Chacina do Cabula
| Chacina do Cabula | |
|---|---|
| Local | Cabula, Salvador, Bahia, Brasil |
| Data | 6 de fevereiro de 2015 |
| Tipo de ataque | Assassinato em massa |
| Mortes | 12 |
| Feridos | 6 |
| Responsável(is) | 9 policiais militares do PMBA |
| Motivo | Desconhecido, possivelmente vingança |
Chacina do Cabula foi um tiroteio em massa e uma operação militar que aconteceu na rua Vila Moisés, bairro Cabula, Salvador, Bahia, em 6 de fevereiro de 2015, onde 12 pessoas, entre 16 e 27 anos foram mortos por nove policiais militares, outras 6 pessoas ficaram feridas.[1] De acordo com a Polícia Militar da Bahia, as vítimas fatais eram suspeitas de serem membros de uma quadrilha que planjeava um assalto a um banco da região.
Histórico
Massacre
No domingo de 6 de fevereiro de 2015, nove policiais militares da Polícia Militar da Bahia (PMBA), abriram fogo contra 18 pessoas, 12 faleceram e outras 6 ficaram feridas. Segundo a polícia, os mortos eram suspeitos de integrar uma quadrilha que planejava um roubo em um banco da região. A PM também alegou legítima defesa, já que teriam reagido a disparos de arma de fogo supostamente iniciado pelas vítimas. Na época, o então governador da Bahia Rui Costa chegou a comparar a ação dos policiais como a "de um artilheiro em frente ao gol".
Uma investigação do Ministério Público levantou uma hipótese de que a ação policial foi uma execução motivada por vingança, já que dez dias antes do fato um tenente levou um tiro no pé durante uma operação no bairro.[2]
Vítimas fatais
Fonte:[2]
- Everson Pereira dos Santos
- Ricardo Vilas Boas Silva
- Jeferson Pereira dos Santos
- João Luis Pereira Rodrigues
- Adriano de Souza Guimarães
- Vitor Amorim de Araújo
- Agenor Vitalino dos Santos Neto
- Bruno Pires do Nascimento
- Tiago Gomes das Virgens
- Natanael de Jesus Costa
- Rodrigo Martins de Oliveira
- Caique Bastos dos Santos
Eventos posteriores
Após uma massacre, uma investigação foi aberta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou indícios de violência policial na operação, análise que foi seguida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que denunciou os nove policiais, apontados de encurralar e executar as 12 vítimas. O caso chegou a ser encaminhado para a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em 2018, negou a federalização do crime, mantendo o julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).[3][4]
Referências
- ↑ «Chacina do Cabula: Ação da PM que deixou 12 mortos na BA segue sem solução após 4 anos». G1. 6 de fevereiro de 2019. Consultado em 7 de março de 2026
- 1 2 almapreta. «Chacina do Cabula: sete anos depois moradores ainda se sentem ameaçados». Terra. Consultado em 7 de março de 2026
- ↑ Marreiro, Flávia (26 de julho de 2015). «Sentença-relâmpago na Bahia absolve policiais por mortes do Cabula». El País Brasil. Consultado em 7 de março de 2026
- ↑ «Oito dos nove PMs envolvidos na chacina do Cabula estão atuando nas ruas três anos após ação, diz governo». G1. 28 de novembro de 2018. Consultado em 7 de março de 2026