985–1989, 1998–2006, 2012, 2013)
  • Ricardo "Rick" Villas-Boas – baixo (1985–1989, 1998–2006, 2012, 2013)
  • Alfred "Freddy" Haiat – teclado (1985–1989, 1998–2006, 2012, 2013)
  • Athos Costa – bateria (1985–1987, 1998–2000, 2012, 2013)
  • Malcolm Oakley – bateria (1987–1989, 2012)
  • Sérgio Naciffe – bateria (2000–2006)
  • João Paulo "JP" Mendonça – teclado (2000)
  • Jorge Pescara – baixo e touchguitar (2000–2007, 2012)
  • Yan França – guitarra (2004–2007)
  • Eliza Schinner – baixo (2004–2005)
  • Vitor Vidaut – bateria (2007)
  • Daniel Viana – guitarra (2017–2019)
  • Gustavo Wermelinger – bateria (2017–2019)
  • Caius Marins – teclado (2017–2019)

Linha do tempo

Discografia


Participações

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

  • 2018: AudioArena Originals: Guilherme Isnard e Zero[15]

Extended plays

Singles

  • 1985: "Heróis"
  • 1985: "Agora Eu Sei"[16]
  • 1985: "Formosa"
  • 1987: "Quimeras"
  • 1987: "A Luta e o Prazer"
  • 2020: "Quando Esse Mal Passar"[12]

Compilações

  • 1985: Os Intocáveis[17]
  • 1987: Show Rock[18]
  • 1988: Armação Ilimitada Vol.2 - Quimeras[19]
  • 1998: Sucessos Inesquecíveis Pop - Agora Eu Sei[20]
  • 1998: Rock Brasil 1 - Agora Eu Sei[21]
  • 2000: Electro Acústico
  • 2001: Para Sempre Pop Rock - A Luta e o Prazer[22]
  • 2003: Obra Completa
  • 2004: Dias Melhores

Referências

Ligações externas