Copa Verde de Futebol

Copa Verde de Futebol
Copa Verde
Dados gerais
OrganizaçãoCBF
Edições13
Número de equipes24
SistemaSistema misto
Dados históricos
Ascensão e descenso
Estatísticas
  • Total de gol(o)s1 037
    Total de jogos376
    Média2,76 golos por partida
Informações adicionais
Edição atual

A Copa Verde de Futebol, ou simplesmente Copa Verde, é uma competição inter-regional brasileira disputada desde 2014 entre equipes da Região Norte e Centro-Oeste,[1] além do Espírito Santo.[nota 1]

Organizada pela CBF, o torneio teve maioritariamente formato similar ao da Copa do Brasil, com partidas em confrontos "mata-mata", nos quais o clube derrotado era eliminado da competição, ora em confrontos de ida e volta, ora em confrontos de partida única. Em 2026, pela primeira vez a competição não foi disputada exclusivamente em sistema eliminatório, contando com uma fase de grupos dividida em Copa Norte e Copa Centro-Oeste.

Nas duas primeiras edições, o campeão do torneio ganhou uma vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte.[2][3][4] Posteriormente, a competição garantiu vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil, o que perdurou até 2019.[5] De 2020 a 2025, o vencedor assegurava uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil.[6] Atualmente, a competição garante ao campeão e ao vice-campeão participação na mesma fase citada da Copa do Brasil.[7]

O primeiro time a conquistar o torneio foi o Brasília, enquanto o maior vencedor da competição é o Paysandu, com cinco títulos.

História

Máquina de troca de ingressos da Copa Verde de 2018, disponível em Vila Velha.

O torneio nasceu a partir da proposta de se fazer uma competição regional, como a Copa do Nordeste, para clubes da Região Norte – por isso seu nome faz alusão à Floresta Amazônica.[2] Logo, foi decidido ampliar o torneio para clubes do Centro-Oeste e do Espírito Santo (que participava da antiga Copa Centro-Oeste).[8] Apesar de não ter sido incluída no calendário oficial da CBF para 2014, divulgado em setembro do ano anterior, a competição foi confirmada pelo diretor de competições da entidade.[9]

Além da alusão à maior floresta tropical do mundo, o nome da Copa Verde também remete a ações de sustentabilidade e preservação do meio-ambiente. Nas primeiras edições, durante diversas partidas, era possível trocar garrafas plásticas ou latas de alumínio por ingressos, através de máquinas instaladas nas cidades-sedes dos jogos.[10] Entre 2017 e 2021, a competição contou com "troféus vivos", feitos a partir de madeira certificada – extraída de áreas de manejo florestal.[11][12][13] O torneio também promoveu ações voltadas ao estímulo da consciência ecológica, como a já mencionada reciclagem de materiais, além de concursos de redação com temas ambientais, aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e compensação das emissões de carbono.[13]

Em 2025, a competição foi mencionada durante lançamento do programa CBF IMPACTA, na COP 30.

Apesar de aos poucos a competição ter perdido sua vertente atrelada à sustentabilidade, em 2025, durante a realização da COP 30, em Belém, a CBF chegou a citar a Copa Verde como modelo de "laboratório sustentável" para ações e práticas ambientais, que podem ser testadas antes de serem aplicadas em competições nacionais maiores.[14]

Em relação ao formato e participantes do torneio, apesar de abranger o Centro-Oeste, os clubes do estado de Goiás só foram incluídos em 2016, uma vez que não demonstravam interesse em participar da competição até então.[1][15] Com dois clubes a mais naquele ano, a CBF criou uma fase preliminar às oitavas de final. Outra mudança também foi a inclusão de equipes através do Ranking da CBF, não somente via desempenho em campeonatos estaduais.[16] No ano seguinte, os times goianos ficaram de fora novamente, alegando falta de calendário para disputar o torneio,[17] retornando apenas em 2019, ainda com algumas recusas.[18]

Ao longo dos anos, a competição alternou edições realizadas no primeiro e no segundo semestre, por muitas vezes sem constar de forma oficial no calendário da CBF. Em 2022, por exemplo, a disputa só foi oficializada em agosto do mesmo ano, iniciando apenas em outubro, o que levou a desistência de diversos clubes, incluindo o Remo, defensor do título.[19] A partir de 2023, a Copa Verde se estabilizou como uma competição da primeira metade do calendário do futebol brasileiro.

