Apeadeiro de Dafundo

Dafundo
Linha(s): Linha de Cascais
Coordenadas: šŸŒ
MunicĆ­pio: Oeiras
Encerramento: 1940

O Apeadeiro de Dafundo, originalmente denominado de DƔfundo, foi uma interface ferroviƔria da Linha de Cascais, que servia a localidade de Dafundo, no municƭpio de Oeiras, em Portugal.

História

Anúncio de 1902 da Companhia Real, mostrando a Tarifa Especial n.º 3, para bilhetes a preços especiais na Linha de Cascais. Esta gare aparece com a categoria de estação, e o nome de DÔfundo.

Este apeadeiro situava-se no troço entre Pedrouços e Alcântara-Mar da Linha de Cascais, que foi inaugurado em 6 de Dezembro de 1890.[1]

Nos primeiros anos da Linha de Cascais, a Ponte FerroviÔria do Jamor foi danificada por um temporal, interrompendo a circulação entre a Estação de Cruz Quebrada e o Apeadeiro de Dafundo.[2] Desta forma, o lanço entre Cruz Quebrada e Cascais ficou sem ligação à restante rede ferroviÔria, apenas com duas locomotivas para todo o serviço, pelo que uma locomotiva teve de ser transportava por via rodoviÔria entre o Dafundo e a Cruz Quebrada, operação que foi muito difícil e demorada.[2] Enquanto a ponte esteve interrompida, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses instalou uma ponte de madeira sobre o Jamor, para o transbordo dos passageiros e bagagens.[2]

Em 7 de Agosto de 1918, a Linha de Cascais foi subarrendada Ć  Sociedade Estoril.[3]

Em 1933, a Sociedade Estoril, realizou obras de reparação no edifício deste apeadeiro.[4]

Em 1 de Junho de 1940, a Gazeta dos Caminhos de Ferro anunciou que os comboios iriam deixar de parar no apeadeiro de DƔfundo, uma vez que jƔ tinha sido extinto por uma ordem de serviƧo da Sociedade Estoril.[5]

Em 13 de Dezembro de 1976, terminou o contracto com a Sociedade Estoril para a exploração da Linha de Cascais.[6]

Ver tambƩm

ReferĆŖncias

  1. ↑ TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). Ā«A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviĆ”rioĀ» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 4 de Fevereiro de 2013
  2. 1 2 3 COLAƇO e ARCHER, 1999:108-113
  3. ↑ REIS et al, 2006:150
  4. ↑ Ā«O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal no ano de 1933Ā» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 4 de Fevereiro de 2013
  5. ↑ Ā«Viagens e TransportesĀ» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1259). 1 de Junho de 1940. p. 353. Consultado em 18 de Abril de 2017
  6. ↑ MARTINS et al, 1996:279

Bibliografia

  • COLAƇO, Branca; Archer, Maria (1999). Memórias da Linha de Cascais. Vila Real de Santo António: CĆ¢maras Municipais de Cascais e Oeiras. 370 pĆ”ginas. ISBN 972-637-066-3 
  • MARTINS, JoĆ£o; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 pĆ”ginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; Gomes, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e PĆŗblico-Comunicação Social S. A. 238 pĆ”ginas. ISBN 989-619-078-X