Alexandre Secco
| Alexandre Secco | |
|---|---|
![]() O jornalista e advogado Alexandre Secco | |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | |
| Alma mater | IDP FIA Business School |
| Ocupação | Jornalista, advogado e empresário |
Alexandre Secco é jornalista, advogado e empresário brasileiro, nascido em São Paulo. Formado na redação da Folha de S.Paulo e ex-editor das revistas Veja e Exame, construiu trajetória que parte do jornalismo investigativo e de dados, passa pela fundação de empresas editoriais e desemboca na consultoria estratégica em comunicação, gestão de crises e litigation PR.
É cofundador da Análise Editorial[1] e criador do ranking Mais Admirados do Direito, o primeiro levantamento do gênero no Brasil com metodologia baseada na percepção dos clientes de escritórios de advocacia.[2] É cofundador da agência Secco Attuy, especializada em comunicação e marketing para escritórios de advocacia.[3]
Por meio da Medialogue Digital, atuou no desenvolvimento de modelos de análise de dados aplicados a campanhas eleitorais e ao monitoramento de reputação digital, trabalho documentado em estudos acadêmicos de instituições como a PUC-Rio e a USP.[4][5]
Formação acadêmica
É graduado em Jornalismo e em Direito, com pós-graduação em Direito Digital pelo IDP e em Cibersegurança e Proteção Digital de Negócios pela FIA Business School.[3]
Trajetória
Folha de S.Paulo
Iniciou a carreira jornalística na redação da Folha de S.Paulo, o maior jornal diário do Brasil. Na redação paulistana e na sucursal de Brasília, cobriu as editorias de informática, polícia, Cidades e política institucional, trajetória documentada em reportagens assinadas ao longo dos anos 1990.[1][6][7]
Grandes reportagens
Ao longo da carreira na imprensa, produziu reportagens investigativas sobre crime organizado, violência urbana e agronegócio. Trabalhos de sua autoria publicados nas revistas Veja e Exame são citados em artigos científicos de periódicos como a Revista USP[8] e em trabalhos acadêmicos de pesquisadores de diversas universidades brasileiras.[9]
Editora Abril
Na Editora Abril, atuou como editor das revista Veja e editor-executivo na revista Exame.[1] Dirigiu as publicações Agro Exame e Exame Infraestrutura. A criação e edição de Exame Infraestrutura foi reconhecida com o Prêmio Abril na categoria especial de criação de projeto editorial inovador, e recebeu sete indicações ao prêmio ao longo de sua passagem pela editora.[10]
Colunas e artigos de opinião
Como colunista assinou a coluna Holofote, na revista Veja, e a coluna Leis e Negócios, dedicada à relação entre o Direito e o desenvolvimento de negócios na revista Exame.[11]
Escreve artigos de opinião no Consultor Jurídico sobre temas como LGPD, propagação de fake news, conduta de magistrados em redes sociais e comunicação estratégica no direito.[12][13][14] Assina também artigos regulares na Análise Editorial sobre comunicação estratégica.[15]
Análise Editorial e Mais Admirados do Direito
Fundou a Análise Editorial em sociedade com os jornalistas Eduardo Oinegue e Silvana Quaglio.[1][16] A editora lançou publicações especializadas, entre elas Análise Comércio Exterior, Análise Energia, Análise Companhias Abertas e Análise Saúde.[17][18]
Criou e foi o primeiro diretor do ranking Mais Admirados do Direito, o primeiro levantamento do gênero no Brasil. Com metodologia baseada na indicação direta de clientes dos escritórios de advocacia, o ranking introduziu no mercado jurídico um parâmetro de avaliação centrado em quem contrata os serviços, e não em critérios editoriais ou de faturamento.[19][2][20] Em 2026, o ranking completou vinte anos de publicação.[21]
Jornalismo de dados e jurimetria