Em 2026, o torneio sofreu pela primeira vez na história uma mudança mais radical de regulamento, passando a ser dividida em Copa Norte e Copa Centro-Oeste, e os campeões de cada um dos novos torneios se enfrentam na final para decidir o título da Copa Verde. Com a implementação de uma fase de grupos antes do tradicional "mata-mata", a competição saltou de 30 para 70 partidas.[20]

Transmissão televisiva

A TV Brasil exibiu a competição em três edições, mas apenas em 2020 adquiriu os direitos de todos os jogos.

A Copa Verde foi transmitida com exclusividade pelo canal Esporte Interativo, que também transmitia a Copa do Nordeste, de 2015 a 2018. A emissora e o Ministério do Esporte dividiam os custos de viagem das equipes.[2][3] Em 7 de maio de 2018, antes mesmo do canal anunciar seu término, foi noticiado que Esporte Interativo não iria mais transmitir a competição.[21]

A partir de 2019, o torneio passou a ser exibido através da plataforma de streaming MyCujoo.[22] Ainda em 2019, os jogos de Remo e Paysandu tiveram a transmissão da Rede Cultura do Pará, em parceria com a TV Brasil. Para a edição de 2020, a emissora estatal transmitiu com exclusividade todos os jogos junto a canais afiliados à Empresa Brasil de Comunicação.[23]

Em 2022, a apenas um dia do início da edição, o serviço de streaming DAZN chegou a um acordo com a CBF para exibir algumas partidas do torneio com exclusividade, a partir das oitavas de final. Assim, a TV Brasil ficou sem os direitos de transmissão.[24] Na temporada seguinte, a plataforma não renovou os direitos e a competição ficou sem transmissão na TV nem em streaming próprio, com a cobertura ficando sob responsabilidade dos clubes.[25] No entanto, apenas os jogos da final tiveram transmissão televisiva ao vivo em um pool formado pela Rede Cultura do Pará, TV Brasil (transmissão nacional) e BandSports, marcando o retorno das transmissões pela TV por assinatura, com a última cobertura ocorrendo em 2018.[26]

Na temporada de 2024, novamente a exibição do torneio ficou restrita à cobertura dos próprios clubes participantes, através de seus canais oficiais. Nas quartas de final, a Rede Meio Norte transmitiu apenas o jogo de volta entre Goiás e Vila Nova.[27] Já as semifinais entre a dupla Re-Pa foram transmitidas localmente pela Rede Cultura do Pará.[28] Houve uma tentativa de aquisição dos confrontos entre Remo e Paysandu pela RBA TV, afiliada à Band, e o Nosso Futebol após os dois times paraenses anunciarem as transmissões via streaming. No entanto, a cobertura na primeira emissora seria inviável devido à incompatibilidade de horário com a programação nacional da Band e o acordo não avançou.[29]

O canal por assinatura SportyNet transmite o torneio em 2026, assim como o Canal do Benja no YouTube.

Em 2025, a CBF passou a ser a detentora oficial dos direitos de transmissão com imagens, porém nenhum veículo demonstrou interesse em adquirir os direitos de exibição, deixando das partidas iniciais até o jogo de ida da final sem transmissão na televisão aberta e por assinatura pela primeira vez desde o início da competição.[30] Além disso, ao contrário da temporada anterior, a entidade não autorizou as transmissões nas plataformas dos clubes, apesar das tentativas, sem sucesso, de Paysandu e Brasiliense.[31][32] Apenas o jogo de volta da grande final teve transmissão através da TV Brasil em um pool com a TV Cultura do Pará, com a última realizando a respectiva cobertura de maneira regionalizada.[33]

Em 2026, para evitar que a competição ficasse sem transmissão como nos anos anteriores e com a estreia do novo formato, os direitos foram vendidos para o canal por assinatura SportyNet, sendo sublicenciados ao jornalista esportivo Benjamin Back para fazer a cobertura gratuita via internet.[34]

Campeões

Mosaico da torcida do Paysandu na final da Copa Verde de 2018, a segunda vencida pelo clube.

