Arquidiocese de Fermo

Arquidiocese de Fermo

Archidiœcesis Firmana
Localização
PaísItália
Território
Dioceses sufragâneasCamerino-San Severino Marche, Ascoli Piceno, Macerata,
San Benedetto del Tronto-Ripatransone-Montalto
Estatísticas
População283 906
261 185 católicos (2 021)
Área1319 km²
Arciprestados9
Paróquias123
Sacerdotes187
Informação
Ritoromano
Estabelecidaséculo IV
Elevação a arquidiocese24 de maio de 1589
CatedralCatedral de Santa Maria da Assunção de Fermo
Liderança
ArcebispoRocco Pennacchio
JurisdiçãoArquidiocese Metropolitana
Sítio oficial
www.fermodiocesi.it
dados em catholic-hierarchy.org

A Arquidiocese de Fermo (Archidiœcesis Firmana) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica situada em Fermo, Itália. Seu atual arcebispo é Rocco Pennacchio. Sua Sé é a Catedral de Santa Maria da Assunção de Fermo.

Possui 123 paróquias servidas por 187 padres, abrangendo uma população de 283 906 habitantes, com 92% da dessa população jurisdicionada batizada (261 185 católicos).[1]

História

Segundo a tradição, a diocese de Fermo foi fundada no século III e a fundação da Igreja está ligada à memória de dois santos mártires de meados do século, Alexandre e Filipe, cuja existência histórica é, no entanto, segundo alguns autores, desprovida de qualquer base histórica.[2] Algumas pistas monumentais atestam a sua existência no século IV: a cripta da catedral preserva um sarcófago cristão primitivo que data deste século; além disso, escavações arqueológicas realizadas sob o piso da catedral trouxeram à luz os restos de uma igreja do início do século V, que se supõe ter sido a catedral da diocese de Fermo.[2]

Os primeiros bispos de Fermo historicamente documentados datam das últimas décadas do século VI. O primeiro é Fábio, que viveu em 580, mencionado numa carta de Gregório Magno escrita ao seu sucessor o bispo Passivo em 598, que foi destinatário de outras cartas do mesmo pontífice em 601 e 602.[3]

Segundo as Rationes decimarum Marchiae, na segunda metade do século XIII a diocese de Fermo incluía 167 igrejas e 15 paróquias, fato que "destaca o trabalho de penetração cristã e de evangelização das populações".[2]

Em 18 de novembro de 1320 a diocese de Fermo cedeu uma parte do seu território em benefício da ereção da diocese de Macerata.[4]

A lista dos bispos de Fermo torna-se complicada devido ao Cisma do Ocidente e à divisão do cristianismo ocidental em três obediências distintas. Os autores, incluindo Gams, Cappelletti e Eubel, têm cada um a sua lista episcopal e a sucessão dos bispos nem sempre é clara, também devido à homonímia de muitos deles.

Em 1 de agosto de 1571 a diocese de Fermo cedeu uma parte do seu território em benefício da ereção da diocese de Ripatransone. Em 24 de novembro de 1586 cedeu outras partes de território para constituir a nova diocese de Montalto Estas perdas territoriais foram compensadas em 24 de maio de 1589 com a elevação de Fermo a arquidiocese metropolitana com a bula Universis orbis ecclesiis do Papa Sisto V.[5] A nova província eclesiástica incluía as dioceses de Macerata e Tolentino (unidas aeque principaliter), Ripatransone, Montalto e San Severino.[6]

Prelados

Referências

  1. ↑ Dados atualizados no Catholic Hierarchy
  2. 1 2 3 «Arcidiocesi di Fermo» (em italiano). su BeWeB - Beni ecclesiastici in web
  3. ↑ Pietri, Prosopographie de l'Italie chrétienne (313-604), vol. II, Roma 2000, pp. 1610-1611.
  4. ↑ Cappelletti, Le Chiese d'Italia dalla loro origine sino ai nostri giorni, III, p. 676.
  5. ↑ Bula Universis orbis ecclesiis (em latim), in Bullarum diplomatum et privilegiorum sanctorum Romanorum pontificum Taurinensis editio, vol. IX, Torino, 1865 , pp. 99–103
  6. ↑ Cappelletti, Le Chiese d'Italia dalla loro origine sino ai nostri giorni, III, p. 635.
  7. ↑ Theodor Mommsen, Acta synhodorum habitarum Romae. A. CCCCXCVIIII DI DII Arquivado em 2016-08-04 no Wayback Machine, in Monumenta Germaniae Historica, Auctorum antiquissimorum, XII, Berlim 1894, p. 436, nº 69 e p. 455, nº 58.
  8. ↑ Charles Pietri, Luce Pietri (ed.), Prosopographie chrétienne du Bas-Empire. 2. Prosopographie de l'Italie chrétienne (313-604), École française de Rome, vol. I, Roma, 1999, p. 738.
  9. ↑ Monumenta Germaniae Historica, Concilia aevi Karolini (742-842), seconda parte (819-842), a cura di Albert Werminghoff, Hannover e Lipsia, 1908, p. 562, 5-6.
  10. ↑ Monumenta Germaniae Historica, Die Konzilien der karolingischen Teilreiche 843-859, a cura di Wilfried Hartmann, Hannover, 1984, p. 25, 17.
  11. ↑ Kehr, Italia pontificia, IV, p. 136, nº 8.
  12. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Schwartz, Die besetzung der bistümer Reichsitaliens unter den sächsischen und salischen kaisern…, pp. 232–236.
  13. ↑ Kehr, Italia pontificia, IV, p. 137, note al documento 11.
  14. 1 2 3 4 Schwartz lança fortes dúvidas sobre a real existência dos bispos Grimoaldo e Masio, incluídos na linha do tempo da Diocese de Fermo de Cappelletti; portanto, segundo o historiador alemão, excluindo Grimoaldo e Masio, houve apenas um bispo, e não dois, de nome Azzo, documentado de 1094 a 1119.
  15. ↑ Kehr, Italia pontificia. IV, p. 138, nº 15.
  16. 1 2 3 Eubel, Hierarchia catholica, vol. II, p. XXIV.
  17. ↑ Nomeado pelo antipapa Nicolau V.
  18. ↑ Na morte de Antonio de Vetulis o papa Inocêncio VII nomeia vigário-geral in spiritualibus et in temporalibus Donadio di Narni (em 1405) e Arcangelo Massi (em 1406).
  19. ↑ Bispo citado por Cappelletti, mas não por Eubel.
  20. ↑ Durante o período de sede vacante foram administradores apostólicos Fabrizio Paolucci (1692 - 1695 ?) e Opizio Pallavicini (1696).

Bibliografia

Ligações externas