Calpaína

Calpaína-1
Representação da estrutura da subunidade catalítica da calpaína-1. PDB 1KXR
Indicadores
Número EC3.4.22.52
Número CAS78990-62-2--
Bases de dados
IntEnzIntEnz
BRENDABRENDA
ExPASyNiceZyme
KEGGKEGG
MetaCycvia metabólica
PRIAMPRIAM
Estruturas PDBRCSB PDB PDBe PDBj PDBsum
Calpaína-2
Representação da estrutura da subunidade catalítica da calpaína-2. PDB 1MDW
Indicadores
Número EC3.4.22.53
Número CAS702693-80-9--
Bases de dados
IntEnzIntEnz
BRENDABRENDA
ExPASyNiceZyme
KEGGKEGG
MetaCycvia metabólica
PRIAMPRIAM
Estruturas PDBRCSB PDB PDBe PDBj PDBsum

As calpaínas representam uma família bem conservada de proteases de cisteína dependentes de cálcio.[1] A atividade da calpaína in vivo é altamente regulada pelas calpastatinas (calpastatin), as calpastatinas inibem especificamente as calpaínas, não inibindo outras proteases de cisteína, através de suas interações com vários sítios das calpaínas. A má regulação das calpaínas pelas calpastatinas está associada a várias desordens patológicas humanas, incluindo distrofia muscular, câncer,[2] doença de Alzheimer, injuria neurológica,[3] diabetes e formação de catarata. Pesquisas recentes estão elucidando as estruturas primárias das calpaína 2 e do domínio regulatório calpaína 4, junto com a descoberta de novos meios de se regular a atividade das calpaínas providenciam novas oportunidades de se desenvolver novos tipos de inibidores da calpaínas. Muitas classes de inibidores do sítio ativo das calpaínas tem sido considerados efetivos contra as calpaínas, e estão sendo avaliados em modelos animais de doenças humanas. Entretanto uma limitação para o uso terapêutico dessa nova classe de inibidores é a especificidade que esses inibidores têm para proteoses de cisteína e outras enzimas proteolíticas. O desenvolvimento de novas classes de inibidores de calpaínas que interagem com domínios fora do sítio catalítico da calpaína podem trazer grande especificidade aos tratamentos terapêuticos.

Regulação das calpaínas

A regulação das calpaínas inclui uma absoluta dependência de cálcio para a sua atividade e um pH ótimo entre 7 e 7,5.[4] Calpaínas de várias espécies tem sido recentemente sequenciadas, calpaína I e calpaína II parecem ter distintas subunidades catalíticas de 80 kDa e uma idêntica subunidade regulatória de 30 kDa. Ambas as subunidades (80 e 30 kDa) contêm domínios de calmodulina ligantes de cálcio em seus finais C-terminais, é sugerido que esses domínios conferem às calpaínas a sua sensibilidade ao cálcio.

Ver também

Referências

  1. ↑ Metwally, Elsayed; Al-Abbadi, Hatim A.; Hussain, Tarique; Murtaza, Ghulam; Abdellatif, Ahmed M.; Ahmed, Mahmoud F. (5 de setembro de 2023). «Calpain signaling: from biology to therapeutic opportunities in neurodegenerative disorders». Frontiers in Veterinary Science (em inglês). 10. ISSN 2297-1769. PMC 10507866Acessível livremente. PMID 37732142. doi:10.3389/fvets.2023.1235163
  2. ↑ Marques, Andressa Ferraz Pinto (2018). «Estudo da contribuição da calpaína 10 na agressividade do câncer de mama»
  3. ↑ Popik, Bruno (2018). O papel central da calpaína na consolidação, evocação e reconsolidação de memórias aversivas. Porto Alegre – RS: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2026
  4. ↑ Silva, Isabella Guartieri da; Dutra, Lorraine Pissinin; Giometti, Ines Cristina; Castilho, Calie; Sena, Gabriella Capitane; Guimarães, Letícia Jalloul; Vieira, Natália Carolina; Leite, Quézia Hadassa Machado; Gibim, Maria Fernanda; Silva, Isadora de Souza e; Rêgo, Fabíola Cristine de Almeida; Zundt, Marilice (16 de outubro de 2024). «Abundância de RNA do sistema calpaínas-calpastatina, genes relacionados à qualidade da carne de ruminantes: uma revisão». Revista Sociedade Científica. 7 (1): 4803. ISSN 2595-8402. doi:10.61411/rsc202481517

Bibliografia