A primeira edição da Copa Verde foi conquistada pelo Brasília, após derrotar o Paysandu nos pênaltis. O título, contudo, só foi estabelecido de fato após uma longa batalha judicial, por conta de uma suposta escalação irregular de quatro jogadores na final do torneio.[nota 2] A façanha levou o time candango à Copa Sul-Americana de 2015, a primeira – e até hoje única – participação de uma equipe do Distrito Federal em uma competição internacional oficial.[35][36]

Na edição seguinte, o Cuiabá tornou-se campeão[37] e também colocou seu estado em uma competição internacional oficial de forma inédita, com a vaga na Copa Sul-Americana de 2016, marcando a última vez que a Copa Verde garantiu vaga para o torneio da CONMEBOL.[38][39] A equipe mato-grossense ainda seria campeã mais uma vez em 2019.[40]

Por sua vez, o Paysandu é notoriamente o clube mais bem-sucedido na história da Copa Verde, com cinco títulos e quatro vice-campeonatos, tendo ficado fora da final em apenas três edições.[41][42] Por conta disso, o estado do Pará é a unidade federativa com o maior número de títulos na competição, contabilizando também a conquista do Remo em 2021.[42]

Ano Final Semifinalistas Número de participantes
Campeão Placares Vice Eliminado pelo campeão Eliminado pelo
vice-campeão
2014
Detalhes
Distrito Federal (Brasil)
Brasília
1 – 2
2 – 1
7 – 6
(pen)
[nota 2]
Pará
Paysandu
Distrito Federal (Brasil)
Brasiliense
Pará
Remo
16
2015
Detalhes
Mato Grosso
Cuiabá
1 – 4
5 – 1
Pará
Remo
Mato Grosso
Luverdense
Pará
Paysandu
16
2016
Detalhes
Pará
Paysandu
2 – 0
1 – 2
Distrito Federal (Brasil)
Gama
Pará
Remo
Goiás
Aparecidense
18
2017
Detalhes
Mato Grosso
Luverdense
3 – 1
1 – 1
Pará
Paysandu
Rondônia
Rondoniense
Amapá
Santos-AP
18
2018
Detalhes
Pará
Paysandu
2 – 0
1 – 1
Espírito Santo (estado)
Atlético Itapemirim
Amazonas
Manaus
Mato Grosso
Luverdense
18
2019
Detalhes
Mato Grosso
Cuiabá
0 – 1
1 – 0
5 – 4
(pen)
Pará
Paysandu
Goiás
Goiás
Pará
Remo
24
2020
Detalhes
[nota 3]
Distrito Federal (Brasil)
Brasiliense
2 – 1
1 – 2
5 – 4
(pen)
Pará
Remo
Goiás
Vila Nova
Amazonas
Manaus
24
2021
Detalhes
Pará
Remo
0 – 0
0 – 0
4 – 2
(pen)
Goiás
Vila Nova
Pará
Paysandu
Mato Grosso
Nova Mutum
24
2022
Detalhes
Pará
Paysandu
0 – 0
1 – 1
4 – 3
(pen)
Goiás
Vila Nova
Amazonas
São Raimundo-AM
Distrito Federal (Brasil)
Brasiliense
17
2023
Detalhes
Goiás
Goiás
2 – 0
2 – 1
Pará
Paysandu
Mato Grosso
Cuiabá
Pará
Remo
24
2024
Detalhes
Pará
Paysandu
6 – 0
4 – 0
Goiás
Vila Nova
Pará
Remo
Mato Grosso
Cuiabá
24
2025
Detalhes
Pará
Paysandu
0 – 0
1 – 1
5 – 4
(pen)
Goiás
Goiás
Roraima
São Raimundo-RR
Distrito Federal (Brasil)
Brasiliense
24
2026
Detalhes

A definir
–
–

A definir

A definir

A definir
24
Conquistou o título de forma invicta.

