Battlefield 1

 Nota: Para o primeiro jogo da série Battlefield, veja Battlefield 1942.
Battlefield 1
DesenvolvedoraDICE
PublicadoraElectronic Arts
DiretoresJörgen Carlström
Stefan Strandberg
ProdutoresAleksander Grøndal
ProjetistaLars Gustavsson
EscritoresChristofer Emgård
Mikael Säker
ProgramadorVidar Nygren
ArtistaGustav Tilleby
CompositoresPatrik Andrén
Johan Söderqvist
MotorFrostbite 3
SérieBattlefield
PlataformasMicrosoft Windows
PlayStation 4
Xbox One
Lançamento21 de outubro de 2016
GêneroTiro em primeira pessoa
Modos de jogoUm jogador
Multijogador

Battlefield 1 é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela DICE e publicado pela Electronic Arts. É o décimo quarto título da franquia Battlefield. Foi lançado em outubro de 2016 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One.[1][2]

Battlefield 1 marcou uma mudança para a série ao ambientar o jogo na Primeira Guerra Mundial. Seu modo para um jogador, intitulado Histórias de Guerra, explora as experiências de vários soldados em diferentes teatros de guerra, incluindo a Frente Ocidental, a Frente Italiana, Galípoli e a Arábia. Além disso, o jogo oferece uma experiência multijogador caracterizada por batalhas terrestres em larga escala e intensos combates aéreos.

Battlefield 1 recebeu críticas positivas, sendo considerado uma melhoria em relação aos jogos anteriores da série, Battlefield 4 e Battlefield Hardline. A maior parte dos elogios foi direcionada ao seu cenário da Primeira Guerra Mundial, às campanhas para um jogador e aos modos multijogador. O jogo foi um sucesso comercial, com vendas estimadas em mais de 15 milhões de cópias. Foi seguido por Battlefield V em 2018.

Jogabilidade

Semelhante aos jogos anteriores da série, Battlefield 1 é um jogo de tiro em primeira pessoa. Ele ocorre no período da Primeira Guerra Mundial, um tema pouco explorado por jogos do gênero. A campanha single-player é inspirada em fatos reais e batalhas históricas.

Multiplayer

O modo multiplayer de Battlefield 1 segue a mesma premissa estabelecida por seus antecessores. O jogador é despachado com outros jogadores em um campo de batalha aberto totalmente destrutível, podendo usar veículos, tanques e aeronaves. O diferencial é que toda a temática, mapas, equipamentos, armas e recursos tem como base a Primeira Guerra Mundial. Isso significa que os jogadores podem fazer o uso de armas autênticas usadas durante o conflito, incluindo rifles de ferrolho e repetição, algumas armas automáticas e semiautomáticas, lançadores, canhões, metralhadoras fixas, artilharia, lança-chamas, gás venenoso e metralhadoras pesadas. Além de equipamentos como kits médicos e máscaras de gás para proteção química. O combate corpo a corpo foi reformulado, com a DICE introduzindo novas armas brancas, como sabres, porretes e pás. Essas armas brancas foram divididas em três grupos: pesadas, médias e leves. Os veículos e outros recursos disponíveis incluem os primeiros tanques, carros de combate, navios terrestres, barcos de desembarque, as primeiras aeronaves de combate, cavalos e dirigíveis. Os mapas possuem cenários bastante variados, desde os vastos desertos da Frente Árabe até as enlamaçadas terras de ninguém e trincheiras da Frente Ocidental.[3]

Campanhas

Battlefield 1 se destacou dos demais títulos de tiro em primeira pessoa ao ambientar sua narrativa na Primeira Guerra Mundial. Um tema pouco explorado por outros jogos do gênero.

