Campylocentrum micranthum

Campylocentrum micranthum


Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Vandeae
Subtribo: Angraecinae
Género: Campylocentrum
Espécie: C. micranthum
Nome binomial
Campylocentrum micranthum
(Lindl.) Rolfe 1901
Sinónimos
ver texto
Campylocentrum micranthum - planta.
Campylocentrum micranthum - inflorescência de espécime com flores dísticas.
Campylocentrum micranthum - flores.
Campylocentrum micranthum - flores, mostrando o nectário.

Campylocentrum micranthum é uma espécie de orquídea, família Orchidaceae, que habita 24 países da América tropical.[1] No Brasil é citado para todos os estados das regiões norte e sudeste, além do Maranhão, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Mato Grosso, e Goiás.[2]

Descrição

É uma pequena planta epífita, monopodial, com caules alongados, folhas dísticas, e inflorescência racemosa com flores minúsculas, de cor branca, de sépalas e pétalas livres, e nectário na parte de trás do labelo. Pertence ao grupo de espécies de inflorescências mais curtas que as folhas.[3] O conceito atual desta espécie é um tanto amplo e inclui muitos sinônimos, tanto com flores dísticas como flores orientadas para um mesmo lado da inflorescência. Deposis de mais estudos, é possível que estas espécies venham a ser separadas novamente e a ocorrência de cada uma das duas tenha de ser revisada.[4]

Histórico

O Angraecum micranthum, publicado por John Lindley em 1835[5] foi a primeira espécie, hoje classificada neste gênero, a ser descrita. Sua origem era incerta. Como todas as espécies aparentadas com Angraecum então conhecidas eram africanas, Lindley pensou ser esta também originária deste continente. Hoje, com a ajuda da genética molecular, estima-se que tenha sido coletada no Suriname.[4]

Por muito tempo foi considerado a espécie-tipo de Campylocentrum porém uma série de confusões impossibilita que seja: Em 1845, quando Rich. & Galeotti propuseram o estabelecimento do gênero Todaroa para abrigar as espécies de Campylocentrum até então descritas,[6] enganaram-se ao confundir o Angraecum micranthum descrito por Lindley, o qual designaram como espécie-tipo, com o Campylocentrum schiedei, que viria a ser descrito somente muitos anos depois por Reichenbach.[4]. Em 1881, Bentham propôs o nome Campylocentrum em substituição a Todaroa,[7] no entanto, falhou ao não fazer uma nova combinação para o Angraecum micranthum no gênero Campylocentrum. Em 1903, quando Rolfe publicou o nome,[8] teve o cuidado de referir-se ao espécime publicado por Lindley, entretanto não percebeu que Maury já publicara esta combinação em 1889, referindo-se ao espécime errado publicado por Richard e Galeotti.[9] Pelas regras vigentes, a espécie-tipo deste gênero deve ser o Campylocentrum schiedei.[4]

Publicação e sinônimos

  • Campylocentrum micranthum (Lindl.) Rolfe, Orchid Rev. 9: 136 (1901).

Sinônimos homotípicos:

  • Angraecum micranthum Lindl., Edwards's Bot. Reg. 21: t. 1772 (1835).
  • Aeranthes micrantha (Lindl.) Rchb.f. in W.G.Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 900 (1864).
  • Epidorkis micrantha (Lindl.) Kuntze, Revis. Gen. Pl. 2: 660 (1891).
  • Mystacidium micranthum (Lindl.) T.Durand & Schinz, Consp. Fl. Afric. 5: 54 (1894).

Sinônimos heterotípicos:

  • Angraecum brevifolium Lindl., Edwards's Bot. Reg. 26: t. 68 (1840).
  • Aeranthes jamaicensis Rchb.f. ex Griseb., Fl. Brit. W. I.: 625 (1864).
  • Angraecum jamaicense Rchb.f. & Wullschl. in W.G.Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 901 (1864).
  • Campylocentrum jamaicense (Rchb.f. ex Griseb.) Benth. ex Fawc., Prov. List Pl. Jamaica: 40 (1893).
  • Campylocentrum kuntzei Cogn. ex Kuntze, Revis. Gen. Pl. 3(2): 298 (1898).
  • Campylocentrum barrettiae Fawc. & Rendle, J. Bot. 47: 127 (1909).
  • Campylocentrum stenanthum Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 10: 486 (1912).
  • Campylocentrum peniculus Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 17: 91 (1922).
  • Campylocentrum mattogrossense Hoehne, Arq. Bot. Estado São Paulo, n.s., f.m., 1: 62 (1941).

Referências

  1. ↑ R. Govaerts et al. World Checklist of Orchidaceae. The Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.«Published on the Internet» (em inglês). Consultada em 27 de dezembro 2012.
  2. ↑ Barros, F. de, Vinhos, F., Rodrigues, V.T., Barberena, F.F.V.A., Fraga, C.N., Pessoa, E.M. «Orchidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.». Consultado em 27 de dezembro de 2012
  3. ↑ Cogn. (1906). «Campylocentrum micranthum». in C.F.P.von Martius & auct. suc. (eds.) Fl. Bras. 3(6): 506-507
  4. 1 2 3 4 Bogarín D.; Pupulin F. (2009). «The genus Campylocentrum (Orchidaceae: Angraecinae) in Costa Rica: some critical questions and a few answers.». Ecuador. Pridgeon A M, Suarez JP (eds) Proceedings of the Second Scientific Conference on Andean Orchids, Universidad Técnica Particular de Loja: 32-45
  5. ↑ Lindley, J. (1835). «Angraecum micranthum». Ecuador. Edwards’s Botanical Register 21: t. 1772
  6. ↑ Richard, A. and Galeotti, H. (1845). «Orchidographie Mexicaine.». Annales des Sciences Naturelles 3: 14-33
  7. ↑ Benth. (1881). «Campylocentrum.». Journal of the Linnean Society, Botany 18(110). 337 páginas
  8. ↑ Rolfe, R. A. (1903). «The genus Campylocentrum.». Orchid Review 11: 245-277
  9. ↑ Maury, P. (1889). «Enumération des plantes du Haut-Orénoque récoltées par Mm. J. Chaffanjon et A. Gaillard.». Journal de Botanique (M. Louis Morot) 3. 273 páginas

Ver também

Ligações externas