Medialogue Digital

Medialogue Digital
Empresa privada
AtividadeComunicação estratégica · análise de dados · marketing político digital
Fundador(es)Alexandre Secco
SedeSão Paulo, SP, Brasil
Websitemedialogue.com.br

Medialogue Digital é uma empresa brasileira de comunicação estratégica e análise de dados fundada em São Paulo pelo jornalista Alexandre Secco. A empresa atua nas áreas de monitoramento de redes sociais, comunicação eleitoral, gestão de reputação digital e produção de conteúdo jornalístico especializado.[1]

Ficou conhecida pela série de pesquisas Político 2.0, que analisou a presença de parlamentares brasileiros nas redes sociais entre 2011 e 2016, com cobertura em veículos como a Exame, a Folha de S.Paulo e a Rádio Câmara.[2] A empresa prestou serviços à campanha presidencial de Aécio Neves em 2014, operação documentada em estudo de caso publicado pela empresa americana Union Metrics.[3]

Histórico

A Medialogue Digital foi fundada por Alexandre Secco após sua saída da imprensa tradicional, onde foi repórter da Folha de S.Paulo e editor das revistas Veja e Exame.[1] Em entrevista de 2015 ao portal Digaí, Secco descreveu a transição: iniciou projetos digitais para o portal iG e, a partir dessa experiência, estruturou a Medialogue como uma agência que combinava metodologia jornalística com análise de dados.[1]

Alexandre Secco atuou como líder do Comitê de Marketing Político Digital da ABRADi (Associação Brasileira dos Agentes Digitais).[4][5]

Pesquisas sobre presença digital de políticos

Série Político 2.0

A Medialogue Digital publicou entre 2011 e 2016 a série de pesquisas Político 2.0, que avaliou o uso da internet por deputados federais, senadores e vereadores brasileiros em sites, redes sociais e canais de vídeo. O estudo inaugural, de 2011, enviou e-mails para todos os 594 parlamentares e constatou que 77% não responderam — resultado noticiado pelo Correio Braziliense[6], pelo TecMundo[7] e pela Rádio Câmara da Câmara dos Deputados.[8] Uma edição sobre os 55 vereadores de São Paulo gerou cobertura na VejaSP.[9]

A edição de 2014 foi disponibilizada com licença Creative Commons e seus resultados foram noticiados por diferentes partidos políticos, entre eles o PCdoB.[10]

A edição de 2016 ampliou a análise para cinco plataformas digitais e foi objeto de duas reportagens na Exame.[2] O IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados) publicou análise da metodologia, apontando que a pesquisa constatou que, em 2016, 58 milhões de brasileiros acompanhavam parlamentares nas redes sociais, e que apenas 15% dos deputados e senadores podiam ser classificados como "influentes" no ambiente digital.[11]

A série é citada como referência bibliográfica em artigo acadêmico publicado pela Universidad Nacional de Salta (Argentina) em 2025, sobre o uso do X (antigo Twitter) pelas deputadas federais brasileiras.[12]

Cidades Conectadas

A série Cidades Conectadas (também denominada Social Cities) avaliou a presença digital de municípios brasileiros em sites governamentais e redes sociais. A Prefeitura de Santos citou o levantamento em materiais institucionais, registrando que Santos foi classificada como "2ª cidade mais conectada no Estado de São Paulo, conforme ranking da Medialogue Digital".[13] Municípios de Santa Catarina também divulgaram seus resultados no levantamento.[14]

Uma pesquisa da empresa sobre comunicação digital de 46 prefeituras paulistas foi noticiada pela colunista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo e na revista Veja.[15][16]

Campanhas eleitorais

Campanha presidencial de Aécio Neves (2014)

A Medialogue Digital prestou serviços de monitoramento de redes sociais à campanha presidencial de Aécio Neves em 2014. A operação utilizou a plataforma TweetReach da empresa americana Union Metrics, tendo processado mais de 40 milhões de tweets ao longo da campanha.[3] Os resultados da análise foram referenciados em reportagem da Folha de S.Paulo sobre comportamento de eleitores nas redes sociais.[17]

Gestão de reputação e crises digitais

A Medialogue Digital atuou na gestão de reputação digital para empresas e executivos. Em 2015, formalizou parceria com o advogado Alexandre Atheniense, especializado em casos de ataques digitais. Segundo reportagem do Consultor Jurídico, a empresa combinava estratégias de produção de conteúdo com orientação jurídica para lidar com casos de difamação e manipulação de informações em redes sociais.[18]

Em julho de 2015, Alexandre Secco foi recebido pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, em visita registrada em nota institucional do TJSP.[19]

Direito eleitoral digital e autorregulação

Alexandre Secco, como líder do Comitê de Marketing Político Digital da ABRADi, participou da elaboração dos códigos de conduta para agentes digitais em campanhas eleitorais, publicados em 2017 e 2018.[20][21] A empresa desenvolveu, em parceria com o escritório Opice Blum, o Guia do Direito Eleitoral para Campanhas na Internet, publicado em 2012, citado em artigo da Revista Jurídica da Presidência da República sobre participação popular na internet.[22]

Parkinson Hoje

Em parceria com a jornalista Rachel Campello, pela SoftMedia, a Medialogue Digital produziu o canal Parkinson Hoje, lançado em março de 2017 com orientação técnica do neurologista Erich Fonoff. De acordo com nota de lançamento distribuída pelo serviço DINO e publicada no portal Terra, o canal — com blog, Facebook e YouTube — se dedicava a produzir conteúdo sobre a doença de Parkinson com base em fontes médicas reconhecidas.[23]