Personagens

Durante as campanhas single-player, o jogador controla seis personagens diferentes em primeira pessoa ao longo de seis capítulos distintos ambientados na Primeira Guerra Mundial (conhecidos como Histórias de Guerra). Ao contrário das campanhas anteriores da série, o modo história single-player de Battlefield 1 é composto por histórias distintas das quais o jogador pode selecionar, cada uma mostrada pelos olhos de soldados dos Aliados (com base na Tríplice Entente) de diferentes nacionalidades, que lutam contra os Impérios Centrais (com base na Tríplice Aliança):

"Storm of Steel" – o prólogo do jogo, ambientado no último ano da guerra em 1918, nas trincheiras e locais enlameados da terra de ninguém, durante a Ofensiva dos Cem Dias na Frente Ocidental. O capítulo é visto através dos olhos de vários soldados afro-americanos dos Hellfighters do Harlem (Estados Unidos da América) e de um membro de um tanque Mark V do Império Britânico, que lutam ao lado de seus aliados, após qual cada um deles é morto em combate ou queimados, poucos momentos após terem suas posições invadidas pelos alemães e seu tanque destruído em sangrentos combates corpo a corpo, dando a dimensão da mortalidade imensurável da Grande Guerra.

"Through Mud and Blood" – ambientado na Segunda Batalha de Cambrai através dos olhos de um motorista de tanque Mark V do Império Britânico.

"Friends in High Places" – ambientado na França e no Reino Unido e visto pelos olhos de um piloto de caça do Royal Flying Corps.

"Avanti Savoia" – ambientado na frente dos alpes italianos e visto pelos olhos de um sobrevivente e membro dos Arditi do Reino da Itália.

"The Runner" – ambientado na Península de Galípoli (parte do Império Otomano) através dos olhos de um corredor ANZAC.

"Nada está escrito" – ambientado no deserto da Arábia através dos olhos de um guerreiro beduíno sob o comando de Lawrence da Arábia

Enredos

Tempestade de Aço

O prólogo, ambientado em 1918, coloca os jogadores no controle de diferentes membros dos Harlem Hellfighters americanos enquanto defendem suas posições junto a seus aliados franceses e britânicos contra um avanço do Império Alemão na França, durante a Segunda Batalha do Marne (ou possivelmente a Ofensiva Meuse-Argonne). O jogador começa próximo à linha de frente e deve sobreviver o máximo possível contra ondas de soldados alemães. Se o jogador sobreviver ao ataque, uma barragem de artilharia cairá sobre ele e a perspectiva do jogo mudará para outro soldado, que está operando uma metralhadora fixa Vickers. A posição é bombardeada por um dirigível, forçando o soldado a abandonar a arma e defender a igreja onde ela estava localizada. Ao longo do jogo, um narrador sem nome (um dos Hellfighters) comenta a natureza da guerra enquanto a batalha continua e os soldados controlados pelo jogador são mortos. Os Hellfighters inicialmente perdem terreno para os alemães, mas os tanques britânicos Mark forçam as tropas alemãs a recuar até serem detidos pela artilharia alemã. Os Hellfighters e seus aliados lançam um contra-ataque e avançam com máscaras de gás em meio a um ataque de gás venenoso, sofrendo baixas enquanto os alemães mantêm suas posições. Quando o jogador muda a perspectiva para o último soldado no jogo, um soldado alemão tenta matar o personagem do jogador com uma pá, mas é impedido por uma barragem de artilharia que elimina todos os combatentes no campo de batalha e deixa o jogador inconsciente. Quando o personagem do jogador recupera a consciência, ele inicialmente parece ser o único sobrevivente, mas logo encontra um sobrevivente alemão. Embora os dois apontem suas armas um para o outro, o cansaço e a fadiga da batalha se instalam à medida que ambos percebem a futilidade de sua situação, levando ambos a abaixarem suas armas. O jogo então prossegue para uma cinemática introdutória que dá acesso às outras Histórias de Guerra.

Através da lama e do sangue

Ambientado no outono de 1918, durante a Segunda Batalha de Cambrai, na Ofensiva dos Cem Dias, o jogo coloca os jogadores no papel de Daniel Edwards, um ex-motorista que se alista na guerra como condutor de tanque britânico. Edwards é designado para um tanque Mark V apelidado de "Black Bess" e conhece o restante de sua tripulação: Townsend, o comandante do tanque; McManus, um artilheiro cínico que duvida das habilidades de Edwards e da probabilidade de sucesso da tripulação; Pritchard, outro artilheiro; e Finch, o mecânico amigável.

