Baltasar Guedes de Sousa

Baltasar Guedes de Sousa
NascimentoBaltazar Vaz Guedes
1512
Reino de Portugal
Morte1564 (51–52 anos)
Estado Português da Índia
CidadaniaReino de Portugal
Ocupaçãoadministrador colonial, governador, comandante militar
LealdadeImpério Português
Causa da morteguerra

Baltasar Guedes de Sousa (c. 1512 - c. 1564), também conhecido como Baltasar de Sousa Guedes, ou simplesmente Baltasar Guedes, foi o 7.º Capitão-mor do Ceilão Português.

Biografia

Era filho de Gonçalo Guedes com Maria Rodrigues de Sousa.

Embora o Nobiliário de Felgueiras Gaio o nomeie como neto paterno de Gonçalo Vaz Guedes, 3.º senhor de Murça,[1] pesquisas mais recentes de Manuel Abranches de Soveral, que condizem melhor com a cronologia, apontam para ele ser neto paterno do 4.º senhor de Murça, Pedro Guedes.[2]

Sendo, assim, sobrinho-neto de outro Gonçalo Vaz Guedes, pai do humanista e reitor da Universidade de Coimbra Frei Diogo de Murça.[3]

Foi batizado cerca de 1512. Tirou ordens menores a 18 de setembro de 1529, em Chaves. Em 1551 embarcou na Armada da Índia.[2]

Prestou serviço militar na Índia portuguesa e no Ceilão juntamente com seu irmão, Gonçalo Guedes.

Baltasar Guedes foi nomeado em 1560 sob D. Sebastião I, e exerceu o cargo de Capitão-mor até 1564.[4] [5]

Durante o seu mandato, conduziu várias operações militares em Colombo e no reino de Cota, tendo sido gravemente ferido durante esses combates.[4] Sendo assim provável que tenha falecido cerca do ano de 1564.

A última referência que lhe é feita na obra do cronista jesuíta do século XVII, Fernão de Queiroz, intitulada "Conquista temporal, e espiritual de Ceylão",[6] dá-o como combatendo na defesa da fortaleza de Seri Jaiavardenapura-Cota, em 1564, nos seguintes termos:

''O Capitão Balthasar Guedes, ansioso para vingar os ferimentos que havia recebido e estando incapacitado de ficar de pé sobre as suas pernas, de um andor dirigiu, encorajou [os outros] e lutou, e a falta de pés não foi obstáculo, pois ele tinha as suas mãos"[7]

Sucedeu-lhe no cargo Pedro de Ataíde "Inferno" que, já como capitão-mor, combateu ao lado de Baltasar Guedes na acima referida defesa da fortaleza da cidade de Seri Jaiavardenapura-Cota, então ainda capital do Reino de Cota.[4]

Família

Nem ele nem seu irmão Gonçalo casaram, nem deixaram geração conhecida, pelo que a casa paterna ficou com um outro irmão, Gaspar de Sousa Guedes, casado com a 3.ª morgada de Bulhão; com descendência, nos morgados e depois condes de Bertiandos, e nos Lemos, senhores da Trofa.[8]

Referências

  1. ↑ «Nobiliário de famílias de Portugal, [Braga], 1938-1941. Tomo XVI. Título Guedes. - Biblioteca Nacional Digital». purl.pt. p. 17. Consultado em 25 de julho de 2024. N 7 Gonçallo Guedes, filho de Gonçallo Vaz Guedes [3.º senhor de Murça] casou com D. Mª Rz de Sousa ... [e teve a] N 8 Baltazar de Sousa Guedes, [que serviu] na Índia
  2. 1 2 Manuel Abranches de Soveral. «Baltazar Guedes». roglo.eu. Consultado em 15 de março de 2026. Batizado cerca 1512. Pais: Gonçalo Guedes e Isabel de Souza, senhora do morgado de Nª Sª da Conceição de Carrazedo de Montenegro {nascida c. 1480. Tirou ordens menores a 18.9.1529 em Chaves. Em 1551 embarcou na Armada da Índia, onde faleceu solteiro.
  3. ↑ Coimbra, Universidade de. «Séculos XIII a XVI». uc.pt. Consultado em 7 de agosto de 2024
  4. 1 2 3 Queyroz, Fernão de (1992). The temporal and spiritual conquest of Ceylon. Vol. II Book 3-4 (PDF) (em inglês). New Delhi: Asian Educational Services. pp. 399–421
  5. ↑ «Sri Lanka. Captains-major.». www.worldstatesmen.org. Consultado em 25 de julho de 2024. 1560 - 1564 Baltasar Guedes de Sousa
  6. ↑ Queyroz, Fernão de (1916). Conquista temporal, e espiritual de Ceylaõ. Sri Lanka: H.C. Cottle, Government Printer
  7. ↑ Fernão de Queyroz, op. cit., p. 419
  8. ↑ «Nobiliário de famílias de Portugal, [Braga], 1938-1941. Tomo XIX. Título "Magalhães" - Biblioteca Nacional Digital». purl.pt. § 23 N 10. Consultado em 25 de julho de 2024
Precedido por
D. Jorge de Meneses Baroche

Capitão-mor do Ceilão Português

1560 — 1564
Sucedido por
Pedro de Ataíde Inferno