Parvaneh Forouhar
| Parvaneh Foriuhar پروانه فروهر | |
|---|---|
![]() Parvaneh Forouhar | |
| Nome completo | Parvaneh Eskandari Forouhar |
| Nascimento | 20 de março de 1939 |
| Morte | 22 de novembro de 1998 (59 anos) |
| Nacionalidade | Iraniana |
| Cidadania | Iraniana |
| Cônjuge | Dariush Forouhar |
| Ocupação | Política, Ativista política |
Parvaneh Forouhar (língua persa: پروانه فروهر, nascida Eskandari (اسکندری), Teerã(o), 20 de março de 1939 – Teerã(o), 22 de novembro de 1998) foi uma professora, dissidente e ativista iraniana que foi assassinada junto com seu marido Dariush Forouhar durante os assassinatos em série no Irã em 1998. [1]
Biografia
Parvaneh Forouhar era esposa de Dariush Forouhar. Quando se casaram, a sua testemunha à revelia foi o Dr. Mohammad Mossadegh, e o clérigo que casou o casal foi o aiatolá Abbas-Ali Amid Zanjani. Ela tornou-se membro do Partido da Nação Iraniana quando era estudante universitária, lançando uma campanha anti-Xá ao lado do marido.
Ambos, marido e mulher, eram defensores de um Irã democrático e independente e apoiavam a separação entre Estado e religião. Eles sentiam que a República Islâmica levava a uma concentração de poder e dificultava a reforma política.


Ameaçada por figuras do governo, ela disse a órgãos de proteção de direitos humanos baseados em Nova Iorque: "Estamos vivendo com o medo de sermos mortos. Todas as noites, quando vamos dormir, agradecemos a Deus Todo-Poderoso por Sua bênção de viver mais um dia." [2]
Assassinato
Em 22 de novembro de 1998, aos 59 anos e doente, Parvaneh foi esfaqueada 25 vezes e morta no segundo andar de sua casa.[3] Seu marido, Darius Forouhar, também foi assassinado no incidente. [4]
Segundo a filha de Parvanah (Parastou), "No momento de sua morte, a minha mãe usava um macacão por cima do camisola de dormir, o que indica que ela não estava esperando ninguém e, como foi morta em frente ao guarda-roupa onde normalmente ficavam documentos familiares, provavelmente ela subiu para ir buscar as escrituras da casa e usá-las para libertar meu pai sob fiança."
Contexto
O assassinato de Parvaneh Eskandari Forouhar e Dariush Forouhar foi seguido alguns dias depois pelos assassinatos de Mohammad Mokhtari e Mohammad-Ja'far Pouyandeh, dois escritores iranianos bem conhecidos. A VEVAK posteriormente negou responsabilidade por esses e alegou que funcionários do Ministério agiram por vontade própria. Até 2014, o governo se recusava a permitir que as famílias das vítimas realizassem vigílias ou cerimónias para seus entes queridos
Família
O casal deixou uma filha, Parastou Forouhar, e um filho, Arash Forouhar.
Ver também:
Referências
- ↑ «One Person's Story: Parvaneh Eskandari Foruhar». Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights in Iran (em inglês). Consultado em 11 de abril de 2026
- ↑ SAHIMI, Muhammad (5 de janeiro de 2011). «The Chain Murders: Killing Dissidents and Intellectuals, 1988-1998». PBS (em inglês). Los Angeles, Califórnia. Consultado em 11 de abril de 2026
- ↑ FOWLER, Sarah (2 de dezembro de 2018). «Iran's Chain Murders: A wave of killings that shook a nation». BBC News (em inglês). London. Consultado em 12 de abril de 2026
- ↑ SEIF, Khosrow (10 de janeiro de 2005). «We are the outsiders: Interview with Khosrow Seif, leader of Mellat Iran Party». www.hezbemellateiran.com (em inglês). Consultado em 12 de abril de 2026. Cópia arquivada em 3 maio de 2008
Ligações externas
- Memorial a Parvaneh Farouhar
- Entrevista com o filho Arash Forouhar em Iranian.com
- Carta aberta da organização Human Rights Watch ao Presidente Iraniano Khatami de 25 de novembro de 1998
- (em alemão) Página de Parastou Forouhar
Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo homónimo da Wikipédia em inglês