A tripulação precisa penetrar as linhas alemãs para chegar à cidade francesa de Cambrai e ajudar a capturar posições estratégicas e destruir baterias de artilharia. Finch é morto por tiros de metralhadora logo no início, enquanto tentava consertar o tanque, e mais tarde, o tanque fica atolado na lama e cercado pela infantaria alemã. Townsend decide solicitar um ataque de artilharia contra a própria posição, usando o pombo-correio do tanque para salvá-lo, o que McManus contesta veementemente. Pritchard é baleado e morto ao tentar soltar o pombo correio, forçando Edwards a fazê-lo, o que permite que a artilharia britânica salve o tanque. Encontrando um denso nevoeiro na floresta de Bourlon, Edwards atua como batedor avançado para guiar o tanque. Ao atravessar a floresta, o tanque começa a apresentar problemas mecânicos, e Townsend envia Edwards e McManus para recuperar velas de ignição de tanques britânicos capturados pelos alemães. McManus expressa seu desprezo pelas ordens e abandona a missão, desertando. No entanto, McManus muda de ideia mais tarde e retorna a tempo de salvar Edwards de um soldado alemão.

Com o tanque reparado, a tripulação segue para uma estação ferroviária defendida por forças alemãs. Embora o Bess seja o único tanque britânico na área, a tripulação ataca a estação ferroviária para enganar os alemães, fazendo-os acreditar que uma grande ofensiva britânica está em curso. Eliminando as forças alemãs na estação ferroviária, o tanque segue para Cambrai, mas é imobilizado pela artilharia e atacado por soldados alemães. Edwards e McManus são feridos defendendo o tanque, e um Townsend ferido se sacrifica, acionando um vazamento de gás dentro do tanque, matando a si mesmo e aos alemães. Com o Bess destruído e Edwards e McManus como os únicos sobreviventes, os dois seguem sozinhos a pé para Cambrai. As legendas finais indicam que, com a participação de mais de 300 tanques na Batalha de Cambrai, a guerra terminou um mês depois.

Nota: Essa história foi alvo de críticas devido à sua imprecisão histórica e à oportunidade perdida de incluir uma nova nação no jogo. Foi a 2ª Divisão Canadense que entrou em Cambrai.

Amigos em Lugares Altos

Nesta história, ambientada na primavera de 1917 durante a Batalha de Arras, os jogadores controlam Clyde Blackburn, um piloto americano e jogador com um histórico de comportamento enganoso. Logo no início, Blackburn engana George Rackham, um piloto da nobreza britânica, em um jogo de cartas e rouba seu Bristol F.2. Fingindo ser Rackham, Blackburn se apresenta ao artilheiro de Rackham, Wilson, e os dois partem para um exercício aéreo. Durante o exercício, aviões alemães emboscam a dupla, e os dois pilotos tiram fotos de uma base de munições alemã que encontram por acaso após repelir os caças inimigos. Embora Wilson relute em mostrar as fotos ao Comando Britânico por medo de ser acusado de insubordinação, Blackburn o convence a fazê-lo com a perspectiva de ganhar medalhas. Wilson concorda com a condição de que Blackburn os traga de volta sãos e salvos de futuras missões.

Blackburn e Wilson escoltam bombardeiros britânicos em um ataque à base de munições alemã fotografada. Embora a base seja destruída, Blackburn e Wilson são atingidos por uma explosão e caem atrás das linhas inimigas, separados. Blackburn se infiltra pelas posições alemãs e descobre que Wilson está ferido. Sabendo que não conseguirá retornar em segurança às linhas britânicas carregando Wilson, Blackburn cogita acabar com o sofrimento do companheiro, mas muda de ideia quando Wilson revela que sabia da verdadeira identidade de Blackburn o tempo todo. Blackburn carrega Wilson através da terra de ninguém até as linhas amigas, mas é detido por policiais britânicos sob as ordens de Rackham.

A caminho do tribunal marcial em Londres, o navio que transportava Blackburn, Rackham e Wilson é atacado por um bombardeio aéreo alemão, e Rackham é morto. Blackburn e Wilson tomam o controle de um avião e repelem o ataque alemão. Primeiro, Blackburn e Wilson destroem uma onda de bombardeiros e caças alemães antes de colidirem com um zepelim alemão e usarem seu canhão antiaéreo para destruir outro zepelim. Os dois pilotos saltam no rio Tâmisa após o zepelim cair no chão. A história termina com Blackburn saindo do rio ileso, refletindo sobre suas experiências. Ele observa que relatos contraditórios sobre seus feitos podem surgir devido à natureza confusa da guerra, mas sugere que sua versão dos fatos é a verdadeira. A história termina de forma ambígua, deixando em aberto a questão de se os eventos narrados realmente ocorreram daquela maneira.

