1728 no Brasil
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| Ver também: | Outros eventos de 1728 Anos no Brasil Cronologia da história do Brasil | ||||
1728 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1728, marcado pela descoberta efetiva de diamantes no Arraial do Tijuco, pela criação da Superintendência das Minas de Goiás e pela consolidação da rede bandeirante no interior do continente.
Contexto político e administrativo
Dom Lourenço de Almeida governava a Capitania de Minas Gerais desde 1721, administrando uma sociedade em rápido crescimento e marcada por tensões fiscais permanentes. O vice-rei Vasco Fernandes César de Meneses, conde de Sabugosa, exercia o governo geral do Brasil com sede no Rio de Janeiro.
Em 1728, a Coroa Portuguesa editou a provisão real que criou a Superintendência das Minas de Goiás, inaugurando a estrutura administrativa da região recém-explorada por Bartolomeu Bueno da Silva. O primeiro superintendente das minas foi o próprio Bartolomeu Bueno da Silva, tendo como primeiro guarda-mor seu genro João Leite da Silva Ortiz. A sede do governo ficaria em Meia Ponte, atual Pirenópolis.[1]
Descoberta dos diamantes no Arraial do Tijuco
O Arraial do Tijuco — atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais — vivia em 1728 um período de intensa exploração aurífera. Entre os cascalhos dos ribeirões onde se garimpava o ouro, os mineradores encontravam frequentemente pequenas pedras duras, cristalizadas e transparentes, com forma de octaedros. A maioria as tomava por cristais sem valor e as descartava. Bernardo da Fonseca Lobo, minerador da região, foi um dos primeiros a perceber o potencial daquelas pedras e a reconhecê-las como diamantes.[2]
A descoberta foi mantida inicialmente em sigilo pelos próprios mineradores e por autoridades locais, que exploravam as pedras de forma clandestina, possivelmente com participação do governador Lourenço de Almeida e do ouvidor de Serro Frio, Rodrigues Banha. A riqueza que começava a aflorar transformaria em poucos anos o Arraial do Tijuco no maior centro produtor de diamantes do mundo ocidental no século XVIII.[3]
Igreja Católica
Em Goiás, a expansão colonial vinha acompanhada da presença missionária. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Vila Boa de Goiás, iniciada entre 1728 e 1732, seria um dos primeiros templos católicos da nova região mineradora, demonstrando que a instalação de estruturas religiosas era parte indissociável do processo de ocupação territorial promovido pela Coroa Portuguesa.[4]
Nas Minas Gerais, a construção de igrejas e capelas acelerava-se com o ouro disponível. As irmandades negras — especialmente as de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito — erguiam suas próprias capelas em terrenos doados ou comprados, consolidando sua presença na vida religiosa e social das vilas mineradoras.
Ver também
Referências
- ↑ História de Goiás. Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Portal TJMG. Disponível em fontes históricas sobre a administração colonial de Goiás.
- ↑ Contos de Diamantina. «O Descobridor dos Diamantes». Disponível em: https://contosdediamantina.webnode.pt/o-descobridor-dos-diamantes/. Acesso em mar. 2026.
- ↑ Arquivo Nacional. «Diamante». História Luso-Brasileira. Disponível em: http://historialuso.arquivonacional.gov.br. Acesso em mar. 2026.
- ↑ História Mundi. «Os Caminhos do Anhanguera: Cidades Históricas de Goiás». Disponível em: https://histormundi.blogspot.com. Acesso em mar. 2026.
