A Gata

 Nota: Para a telenovela mexicana transmitida com este nome no Brasil, veja La gata (2014).
A Gata
Informações gerais
FormatoTelenovela
GêneroDrama
RoteiristasIvani Ribeiro
Oswaldo Sampaio
DireçãoGeraldo Vietri
País de origem Brasil
Idioma originalPortuguês
Episódios45
Produção
Duração30 minutos
Formato
Formato de imagem480i (SDTV)
preto e branco
Exibição original
EmissoraRede Tupi
Transmissão11 de maio – 14 de agosto de 1964
Cronologia

A Gata é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi entre 11 de maio e 02 de julho de 1964, em 45 capítulos, substituiu Alma Cigana e sendo substituída por Se o Mar Contasse.

Sinopse

A história aborda problemas dos escravos nas Antilhas no princípio do século XIX, e entre eles a figura de uma senhora branca denominada de a Gata (Marisa Woodward) se faz respeitar. Casada com Barrabal (Lima Duarte) acaba se apaixonando pelo seu escravo Domingos (Dalmo Ferreira).[1]

Elenco

Intérprete Personagem
Marisa Woodward Adriana (A Gata)
Lima Duarte Barrabal
Rita Cléos Mercedes
Elísio de Albuquerque Bráulio
Altair Lima Rodrigo
Dalmo Ferreira Domingos
Vida Alves Paula
Geórgia Gomide Zulima
Nea Simões Isabel
Eduardo Abbas Delacroix
Benedita Rodrigues Balbina
Norah Fontes Ama de Adriana
Marcos Plonka Coronel Arellana
Xisto Guzzi

Bastidores

Baseada em original de Manuel Muñoz Rico, teve direção de Geraldo Vietri. A autoria da novela é meio controvérsia, no livro escrito por Ismael Fernandes, credita Ivani Ribeiro (no pseudónimo de Valéria Montenegro) como autora da adaptação, mas em outros lugares dão crédito a Oswaldo Sampaio.[2]

A Gata foi a primeira telenovela brasileira a usar dois formatos que até hoje é usado na produção de novelas: atuação de modelos bonitas sem alguma noção de atuação e os famosos plot twists. A beleza de Woodward não ajudou na audiência e acabou perdendo protagonização para Rita Cléos, sua irmã mais nova da trama.[2]

Possuiu dois tipos de pioneirismo, o primeiro dele foi ter um grande elenco negro, porém, esses não foram créditos na abertura. Também acabou sendo uma das primeiras a ser censurada pela recém-instaurada ditadura militar do Golpe de 1964.[2] Segundo a Revista Intervalo, esteve no ar até 14 de agosto de 1964.[3]

Repercussão

Mesmo fazendo uma anti heroína, a protagonista não despertava no público e, principalmente em seus admiradores uma irá, ao contrário, era vista com bons olhos.[4]

“Ao que parece, os telespectadores não conseguiram me odiar. Bem ao contrário...”

— Marisa Woodward

Embora o público não a veja de forma negativa, quem acabou sobrando pra levar críticas do público foi o canal, já que todo capítulo, eram exibidos até dois anúncios antes e mais dois no intervalo, atrapalhando na emoção.[5]

Referências

  1. ↑ Revista Intervalo. «As novelas»
  2. 1 2 3 Xavier, Nilson. «A Gata». Teledramaturgia. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  3. ↑ Revista Intervalo. «Programação: 14/08/1964»
  4. ↑ Revista Intervalo. «"A Gata" Marisa»
  5. ↑ Revista Intervalo. «Intervalo para conversa»