Cheirolepis

Cheirolepis
Intervalo temporal:
Devoniano Médio – Devoniano Superior
410–372 Ma
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: †Cheirolepidiformes
Kazantzeva-Selezneva, 1977[1]
Família: †Cheirolepididae
Pander, 1860[2]
Gênero: †Cheirolepis
Agassiz, 1835
Espécie-tipo
†Cheirolepis trailli
Agassiz, 1835
Espécies
Ver texto

Cheirolepis[3] é um gênero extinto de peixe Actinopterygii marinhos e de água doce que viveu no período Devoniano da Europa e da América do Norte. É o único gênero conhecido até o momento dentro da família Cheirolepididae e da ordem Cheirolepidiformes. Estava entre os Actinopterygii mais basais do Devoniano e é considerado o primeiro a possuir os ossos cranianos dérmicos "padrão" vistos em Actinopterygii posteriores.

Cheirolepis era um animal predador de água doce e estuarina com cerca de 55 centímetros de comprimento. Possuía um corpo hidrodinâmico com pequenas escamas ganoides triangulares semelhantes às dos Acanthodii. Essas escamas tinham uma estrutura básica típica de muitos Osteichthyes primitivos, com uma camada superficial de ganoína sobreposta à dentina e uma placa basal de osso.[4] Cheirolepis possuía nadadeiras bem desenvolvidas que lhe conferiam velocidade e estabilidade, e provavelmente era um predador ativo. Com base no tamanho de seus olhos, caçava pela visão. As mandíbulas do Cheirolepis, revestidas de dentes afiados, podiam ser abertas amplamente, permitindo-lhe engolir presas com dois terços do seu próprio tamanho.[5]

Espécies

Fóssil de Cheirolepis trailli

As seguintes espécies são conhecidas:[6][7]

C. schultzei é conhecida de Red Hill, Nevada, depositada durante o limite Devoniano Médio – Superior. O espécime a partir do qual esta espécie foi nomeada, consistindo de escamas e uma mandíbula inferior, foi originalmente referido como C. canadensis.[9] Muitas espécies, incluindo C. aleshkai, C. bychovensis, C. gracilis e C. gaugeri, são conhecidas apenas por escamas isoladas.[8]

A espécie C. sinualis da Bielorrússia é considerada um nomen nudum. As espécies C. cummingae Agassiz, 1845, C. macrocephalus M'Coy, 1848 e C. uragus Agassiz, 1835 são consideradas coespecíficas com C. trailli.[10]

Fóssil de Cheirolepis canadensis

Referências

  1. ↑ Cheirolepiformes fossiilid.info (em finlandês)
  2. ↑ Cheirolepidae fossiilid.info (em finlandês)
  3. ↑ Roberts, George (1839). An etymological and explanatory dictionary of the terms and language of geology (em inglês). London: Longman, Orme, Brown, Green, & Longmans. p. 29. Consultado em 29 dezembro 2021
  4. ↑ Zylberberg, L.; Meunier, F. J.; Laurin, M. (2016). «A microanatomical and histological study of the postcranial dermal skeleton of the Devonian actinopterygian Cheirolepis canadensis». Acta Palaeontologica Polonica. 61 (2): 363–376. doi:10.4202/app.00161.2015Acessível livremente
  5. ↑ Palmer, D., ed. (1999). The Marshall Illustrated Encyclopedia of Dinosaurs and Prehistoric Animals. London: Marshall Editions. p. 34. ISBN 1-84028-152-9
  6. ↑ «PBDB Taxon». paleobiodb.org. Consultado em 4 de junho de 2024
  7. ↑ Newman, Michael J.; Burrow, Carole J.; den Blaauwen, Jan L.; Giles, Sam (26 de abril de 2021). «A new actinopterygian Cheirolepis jonesi nov. sp. from the Givetian of Spitsbergen, Svalbard». Norwegian Journal of Geology. doi:10.17850/njg101-1-3Acessível livremente
  8. 1 2 Plax, Dmitry P. (2022). «A NEW SPECIES OF THE RAY-FINNED FISH (OSTEICHTHYES, ACTINOPTERYGII) FROM THE UPPER EMSIAN AND LOWERMOST EIFELIAN DEPOSITS OF BELARUS». Lithosphere. 1 (56)
  9. 1 2 Arratia, G. and Cloutier, R. (2004). A new cheirolepidid fish from the Middle-Upper Devonian of Red Hill, Nevada, USA. In: Arratia, G., Wilson, M. V. H. and Cloutier, B., eds., Recent Advances in the Origin and Early Radiation of Vertebrates. Verlag Dr. Friedrich Pfeil. München, Germany. pp. 583-598. ISBN 3-89937-052-X
  10. ↑ Pearson, D. Michael; Westoll, T. Stanley (1979). «The Devonian actinopterygian Cheirolepis Agassiz»Subscrição paga é requerida. Earth and Environmental Science Transactions of the Royal Society of Edinburgh (em inglês). 70 (13-14): 337–399. ISSN 1755-6910. doi:10.1017/S0080456800012850