1733 no Brasil

←
1733
no
Brasil
→
Milênios:
Séculos:
  • Século XVI
  • Século XVII
  • Século XVIII
  • Século XIX
  • Século XX
Décadas:
  • década de 1710
  • década de 1720
  • década de 1730
  • década de 1740
  • década de 1750
Ver também: Outros eventos de 1733
Anos no Brasil
Cronologia da história do Brasil

1733 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1733, marcado pela criação do Distrito Diamantino, pela queda de Bartolomeu Bueno da Silva em Goiás e pelo início de novas estruturas de controle sobre os recursos minerais da colônia.

Contexto político e administrativo

Em 1733, o ouvidor de São Paulo, Gregório Dias da Silva, foi designado para o cargo de superintendente-geral das minas de Goiás, destituindo Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera II, de suas funções executivas. Bueno da Silva, acusado de nepotismo e má administração pelo governador de São Paulo, Caldeira Pimentel, recebeu apenas o título honorífico de capitão-mor. O novo governador de São Paulo, Luís da Távora, conde de Sarzedas, intimou-o a pagar uma grande quantidade de impostos atrasados.[1]

A Coroa Portuguesa identificava progressivamente a necessidade de estruturar juridicamente o controle sobre os diamantes do Tijuco. Em 1733, avançavam as negociações e estudos que resultariam, no ano seguinte, na criação formal da Intendência dos Diamantes.

Mineração e controle colonial

A exploração do ouro em Minas Gerais gerava tensões constantes entre contrabandistas e agentes fiscais da Coroa. Uma carta do governador do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, datada de 19 de dezembro de 1733, informava à Corte sobre o êxito na prisão de Antônio Pereira de Souza e seus sócios, responsáveis pela falsificação de moedas nas Minas Gerais. A captura demonstrava o esforço sistemático das autoridades coloniais para combater práticas que desviavam ouro e minavam a arrecadação régia.[2]

Igreja Católica

O barroco religioso mineiro continuava a florescer. Em 1733, iniciou-se a construção da Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto, possivelmente projetada por Manuel Francisco Lisboa — pai do futuro Aleijadinho. A igreja, erguida pela Irmandade de Nossa Senhora de Santa Efigênia e São Benedito, composta por africanos e afrodescendentes, é um dos exemplos mais expressivos de como a fé católica, assimilada pelos escravizados e seus descendentes, gerou obras de arte de importância histórica e estética ímpar.

Em 1733 também foi iniciada, no Rio de Janeiro, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, com planta de nave elíptica ladeada de ábsides curvas — uma das construções mais inovadoras da arquitetura colonial brasileira, infelizmente demolida no século XX.

Ver também

Referências

  1. ↑ História Mundi. «Os Caminhos do Anhanguera: Cidades Históricas de Goiás». Disponível em: https://histormundi.blogspot.com. Acesso em mar. 2026.
  2. ↑ Arquivo Nacional. Correspondência dos Governadores do Rio de Janeiro. Caixa 745, pct. 01. Datas-limite: 1733–1737. Carta de Gomes Freire de Andrade, 19 dez. 1733.

Ligações externas