A partir de 2006, em parceria com o jornalista Gabriel Attuy, desenvolveu projeto de jurimetria aplicada à comunicação: a análise sistemática de acórdãos do STF e do STJ para identificar o posicionamento dos ministros em temas econômicos e sociais de forma objetiva e replicável. A metodologia passou a fundamentar um levantamento anual publicado pelo Consultor Jurídico.[19]
Comunicação política e análise de dados eleitorais
Por meio da Medialogue Digital, atuou no desenvolvimento de modelos de análise de dados para campanhas eleitorais brasileiras. A empresa coletou, classificou e analisou referências em redes sociais em tempo quase real, produzindo relatórios periódicos orientados à decisão estratégica das campanhas.[22]
Na campanha presidencial de Aécio Neves em 2014, o sistema da Medialogue processou até 600 mil referências diárias em redes sociais ao longo da campanha, gerando relatórios três vezes ao dia para a equipe de estratégia — operação documentada em estudo de caso publicado em parceria com a plataforma Union Metrics.[23][24]
Em parceria com o jornalista Arthur Lopez, desenvolveu metodologias de mensuração de reputação e influência digital adotadas por parlamentares e gestores públicos para orientar sua comunicação nas redes sociais.[25][26][27]
Como diretor de comitê da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADi), participou da elaboração do código de conduta para agentes digitais em eleições.[28][29] Desenvolveu também material técnico sobre direito eleitoral aplicado a campanhas digitais em parceria com o escritório Opice Blum.[30]
Issues management
Atuou em projetos de issues management — gestão antecipada de temas sensíveis com potencial de dano reputacional. Entre eles está a campanha Somos Todos Responsáveis, desenvolvida para a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), sobre os limites éticos da publicidade voltada ao público infantil, que atingiu um milhão de pessoas.[31][32][33]
Atuou também no projeto de comunicação digital da campanha de defesa das prerrogativas da advocacia conduzida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.[34]
Litigation PR e gestão de crises
Atua na área de litigation PR — comunicação estratégica conduzida em paralelo a processos judiciais, com o objetivo de preservar reputação e gerenciar narrativas em contextos de litígio. É autor do Guia de Litigation PR.[3]
Direito digital e proteção de dados
Com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), dedicou-se ao estudo de seus impactos sobre a comunicação corporativa. Em parceria com o advogado Alexandre Atheniense, escreveu artigos sobre fake news, regulação de campanhas eleitorais digitais e proteção de dados no Consultor Jurídico.[14][35]
Secco Attuy
Cofundou a Secco Attuy com o jornalista Gabriel Attuy, agência especializada em comunicação e marketing para escritórios de advocacia.[3]
Televisão, podcasts e divulgação jurídica
Entre 2020 e 2025, foi coapresentador do Análise TV, programa do ecossistema da Análise Editorial dedicado a debates sobre reforma tributária, LGPD, inteligência artificial na advocacia e transformações na gestão de escritórios.[36] É coapresentador do podcast Advocacia.SA, dedicado à análise das transformações do mercado jurídico.[37]
Projetos editoriais em saúde
Em parceria com a jornalista Rachel Campello, pela SoftMedia, dirigiu projetos editoriais de comunicação científica, entre eles o canal Parkinson Hoje, desenvolvido com o neurologista Erich Fonoff, e publicações sobre Alzheimer.[38]
Reconhecimento acadêmico
Trabalhos de Alexandre Secco são citados em dissertações e teses de pesquisadores de diversas universidades brasileiras, incluindo USP[39], UFBA[5], UFF[40], UFGD[41], UFSCar[42], UniCEUB[43] e UERJ[44]. Seus trabalhos são também referenciados em publicações institucionais da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG).[45]
Prêmios e reconhecimentos
Os prêmios abaixo foram concedidos pelo Prêmio Abril de Jornalismo.