Relação com a OAB

Canal Prerrogativas (2012)

Em setembro de 2012, a Medialogue Digital desenvolveu a campanha digital do Canal Prerrogativas para o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, destinada a conscientizar advogados sobre seus direitos e reunir comunidades em torno do tema das prerrogativas profissionais. A campanha incluiu a criação do site prerrogativas.org.br e canais no Facebook, Twitter e YouTube.[24][25] Segundo o portfólio da empresa, a Medialogue criou "uma campanha social para conscientizar e aglutinar os interessados no assunto Prerrogativas", baseada em depoimentos de dezenas de autoridades e advogados.[26]

Campanha da ABAP

A Medialogue Digital executou a campanha digital Somos Todos Responsáveis, criada pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) sobre publicidade dirigida ao público infantil. Segundo o portal Meio & Mensagem, a campanha atingiu um milhão de pessoas.[27]

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 «Entre o impresso e o digital: entrevista com Alexandre Secco». Digaí. 5 de outubro de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  2. 1 2 «Quem são os políticos mais e menos influentes nas redes sociais». Exame. 23 de outubro de 2016. Consultado em 14 de abril de 2026
  3. 1 2 «How Medialogue monitored Brazilian election tweets». Union Metrics. 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  4. ↑ «Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais» (PDF). ABRADi. 2017. Consultado em 14 de abril de 2026
  5. ↑ «Bullying na Era Digital». Sesc São Paulo. 2018. Consultado em 15 de abril de 2026
  6. ↑ «Muitos parlamentares não têm comunicação direta com eleitor, diz pesquisa». Correio Braziliense. 26 de novembro de 2011. Consultado em 14 de abril de 2026
  7. ↑ «77% dos deputados e senadores ignoram emails dos eleitores». TecMundo. 26 de novembro de 2011. Consultado em 14 de abril de 2026
  8. ↑ «Alexandre Secco explica pesquisa sobre como os políticos usam a internet». Rádio Câmara / Câmara dos Deputados. 30 de novembro de 2011. Consultado em 14 de abril de 2026
  9. ↑ «Como os vereadores paulistanos usam a rede». VejaSP. 6 de outubro de 2011. Consultado em 14 de abril de 2026
  10. ↑ «PCdoB é destaque em transparência e influência nas redes sociais». Vermelho. 20 de março de 2014. Consultado em 14 de abril de 2026
  11. ↑ «Pesquisa da Medialogue promete revelar os políticos mais influentes da web no Brasil». IBPAD — Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados. 2016. Consultado em 14 de abril de 2026
  12. ↑ «Performance política en las redes sociales: la presencia de las diputadas brasileñas en el X». Andes — Revista de la Universidad Nacional de Salta. 36 (2). 2025. Consultado em 14 de abril de 2026
  13. ↑ «Santos Criativa». Prefeitura de Santos. Consultado em 14 de abril de 2026
  14. ↑ «Blumenau, Brusque, Florianópolis e Itajaí são as cidades mais conectadas de SC». PSDB Santa Catarina. Consultado em 14 de abril de 2026
  15. ↑ «PSB defende que Dilma saia do PT e faça governo de "união nacional"». Folha de S.Paulo. 22 de setembro de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  16. ↑ «Pesquisa analisa comunicação digital de 46 prefeituras e elege Jundiaí a melhor». Veja. 22 de setembro de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  17. ↑ «Nas redes sociais, eleitores são pautados pela mídia e ignoram propostas, diz estudo». Folha de S.Paulo. 1 de agosto de 2016. Consultado em 14 de abril de 2026
  18. ↑ «Produção de conteúdo é arma para rebater difamações espalhadas pela internet». Consultor Jurídico. 23 de agosto de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  19. ↑ «Visitas recebidas no TJSP». Tribunal de Justiça de São Paulo. 2 de julho de 2015. Consultado em 14 de abril de 2026
  20. ↑ «Código de Conduta da ABRADi» (PDF). ABRADi. 2017. Consultado em 14 de abril de 2026
  21. ↑ «Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais» (PDF). ABRADi. 2018. Consultado em 14 de abril de 2026
  22. ↑ «Do eleitor offline ao cibercidadão online: potencialidades de participação popular na Internet». Revista Jurídica da Presidência. 15 (107). 2014. Consultado em 14 de abril de 2026
  23. ↑ «Comunidade online Parkinson Hoje é ponto de encontro para informação e troca de experiências sobre a doença de Parkinson». Terra. 29 de junho de 2017. Consultado em 14 de abril de 2026
  24. ↑ «OAB cria Canal nas mídias sociais para defender prerrogativas». Olhar Jurídico / Olhar Direto. 18 de setembro de 2012. Consultado em 14 de abril de 2026
  25. ↑ «OAB cria canal nas mídias sociais para defender prerrogativas». Jornal da Ordem. 2012. Consultado em 14 de abril de 2026
  26. ↑ «Projetos». Secco Attuy Marketing Jurídico. Consultado em 14 de abril de 2026
  27. ↑ «Abap atinge 1 milhão na discussão sobre publicidade infantil». Meio & Mensagem. 31 de agosto de 2012. Consultado em 14 de abril de 2026

Ligações externas