Avanti Savoia!

Ambientado no outono de 1918, na frente italiana, nas Dolomitas do norte da Itália, o jogo coloca os jogadores no papel de Luca Vincenzo Cocchiola, membro da unidade Arditi. A história é narrada por um Luca já idoso, anos após a guerra, enquanto ele relembra suas memórias para sua filha americana em seu aniversário. Ele e seu irmão gêmeo, Matteo, participam de uma grande ofensiva para tomar uma fortaleza austro-húngara, dias depois de completarem 21 anos. Enquanto Matteo participa do ataque principal, a unidade de Luca desempenha um papel auxiliar, eliminando obstáculos ao avanço das forças principais. Vestindo uma armadura pesada e usando uma metralhadora MG08/15, Luca lidera o ataque a posições-chave austro-húngaras, capturando pontos fortes, destruindo uma peça de artilharia e frustrando um ataque aéreo inimigo.

Em um ato desesperado para impedir o ataque ao forte, os bombardeiros austro-húngaros provocam um deslizamento de terra para obstruir a ofensiva italiana. Desesperado para salvar seu irmão, Luca parte sozinho para o campo de batalha em busca da unidade dele, armado com uma Villar Perosa e uma Beretta M1915. Ao longo do caminho, ele auxilia unidades italianas encurraladas e avança em direção ao forte inimigo. Após limpar a fortaleza, Luca encontra os restos da unidade de seu irmão e se depara com o corpo dele, para sua profunda tristeza e consternação. Um Luca enlutado, nos dias atuais, se despede do irmão e lhe deseja feliz aniversário, enquanto uma legenda final afirma que a guerra afetou tanto nações e impérios quanto famílias, com os sobreviventes e os mortos da guerra sendo chamados de "Geração Perdida".

O Corredor

Ambientado durante a Campanha de Galípoli em 1915, o jogador assume o papel de Frederick Bishop, um mensageiro australiano e veterano da Segunda Guerra dos Bôeres. A história começa com Bishop encontrando o jovem Jack Foster, que se apresenta como seu novo protegido. Inicialmente cético, Bishop relutantemente cede e acolhe Foster, mas o adverte para que se abstenha de combates devido à sua inexperiência e pouca idade. Bishop invade as praias de Galípoli, no Cabo Helles, e captura uma posição inimiga estratégica. Ele dispara um sinalizador para indicar a captura, mas é surpreendido por Foster, que desobedeceu à ordem de Bishop de avançar apenas com o restante das forças aliadas. Bishop repreende Foster por sua ingenuidade e visão da guerra como uma atividade gloriosa, visto que Foster mentiu sobre sua idade para se alistar. Foster fica horrorizado com a carnificina ao seu redor, mas Bishop suaviza seu tom e o tranquiliza, dizendo que tudo ficará bem.

No dia seguinte, Bishop se oferece como mensageiro no lugar de Foster, a quem considera inexperiente para a tarefa. Bishop retorna ao quartel-general para entregar uma mensagem e é salvo por Foster, que atira em um soldado otomano próximo. O oficial britânico Whitehall envia Bishop a um posto de comando na retaguarda para informá-los de que os britânicos pretendem avançar ainda mais. Bishop encontra o posto de comando deserto e descobre que os britânicos pretendem recuar e cobrir a retirada com fogo de artilharia. Lembrando-se de que Foster ainda está na linha de frente, Bishop corre de volta para resgatá-lo. Ao encontrar Whitehall, Bishop fica chocado ao descobrir que Foster se juntou a um ataque a uma fortaleza otomana. Bishop decide perseguir Foster, enquanto um aflito Whitehall permite que Bishop desobedeça à ordem de recuo para resgatar Foster, dizendo-lhe que não tem muito tempo.