Resultados

Com cinco títulos, o Paysandu lidera com folga a lista de maiores campeões da Copa Verde, seguido pelo Cuiabá com duas taças. Completam a lista, com uma conquista cada: Brasília, Luverdense, Brasiliense, Remo e Goiás. Com esse cenário, o estado do Pará é o maior detentor de títulos da competição, enquanto no ranking por regiões, há um empate entre o Norte e o Centro-Oeste, com seis troféus para cada.[42]

Por outro lado, o Vila Nova é o clube que mais vezes chegou à final sem ter vencido a disputa, amargando três vice-campeonatos. Também entram na lista de vice-campeões sem título o Gama e o Atlético Itapemirim – atualmente licenciado, mas que ostenta a melhor colocação de um time do Espírito Santo na história da Copa Verde.[42][52]

Outras sete equipes chegaram pelo menos à semifinal, fazendo com que apenas três unidades federativas, dentre as que participam do torneio, nunca tenham atingido essa fase: Acre, Mato Grosso do Sul e Tocantins.[42]

Por equipe

Clube Títulos Vices Semifinalista
Pará Paysandu 5 (2016, 2018, 2022, 2024 e 2025) 4 (2014, 2017, 2019 e 2023) 2 (2015 e 2021)
Mato Grosso Cuiabá 2 (2015 e 2019) 0 2 (2023 e 2024)
Pará Remo 1 (2021) 2 (2015 e 2020) 5 (2014, 2016, 2019, 2023 e 2024)
Goiás Goiás 1 (2023) 1 (2025) 1 (2019)
Distrito Federal (Brasil) Brasiliense 1 (2020) 0 3 (2014, 2022 e 2025)
Mato Grosso Luverdense 1 (2017) 0 2 (2015 e 2018)
Distrito Federal (Brasil) Brasília 1 (2014) 0 0
Goiás Vila Nova 0 3 (2021, 2022 e 2024) 1 (2020)
Distrito Federal (Brasil) Gama 0 1 (2016) 0
Espírito Santo (estado) Atlético Itapemirim 0 1 (2018) 0
Amazonas Manaus 0 0 2 (2018 e 2020)
Goiás Aparecidense 0 0 1 (2016)
Rondônia Rondoniense 0 0 1 (2017)
Amapá Santos-AP 0 0 1 (2017)
Mato Grosso Nova Mutum 0 0 1 (2021)
Amazonas São Raimundo-AM 0 0 1 (2022)
Roraima São Raimundo-RR 0 0 1 (2025)

Por federação

Federação Títulos Vices Semifinalista
Pará Pará 6 6 7
Mato Grosso Mato Grosso 3 0 5
Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal 2 1 3
Goiás Goiás 1 4 3
Espírito Santo (estado) Espírito Santo 0 1 0
Amazonas Amazonas 0 0 3
Amapá Amapá 0 0 1
Rondônia Rondônia 0 0 1
Roraima Roraima 0 0 1

Por região

Região Títulos Vices Semifinalista
Norte 6 6 13
Centro-Oeste 6 5 11
Sudeste 0 1 0

Treinadores campeões

Luizinho Lopes dá entrevista após o título da Copa Verde de 2025, pelo Paysandu.

O pernambucano Dado Cavalcanti é o técnico que mais vezes sagrou-se campeão da Copa Verde, com dois títulos – ambos pelo Paysandu, em 2016 e em 2018.[53] Já Emerson Ávila aparece na lista como o único treinador vencedor da competição sem ocupar o cargo de forma efetiva: na edição de 2023, ele comandou o Goiás interinamente nas finais.[54]

