Dariush Forouhar

Dariush Forouhar
داریوش فروهر
Dariush Forouhar antes de 1979
Nome completoDariush Forouhar
Conhecido(a) porMinistro do Trabalho do Governo de Mehdi Bazargan
Nascimento
Morte
22 de novembro de 1998 (70 anos)

NacionalidadeIraniana
CidadaniaIraniana
CônjugeParvaneh Forouhar
OcupaçãoPolítico
O casal Dariush e Parvaneh Forouhar
Dariush Foruhar discursando em 1969

Dariush Forouhar (em persa: (داریوش فروهر), (Esfahan, 18 de agosto de 1928 - Teerã(o), 22 de novembro de 1998) foi um político pan-iraniano, um dos primeiros membros do Partido Pan-Iranista e líder do Partido da Nação do Irã. Em 1998, ele e sua esposa, Parvaneh Forouhar, foram esfaqueados até a morte em sua casa. Eles foram uma das vítimas dos assassinatos em cadeia no Irão.

Primeiros anos

Forouhar nasceu em 1928 em Isfahan, 'Eshafah'. Seu pai era general do Exército e foi preso na Segunda Guerra Mundial pelos britânicos durante a invasão anglo-soviética do Irã(o), após tentar formar uma resistência armada.

Carreira e atividades

Segundo Ali Razmjoo no Hezb-e-Pan-Iranist, Forouhar foi um dos membros fundadores do Partido Pan-Iranista nacionalista original do Irã em 1951, junto com Mohsen Pezeshkpour.  Durante a era Pahlavi, ele foi muito ativo no movimento nacionalista anti-xá e foi um forte apoiante e amigo próximo do primeiro-ministro Mohammed Mosaddegh. Em meio às tensões pós-revolucionárias no Curdistão iraniano em 1979, Forouhar fez parte de uma delegação enviada por Teerã(o) para negociar com líderes políticos e religiosos curdos. Embora as recomendações dessa delegação nunca tenham sido implementadas pelo governo central e a revolta curda tenha sido tratada com severidade, as tentativas de Forouhar de alcançar um acordo pacífico com os curdos lhe renderam respeito entre eles.

Forouhar atuou como Ministro do Trabalho no governo interino de Mehdi Bazargan em 1979.

Morte

Consultar: Artigo principal: Assassinatos em cadeia no Irão


Forouhar e sua esposa, Parvaneh, eram opositores declarados do Velayet-e-Faqih (teocracia clerical) e estavam sob vigilância contínua.  Em 21 de novembro de 1998, o casal foi fatalmente esfaqueado em sua casa. Os assassinatos, que se acredita terem sido motivados politicamente, permanecem sem solução, embora a crença geral seja que o Ministério da Inteligência e da Segurança Nacional/VEVAK esteve envolvido e ordenou os assassinatos.  Acredita-se que os assassinatos foram provocados pela crítica de Forouhar aos abusos de direitos humanos pela República Islâmica em entrevistas a estações de rádio ocidentais que transmitiam programas em língua persa para o Irão) Essas críticas trouxeram Forouhar e sua esposa "à atenção do onipresente serviço de inteligência do Irã".

Sob pressão da opinião pública, o então presidente iraniano Mohammad Khatami formou um comitê para acompanhar o caso, que acabou pedindo a renúncia do Ministro da Inteligência, Ghorbanali Dorri-Najafabadi. Uma das principais figuras do caso, Saeed Emami, teria cometido suicídio enquanto estava na prisão.

Shirin Ebadi, advogado dos parentes dos Forouhar, citando Parastou, diz: "Todas as evidências mostram que meu pai estava se preparando para ir para a prisão, porque na época do assassinato, seus sapatos não tinham atacadores/cadarços, ele não usava o relógio de pulso e tinha sua carteira esvaziada do conteúdo e dos papéis, exceto por algum dinheiro".

Os seus assassinatos trouxeram à tona um padrão conhecido como os assassinatos em cadeia no Irã.

Vida pessoal

Forouhar teve dois filhos: um filho, Arash, e uma filha, Parastou. Ambas as crianças são politicamente ativas e continuam a conscientizar sobre a situação dos dissidentes políticos no Irão. Em 2009, Parastou assinou uma carta aberta de desculpas enviada a Iranian.com junto com outros 266 acadêmicos, escritores, artistas e jornalistas iranianos sobre a perseguição aos bahá'ís. [1]

Ligações externas

Notas

Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo homónimo da Wikipédia em inglês

Referências

  1. ↑ «We are ashamed!». The Iranian. 4 de fevereiro de 2009