| Ano | Categoria | Publicação | Trabalho |
|---|---|---|---|
| 1999 | Reportagem — Interesse Público | Veja | "Atenção com Eles" (30 set. 1998) |
| 2000 | Reportagem — Interesse Público Política | Veja | "O Poder dos Barões do Tráfico" (8 dez. 1999) |
| 2002 | Texto — Reportagem Geral | Veja | "Somos Todos Reféns" (7 fev. 2001) |
| 2003 | Texto — Reportagem Política | Veja | "Barrados Pelas Urnas" (16 out. 2002) |
| 2003 | Texto — Reportagem Política | Veja | "O Poder da Faixa" (12 jun. 2002) |
| 2004 | Matéria Completa — Reportagem Economia | Veja | "Para Tirar a Fera da Sala" |
| 2005 | Especial — Edição Especial de Revista | Exame | "Infra-Estrutura" (nov. 2004) |
Ver também
Referências
- 1 2 3 4 «Alexandre Secco». Portal dos Jornalistas. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 3 de março de 2021
- 1 2 «Análise Advocacia mostra quais são as bancas mais admiradas do país». Consultor Jurídico. 3 de dezembro de 2010. Consultado em 14 de abril de 2026
- 1 2 3 4 «Quem somos». Secco Attuy. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Política digital: os parlamentares brasileiros e as mídias sociais». Câmara dos Deputados – Biblioteca Digital. Consultado em 14 de abril de 2026
- 1 2 «Dissertação com referências a Alexandre Secco» (PDF). Repositório UFBA. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 12 de setembro de 2024
- ↑ «Reportagem assinada por Alexandre Secco». Folha de S.Paulo. 7 de janeiro de 1995. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Brasília faz marcha contra racismo». Folha de S.Paulo. 21 de novembro de 1995. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Artigo com referência a reportagem de Alexandre Secco». Revista USP. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Artigo com referência a reportagem de Alexandre Secco na Veja». Urutágua – UEM. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Perfil de Alexandre Secco». Uniube. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Entre o impresso e o digital: entrevista com Alexandre Secco». Digaí. Outubro de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de novembro de 2025
- ↑ «Condição de suspeito tornou-se refúgio permanente». Consultor Jurídico. 14 de março de 2019. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Uso de rede social por juiz vai além da liberdade de expressão». Consultor Jurídico. 4 de junho de 2019. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de março de 2025
- 1 2 «Jabutis e fake news não sobem em árvores». Consultor Jurídico. 5 de junho de 2020. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «O Novo Marketing Jurídico: mais marketing, menos jurídico». Análise Editorial. 29 de agosto de 2023. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «20 anos de história na visão de quem faz acontecer». Análise Editorial. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Análise Energia». Análise Editorial. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Análise Companhias Abertas». Análise Editorial. Consultado em 14 de abril de 2026
- 1 2 «Fator decisivo para crescimento de escritório é o atendimento». Consultor Jurídico. 20 de julho de 2014. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2024
- ↑ «Alexandre Secco fala sobre o mercado da advocacia e a OAB-SP». Consultor Jurídico. 26 de novembro de 2011. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Análise Advocacia — Mais Admirados do Direito». Análise Editorial. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 7 de março de 2026
- ↑ «Medialogue, uma agência digital com causa». Medialogue Digital. Junho de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Case Study: Eleições 2014» (PDF). Medialogue Digital / TweetReach. 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
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- ↑ «Alexandre Secco explica pesquisa sobre como políticos usam a internet». Rádio Câmara / Câmara dos Deputados. Consultado em 14 de abril de 2026
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- ↑ «Guia de direito eleitoral para campanhas na internet». PUC-Rio Digital. Consultado em 14 de abril de 2026
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- ↑ «ABAP atinge 1 milhão na discussão sobre publicidade infantil». Meio & Mensagem. 31 de agosto de 2012. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «OAB cria Canal nas mídias sociais para defender prerrogativas». Conselho Federal da OAB. 16 de setembro de 2012. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Uma pedra no caminho da Autoridade Nacional de Proteção de Dados». Consultor Jurídico. 18 de fevereiro de 2022. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «TV Análise — playlist pública». YouTube. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Advocacia.SA». Spotify. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Parkinson Hoje». Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2026
- ↑ «Tese com referências a Alexandre Secco» (PDF). USP. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Tese com referências a Alexandre Secco» (PDF). UFF. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 20 de outubro de 2022
- ↑ «Artigo com referências a Alexandre Secco». UFGD. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 10 de julho de 2025
- ↑ «Documento com referências a Alexandre Secco». UFSCar. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Trabalho acadêmico com referências a Alexandre Secco» (PDF). UniCEUB. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Dissertação com referências a Alexandre Secco» (PDF). BDTD/UERJ. Consultado em 14 de abril de 2026
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