Ano Treinador Equipe Ref.
2014 Luis Carlos Souza Distrito Federal (Brasil) Brasília [55]
2015 Fernando Marchiori Mato Grosso Cuiabá [56]
2016 Dado Cavalcanti Pará Paysandu [57]
2017 Júnior Rocha Mato Grosso Luverdense [58]
2018 Dado Cavalcanti Pará Paysandu [59]
2019 Marcelo Chamusca Mato Grosso Cuiabá [60]
2020 Vílson Taddei Distrito Federal (Brasil) Brasiliense [61]
2021 Eduardo Baptista Pará Remo [62]
2022 Márcio Fernandes Pará Paysandu [63]
2023 Emerson Ávila Goiás Goiás [64]
2024 Hélio dos Anjos Pará Paysandu [65]
2025 Luizinho Lopes Pará Paysandu [66]

Estatísticas

Artilharia

Ao todo, catorze jogadores já foram artilheiros de uma edição da Copa Verde, uma vez que em duas ocasiões a artilharia terminou empatada por dois atletas. Os maiores goleadores de uma única temporada são Cassiano, que fez nove gols pelo Paysandu na campanha do título em 2018, e Neto Pessoa, que também anotou nove tentos em 2021, pelo Remo, vencedor daquela edição.[67] Já o maior artilheiro de toda a história da competição é Nicolas, com dez gols ao todo, marcados em três anos diferentes – a maior parte deles em 2024, quando foi o maior goleador daquela edição.[68]

Por edição
Ano Artilheiro Equipe Gols Ref.
2014 Lima Pará Paysandu 7 [69]
2015 Raphael Luz Mato Grosso Cuiabá 8 [70]
2016 Rafael Grampola Distrito Federal (Brasil) Gama 6 [71]
2017 Careca Rondônia Rondoniense 5 [72]
2018 Cassiano Pará Paysandu 9 [73]
2019 Douglas Oliveira Mato Grosso Luverdense 5 [74]
2020 Alan Mineiro Goiás Vila Nova 5[75]
Diego Rosa Amazonas Manaus
2021 Neto Pessoa Pará Remo 9 [76]
2022 Marlon Pará Paysandu 3[77]
Yan Philippe Amazonas São Raimundo-AM
2023 Wanderson Martins Acre São Francisco-AC 4 [78]
2024 Nicolas Pará Paysandu 6 [79]
2025 Rossi Pará Paysandu 4 [80]

Público

Disputada por algumas equipes tradicionais e outras tantas sem muita expressão no cenário do futebol brasileiro, a Copa Verde ostenta médias modestas de público. A edição com a maior média de espectadores foi a temporada inaugural, a única a superar a marca de cinco mil pagantes por partida.[81] O confronto que alavancou esse número foi, principalmente, o jogo de volta da grande decisão entre Brasília e Paysandu, quando mais de 51 mil pessoas compareceram ao Estádio Mané Garrincha, até hoje o maior público presente da história do torneio. Na ocasião, o Governo do Distrito Federal distribuiu 20 mil ingressos a estudantes e funcionários, assim como o Banco BRB utilizou bilhetes para promoções de marketing. No borderô oficial da partida, 38.305 ingressos constam como vendidos a um real.[82]

Maiores públicos

Estes são os dez maiores públicos presentes da história da Copa Verde:

Nº Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 51 701 Brasília Distrito Federal (Brasil) 2–1 Pará Paysandu Mané Garrincha 21 de abril 2014 [83]
2 38 412 Goiás Goiás 1–1 Pará Paysandu Serra Dourada 23 de abril 2025 [84]
3 34 780 Remo Pará 4–1 Mato Grosso Cuiabá Mangueirão 30 de abril 2015 [85]
4 32 997 Paysandu Pará 0–0 Goiás Goiás Mangueirão 9 de abril 2025 [86]
5 32 976 Paysandu Pará 3–0 Roraima São Raimundo-RR Mangueirão 19 de março 2025 [87]
6 32 900 Paysandu Pará 1–1 Espírito Santo (estado) Atlético Itapemirim Mangueirão 16 de maio 2018 [88]
7 32 333 Paysandu Pará 0–0 Pará Remo Mangueirão 3 de abril 2024 [89]
8 31 611 Paysandu Pará 0–1 Mato Grosso Cuiabá Mangueirão 20 de novembro 2019 [90]
9 27 884 Remo Pará 1–1 Pará Paysandu Mangueirão 10 de abril 2024 [91]
10 26 653 Paysandu Pará 1–1 Mato Grosso Luverdense Mangueirão 16 de maio 2017 [92]
Médias de público
O Estádio Nacional de Brasília, popularmente conhecido como Mané Garrincha, foi palco do maior público da história da competição.

