1724 no Brasil

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Milênios:
Séculos:
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Décadas:
  • década de 1700
  • década de 1710
  • década de 1720
  • década de 1730
  • década de 1740
Ver também: Outros eventos de 1724
Anos no Brasil
Cronologia da história do Brasil

1724 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1724, marcado pela continuação da finta elevada sobre o ouro, pelos preparativos para a instalação das Casas de Fundição em Minas Gerais e pela expansão das bandeiras rumo ao interior do Brasil.

Contexto político e administrativo

Dom Lourenço de Almeida prosseguia à frente da Capitania de Minas Gerais, enfrentando a tensão entre a demanda fiscal da Coroa e a resistência dos mineradores à implantação das Casas de Fundição. A finta de 37 arrobas anuais, acordada para 1723–1724, era cobrada dividindo-se o montante entre as comarcas de Vila Rica, Sabará, Rio das Mortes e Serro Frio. A cobrança por meio de finta significava que toda a capitania respondia solidariamente pela cota, independentemente do volume individual de produção.[1]

O governo-geral do Brasil era exercido por Vasco Fernandes César de Meneses, conde de Sabugosa, que desde 1720 ocupava o cargo com o título de vice-rei — titulação inaugurada por ele entre os governadores-gerais da colônia.[2]

Mineração e expansão territorial

A Casa de Fundição de Vila Rica entrou em funcionamento em 1724, transformando-se na principal estrutura de controle fiscal da extração aurífera nas Minas Gerais. Ali, o ouro era fundido em barras, quintado (descontados os 20% devidos à Coroa) e entregue ao minerador com o selo real impresso. A casa funcionaria até 1735, quando a capitação substituiu o sistema de fundição.[3]

Em 1724, Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera II, encontrava-se em plena expedição pelo sertão goiano, autorizada por carta régia de 1722. Associado a parentes e investidores, avançava em busca de ouro nas regiões ao oeste da Capitania de São Paulo, abrindo novas frentes de colonização no interior da América do Sul.[4]

Nascimentos

  • José António Caldas (1725–1767, provável nascimento em 1724 ou 1725), engenheiro militar nascido na Bahia que atuou em projetos de arquitetura no Nordeste e na reforma da Catedral de Salvador.[5]

Ver também

Referências

  1. ↑ Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa — FCSH-UNL. «Minas Gerais». Disponível em: https://eve.fcsh.unl.pt/pt/lugares/minas-gerais. Acesso em mar. 2026.
  2. ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial (1700–1807). Disponível em: https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/79-producao/80-cronologia/505-periodo-colonial-1700-a-1807. Acesso em mar. 2026.
  3. ↑ Casas de Fundição e da Moeda no Brasil e em Portugal. In: População e Sociedade, CEPESE, n. 21. Disponível em: https://www.cepese.pt. Acesso em mar. 2026.
  4. ↑ História Mundi. «Os Caminhos do Anhanguera: Cidades Históricas de Goiás». Disponível em: https://histormundi.blogspot.com. Acesso em mar. 2026.
  5. ↑ Arquitetura colonial do Brasil. Informações sobre José António Caldas. Disponível em referências acadêmicas sobre arquitetura colonial.

Ligações externas