Bishop encontra Foster e o informa sobre o iminente ataque de artilharia, mas o jovem australiano diz que não podem abandonar seus feridos. Bishop ataca o forte para cobrir a retirada, mas pede a Foster que dispare um sinalizador quando a retirada estiver concluída, para que ele possa escapar. Bishop então captura o forte sozinho e é mortalmente ferido no processo, mas vê o sinalizador de Foster e fica aliviado ao constatar que a retirada foi bem-sucedida. A história termina com Bishop observando navios de guerra britânicos bombardearem o forte. As legendas finais informam que os otomanos eventualmente venceram a Batalha de Galípoli, e vários sobreviventes notáveis fundaram a nova República da Turquia no pós-guerra. Tropas australianas e neozelandesas lutaram em Galípoli sob suas próprias bandeiras, distinguindo-se em combate após a celebração do Dia de Anzac .

Nada está escrito

Ambientado na primavera de 1918, o jogo coloca os jogadores no controle de Zara Ghufran, uma rebelde beduína que trabalha ao lado do oficial de inteligência britânico T.E. Lawrence (mais conhecido como Lawrence da Arábia) em sua luta para minar a ocupação otomana da Península Arábica. Zara se infiltra em um trem otomano descarrilado em Al-Ajdar e recupera um manual com códigos de comunicação otomanos. Apesar de cair em uma armadilha armada por Tilkici, um oficial otomano, Zara é resgatada por Lawrence e vários insurgentes beduínos. Zara e Lawrence decidem interrogar Tilkici sobre como usar o código manualmente para atrair o Canavar, um trem blindado otomano , para uma armadilha, mas Tilkici debocha, afirmando que os rebeldes não triunfarão.

Após interrogarem Tilkici, os rebeldes descobrem que precisam usar cápsulas de mensagens em posse de três oficiais otomanos para pedir que o trem pare. Zara segue sozinha, infiltrando-se com sucesso nos acampamentos otomanos para soltar duas cápsulas de mensagens por meio de um pombo-correio, enquanto elimina os comandantes otomanos. No entanto, quando se prepara para soltar a terceira cápsula, ela é nocauteada por Tilkici, que conseguiu escapar de Lawrence. Tilkici arrasta Zara para o deserto e a provoca, já tendo ordenado que o Canavar atacasse o acampamento de Lawrence. Contudo, Zara mata Tilkici antes que ele possa executá-la.

Ao retornar para Lawrence, que sobreviveu ao ataque ao se mudar após a fuga de Tilkici, Zara e Lawrence decidem atacar o trem blindado enquanto ele para para reabastecer. Zara se infiltra na vila onde o Canavar para e destrói partes do trem para impedir sua passagem. Zara e os rebeldes destroem o trem em uma intensa batalha, pondo fim à ameaça às suas forças. Tendo alcançado sua "vingança" contra o Canavar, Zara se junta a Lawrence para atacar alvos no Canal de Suez . As legendas finais indicam que, embora os otomanos tenham sido expulsos da Arábia, os Aliados se recusaram a conceder plena autonomia aos árabes e que os conflitos na região continuam no século XXI.

Recepção

Pré-lançamento

O jogo recebeu resposta positiva da comunidade após seu anúncio oficial. Desde 2 de julho de 2016, o trailer de revelação do Battlefield 1 está no YouTube, com mais de 2 milhões de curtidas.[4] A Electronic Arts deverá vender 14 milhões de unidades em seu primeiro ano de lançamento.[5] Escrevendo para a Wired, Jake Muncy, não conseguiu refletir sobre as situações complexas da Primeira Guerra Mundial, e achou que esse não era o cenário ideal para um jogo.[6] Em contraste, Robert Rath, da Zam, refletiu sobre os mesmos tópicos, e observou que a Primeira Guerra Mundial foi amplamente esquecida na cultura popular devido à sua incapacidade de inspirar paixão ou interesse; Rath sugeriu que Battlefield 1 poderia rejuvenescer o interesse popular na guerra.[7] No The Guardian, Alex Hern criticou o que ele percebia como uma hipocrisia daqueles que apoiaram a ideia do jogo ser ambientado na Primeira Guerra Mundial, escrevendo: "perguntando se a primeira guerra mundial é um tópico apropriado para um jogo de tiro em primeira pessoa"[8]

Pós-lançamento

A resposta de fãs e críticos a Battlefield 1 foi, de acordo com o site Metacritic, muito positiva.[9][10][11]