Essas são as médias de público por edição. Em todas, considera-se apenas o público pagante.

Ano Média geral Clube com a maior
média de público
Maior média
de público
Ref.
2014 5 429 Pará Remo 15 272 [81]
2015 4 351 Pará Remo 17 648 [93]
2016 4 178 Pará Paysandu 12 741 [94]
2017 2 716 Pará Paysandu 11 393 [95]
2018 3 093 Pará Paysandu 11 937 [96]
2019 2 949 Pará Paysandu 14 819 [97]
2020 Não houve[nota 4]
2021 2 857 Pará Remo 6 054 [99]
2022 3 051 Goiás Vila Nova 8 214 [100]
2023 4 186 Pará Remo 13 129 [101]
2024 4 459 Pará Paysandu 14 002 [102]
2025 3 740 Pará Paysandu 11 444 [103]

Maiores goleadas

A maior goleada de todos os tempos da Copa Verde foi a vitória do Remo contra o Galvez por 9–0, em 2021. A equipe paraense ainda poupou os titulares do confronto, mas não perdoou o rival acreano, com direito a dois hat-tricks, um de Neto Pessoa e outro de Wallace.[104] Em quatro ocasiões, um jogo do torneio terminou em 7–0; e em outras cinco vezes houve goleada por 6–0: a mais destacada delas aconteceu na final da edição de 2024, com o triunfo do Paysandu diante do Vila Nova, no jogo de ida, praticamente sacramentando o título.[105] Foi a maior diferença de gols em finais de copas no futebol brasileiro no século XXI, superando a decisão da própria Copa Verde de 2015, quando o Cuiabá fez 5–1 no Remo, e também a final da Copa Centro-Oeste de 2000, na qual o Vila Nova também foi o time goleado, dessa vez pelo rival Goiás, também por 5–1.[106]

Estas são as dez maiores goleadas da história da Copa Verde:

Nº Mandante Placar Visitante Estádio Data Edição Ref.
1 Remo Pará 9–0 Acre Galvez Baenão 19 de outubro 2021 [107]
2 Luverdense Mato Grosso 7–0 Tocantins Sparta Passo das Emas 18 de março 2018 [108]
Aparecidense Goiás 7–0 Mato Grosso do Sul Aquidauanense Annibal Batista de Toledo 20 de janeiro[nota 3] 2020 [109]
Vila Nova Goiás 7–0 Mato Grosso do Sul Aquidauanense OBA 4 de novembro 2021 [110]
Nacional-AM Amazonas 7–0 Pará Paysandu Arena da Amazônia 9 de abril 2026 [111]
6 Paysandu Pará 6–0 Amazonas Penarol Curuzu 20 de outubro 2021 [112]
São Raimundo-RR Roraima 6–0 Acre São Francisco-AC Canarinho 1 de março 2023 [113]
Paysandu Pará 6–0 Goiás Vila Nova Curuzu 22 de maio 2024 [105]
Goiás Goiás 6–0 Espírito Santo (estado) Rio Branco-ES Serrinha 6 de fevereiro 2025 [114]
Vila Nova Goiás 6–0 Mato Grosso do Sul Operário-MS OBA 28 de março 2026 [115]

