1732 no Brasil
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1732 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1732, marcado pelo surgimento de novos arraiais em Goiás, pelo encerramento do governo de Alexandre de Sousa Freire no Maranhão e pela consolidação das estruturas mineradoras no interior da colônia.
Contexto político e administrativo
Em 1732, encerrou-se o governo de Alexandre de Sousa Freire no Estado do Maranhão (1728–1732). O Maranhão vivia um momento de transição administrativa, com disputas sobre a organização do trabalho indígena e a atuação das ordens missionárias na bacia amazônica.[1]
A Capitania de Minas Gerais permanecia sob o governo de dom Lourenço de Almeida, que exercia o cargo desde 1721. O esforço de controle fiscal da extração de ouro e da emergente mineração de diamantes era a principal preocupação da administração colonial no Brasil central.
Goiás e o interior colonial
O período compreendido entre 1727 e 1732 foi de grande expansão da fronteira mineradora em Goiás. Além do núcleo de Santana — que se tornaria Vila Boa de Goiás —, surgiram novos arraiais decorrentes das explorações auríferas ou de sua localização nas rotas entre Minas e o interior: Anta, Ouro Fino, Santa Rita, Guarinos e Água Quente nas proximidades de Santana; Arraias, Natividade, Chapada e Muquém na porção mais setentrional do território.[2]
Nesses novos arraiais, a vida religiosa seguia o padrão colonial: capelas erguidas com recursos dos moradores mais abastados, irmandades formadas tão logo chegava um número suficiente de católicos, e vigários nomeados pela diocese de Mariana ou do Rio de Janeiro para atender às novas comunidades. A Igreja Católica era, muitas vezes, a primeira instituição permanente a se estabelecer num arraial em formação.
Igreja Católica
Em 1732, José da Serra foi nomeado para o governo do Estado do Maranhão, mas sua posse efetiva ocorreria apenas em 1734. No Maranhão, as tensões entre colonos e missionários sobre o uso da mão de obra indígena continuavam latentes, legado da proibição da escravização indígena e da tutela que as ordens religiosas exerciam sobre os aldeamentos.[3]
Os jesuítas mantinham na Amazônia uma extensa rede de missões que funcionavam como aldeamentos produtivos, gerenciando lavouras, serrarias e a navegação fluvial. Essa estrutura foi alvo de crescente contestação por parte dos colonos, que disputavam o acesso à mão de obra indígena, e culminaria, décadas depois, na expulsão da Companhia de Jesus do Brasil em 1759.
Ver também
Referências
- ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial (1700–1807). Disponível em: https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/79-producao/80-cronologia/505-periodo-colonial-1700-a-1807. Acesso em mar. 2026.
- ↑ Instituto Galeno. «Geo-história de Goiás». Apostila de História e Geografia de Goiás, Goiânia, s/d. p. 8–12.
- ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial (1700–1807). Disponível em: https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/79-producao/80-cronologia/505-periodo-colonial-1700-a-1807. Acesso em mar. 2026.
Ligações externas