Revisores elogiaram o ambiente único e refrescante do jogo,[12][13] bem como o fato da DICE desenvolver um jogo com temática da Primeira Guerra Mundial.[14] O modo multiplayer foi elogiado por sua mecânica sólida, o novo modo de jogo Operations, a trilha sonora e os mapas, entre muitas outras coisas.[15][16] Embora o elogio foi dado à campanha single-player para a sua história e design de nível, foi, no entanto, criticado por ser muito curto.[17] A PC World também criticou que todas as seis campanhas ocorram do ponto de vista dos Aliados e que o ponto de vista dos Impérios Centrais esteja ausente.[18]

Vendas

Battlefield 1 foi o jogo de varejo mais vendido no Reino Unido. Suas vendas na semana de lançamento superaram as vendas combinadas de Battlefield 4 e Battlefield Hardline[19] A versão de PlayStation 4 liderou as vendas no Japão, vendendo 113.083 cópias em sua primeira semana.[20] A partir de 18 de janeiro de 2017, a versão de PlayStation 4 vendeu 249.053 cópias no Japão.[21]

Battlefield 1 foi o jogo mais vendido nos Estados Unidos no mês de seu lançamento.[22]

Referências

  1. ↑ «'Battlefield 1' leva série de games de tiro para a Primeira Guerra Mundial». Tecnologia e Games. G1. 6 de maio de 2016. Consultado em 7 de maio de 2016
  2. ↑ «Battlefield 1 será ambientado durante a Primeira Guerra Mundial». Techtudo.com.br. Consultado em 7 de maio de 2016
  3. ↑ name="globo"
  4. ↑ Paget, Mat (9 de maio de 2016). «Battlefield 1 Has Most Liked Trailer Ever on YouTube, Call of Duty: Infinite Warfare Most Disliked». GameSpot (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  5. ↑ «Titanfall 2 to sell 9-10 million units, Battlefield 1 15 million, says EA - VideoGamer.com». VideoGamer.com (em inglês)
  6. ↑ «So You've Set Your Big Shooting Game During World War One». WIRED (em inglês)
  7. ↑ «A historical defense of Battlefield 1». ReadySet (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  8. ↑ Hern, Alex (12 de maio de 2016). «Battlefield 1: is it wrong to set a war game in the trenches of the first world war?». the Guardian (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  9. ↑ «Battlefield 1». Metacritic. Consultado em 28 de junho de 2018
  10. ↑ «Battlefield 1». Metacritic. Consultado em 28 de junho de 2018
  11. ↑ «Battlefield 1». Metacritic. Consultado em 28 de junho de 2018
  12. ↑ Pearce, Mike. «Back and better than ever: Battlefield 1 review – GAMING TREND». gamingtrend.com (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  13. ↑ «Battlefield 1 Review – Large-Scale Warfare At Its Finest». Game Informer (em inglês)
  14. ↑ White, Sam (25 de outubro de 2016). «Battlefield 1 review – savage and exciting, a landmark shooter». the Guardian (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  15. ↑ «Review: Battlefield 1 Moves the Franchise Forward By Taking It to the Past». The Daily Dot (em inglês). 17 de outubro de 2016
  16. ↑ «Battlefield 1 Review - AusGamers.com». www.ausgamers.com (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2018
  17. ↑ Tucker, Jake (21 de outubro de 2016). «Battlefield 1 review: EA DICE's World War 1 shooter is superbly designed and surprisingly respectful». International Business Times UK (em inglês)
  18. ↑ «Battlefield 1 review: Satisfying chaos, solemn silence». PCWorld (em inglês)
  19. ↑ Hussain, Tamoor (24 de outubro de 2016). «Top 10 UK Sales Chart: Battlefield 1 Outperforms Battlefield 4 and Hardline's First Week Sales». GameSpot (em inglês). Consultado em 23 de junho de 2018
  20. ↑ «Japanese Sales Chart: Battlefield 1 Opens Big on PS4». PlayStation LifeStyle (em inglês). 26 de outubro de 2016
  21. ↑ «This Week In Sales: Kingdom Hearts Runs Out Of Games To Remix - Siliconera». Siliconera (em inglês). 18 de janeiro de 2017
  22. ↑ «October 2016 NPD: Battlefield, Mafia, and Gears dominate the sales chart». VentureBeat (em inglês). 18 de novembro de 2016