Ver também

Notas

  1. ↑ A inclusão do Espírito Santo acontece porque o Estado tinha representantes na antiga Copa Centro-Oeste.
  2. 1 2 No dia 28 de julho de 2014, o STJD retirou o título do Brasília devido à suposta escalação irregular de quatro jogadores na final do torneio, concedendo o título ao Paysandu.[43] No dia 1 de agosto, porém, o Brasília conseguiu um efeito suspensivo da decisão, retomando o título temporariamente.[44] A resolução final do caso seria julgada pelo Tribunal Pleno do STJD no dia 14 de agosto, mas foi adiada por conta do mau tempo.[45] Na sequência, o julgamento foi remarcado para o dia 2 de outubro, porém adiado outra vez devido a um pedido do Paysandu, uma vez que o relator do processo não poderia estar presente.[46][47] No dia 7 de novembro, ficou definido que o julgamento final aconteceria no dia 13 de novembro, após mais de um mês de indefinição.[48] Porém, mais uma vez o julgamento foi adiado, pois o Paysandu alegou que um de seus advogados não poderia comparecer.[49] Assim, o pleito foi adiado para o dia 27 de novembro,[50] quando finalmente o Pleno decidiu a favor do Brasília, que foi declarado campeão.[51]
  3. 1 2 A edição da Copa Verde de 2020 foi disputada em 2021 por conta da pandemia de COVID-19.
  4. ↑ Por conta da pandemia de COVID-19, a edição da Copa Verde de 2020 não teve presença de público.[98]

Referências

  1. 1 2 «Sem interesse, futebol goiano fica fora da Copa Verde». Terra Esportes. 9 de outubro de 2013. Consultado em 24 de março de 2015. Arquivado do original em 20 de maio de 2014
  2. 1 2 3 «CBF cria Copa Verde, com times de 11 estados e que dá vaga na Sul-Americana». Futebol Interior. 9 de outubro de 2013. Consultado em 23 de abril de 2024
  3. 1 2 «Copa Verde une 11 estados, do Amazonas ao Espírito Santo». Trivela. 8 de outubro de 2013. Consultado em 4 de maio de 2016
  4. ↑ «Conmebol confirma que Brasileirão dará seis vagas para a Sul-Americana». Ge.globo. 14 de outubro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2016
  5. ↑ «Campeão entra nas oitavas da Copa do Brasil 2018». CBF. 1 de dezembro de 2016. Consultado em 27 de dezembro de 2016
  6. ↑ «CBF revisa calendário de 2021 e Copa do Brasil passa a ser mais longa». Metrópoles. 11 de novembro de 2020. Consultado em 11 de novembro de 2020
  7. ↑ «Copa Norte: entenda o formato da competição que vai voltar ao calendário em 2026». Ge.globo. 1 de outubro de 2025. Consultado em 3 de maio de 2026
  8. ↑ «Copa Verde com custeio da CBF poderá se tornar realidade com 2 clubes de MT». Futebol Matogrossense. 27 de julho de 2013. Consultado em 4 de maio de 2016. Arquivado do original em 5 de dezembro de 2013
  9. ↑ «Dirigente da CBF confirma Copa Verde em janeiro e fevereiro de 2014». Ge.globo. 26 de setembro de 2013. Consultado em 4 de maio de 2016
  10. ↑ «CBF detalha troca de garrafas pet por ingressos na Copa Verde; entenda». Ge.globo. 8 de março de 2016. Consultado em 1 de maio de 2026
  11. ↑ «Troféu é revelado: GE mostra taças do campeão e vice da Copa Verde». Ge.globo. 16 de maio de 2017. Consultado em 1 de maio de 2026
  12. ↑ «Troféu Copa Verde une designers e produtores da iniciativa da BVRio "Design e Madeira Sustentável"». BVRio. 22 de outubro de 2021. Consultado em 1 de maio de 2026
  13. 1 2 «Copa Verde terá troféu de madeira certificada». Ministério do Meio Ambiente. 10 de maio de 2018. Consultado em 1 de maio de 2026
  14. ↑ «CBF cita Copa Verde como modelo e cogita criar rankings de sustentabilidade no futebol». Ge.globo. 12 de novembro de 2025. Consultado em 1 de maio de 2026
  15. ↑ «CBF divulga regulamento, tabela e plano de ação». CBF. 8 de dezembro de 2015. Consultado em 11 de dezembro de 2015
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