Detroit Shock
Detroit Shock | |
|---|---|
| Basquetebol | |
| Cores | |
| Mascote | Zap[1][2] |
| Informações | |
| Localização | Auburn Hills, Michigan, EUA |
| Fundação | 1998 Detroit Shock 1998-2009 Tulsa Shock 2010-2015 Dallas Wings 2016-presente |
| Pavilhão | The Palace of Auburn Hills |
| Treinador | Rick Mahorn |
| Competição | WNBA, Conferência Leste |
| Resultados | |
| Títulos | WNBA 3 (2003, 2006, 2008) Conferência 4 (2003, 2006, 2007, 2008) |
O Detroit Shock foi um time profissional de basquete norte-americano da Women's National Basketball Association (WNBA) sediado em Auburn Hills, Michigan.
Estreando em 1998, o Shock foi uma das primeiras franquias de expansão da liga. Também foi a primeira franquia de expansão da WNBA a ganhar um campeonato da WNBA. O time era o equivalente feminino do Detroit Pistons e, de 2002 a 2009, foi treinado pela lenda do Pistons, Bill Laimbeer.
Em 2003, 2006, 2007 e 2008, o Shock chegou às finais da WNBA, vencendo em 2003, 2006 e 2008, derrotando o Los Angeles Sparks, o Sacramento Monarchs e o San Antonio Silver Stars, respectivamente. Em 2007, o time perdeu para o Phoenix Mercury.
Em outubro de 2009, o Shock foi transferido para Tulsa, Oklahoma, passando a se chamar Tulsa Shock.[3] O elenco, a história e o nome da equipe de Detroit foram mantidos. Em 20 de julho de 2015, foi anunciado que a franquia se mudaria para Arlington, Texas, para a temporada de 2016, passando a se chamar Dallas Wings.[4]
História
1998–2002: Os primeiros anos
O Detroit Shock foi um dos primeiros times de expansão da WNBA e começou a jogar na temporada de 1998.[5] A liga realizou seu primeiro draft de expansão para o Shock e o Washington Mystics em 18 de feveriro de 1998.[6] O Shock rapidamente trouxe uma mistura de novatas e veteranas. A primeira treinadora principal do Shock foi Nancy Lieberman, membro do Hall da Fama. O Shock começou sua temporada inaugural com um recorde de 0–4, mas acabou tendo uma temporada de expansão incrível, terminando com 17–13, ficando fora dos playoffs por um jogo.[7]
Em 1999, o Shock terminou a temporada com 15–17, colocando-o em um empate triplo para os playoffs com o Orlando Miracle e o Charlotte Sting.[8] O Shock e o Sting disputaram uma rodada de jogo único nos playoffs, que o Shock perdeu de 60–54.[9]
Em 2000, o Shock terminou com um recorde de 14–18 e acabou empatado na última vaga.[10] Desta vez, o time não se classificou para os playoffs, pois perdeu no desempate para o Washington Mystics.[11] Lieberman foi demitida após a temporada e substituída por Greg Williams.[12]
No draft da WNBA de 2001, o Shock selecionou Deanna Nolan com a sexta escolha geral,[13] que mais tarde se tornou uma estrela.[14] O Shock de 2001 terminou a temporada com um recorde de 10–22, desta vez empatando com três times na última posição da Conferência Leste.[15]
O Shock começou a temporada de 2002 com um recorde de 0–10, o que levou à demissão de Williams, substituído pela lenda do Detroit Pistons, Bill Laimbeer.[16] O time terminou a temporada com 9–23, mas a visão de Laimbeer influenciou a diretoria, que trouxe novas jogadoras que ele considerava necessárias para que Detroit se tornasse um time competitivo.[17]
2003: De piores a campeões

Após mudanças significativas no elenco, Bill Laimbeer previu antes da temporada de 2003 que o Shock seria campeão da liga.[18] O time dominou a Conferência Leste na temporada regular, registrando um recorde de 25–9 e conquistando a primeira colocação.[19] Nos playoffs, Detroit derrotou o Cleveland Rockers de 2–1, conquistando sua primeira vitória em uma série de playoffs na história da franquia.[20] Nas finais da conferência, o Shock venceu o Connecticut Sun de 2–0 e chegou às finais da WNBA pela primeira vez.[20] Apesar das conquistas, o time não era considerado favorito contra o bicampeão Los Angeles Sparks, que buscava o tricampeonato.[21] O Shock saiu vitorioso da série, vencendo um emocionante Jogo 3 de 83–78.[20] Essa partida atraiu o maio público da história da WNBA. Ruth Riley foi nomeada MVP das Finais.[22] Com essa vitória, o Detroit Shock se tornou o primeiro time esportivo profissional norte-americano a ir do pior recorde geral da liga ao título de campeão na temporada seguinte.[23]
2004–2005: Retorno à mediocridade
O Shock passou por dificuldades após a temporada do campeonato e teve um desempenho medíocre na temporada de 2004. O time registrou um recorde de 17–17, classificando-se para os playoffs como o terceiro colocado.[24] Detroit disputou uma série melhor de três contra o New York Liberty, mas acabou perdendo de 2–1.[25]
Na offseason, o ex-astro do Detroit Pistons Rick Mahorn foi contratado como auxiliar técnico. Assim como na temporada anterior, o Shock jogou um basquete medíocre, registrando um recorde de 16–18, suficiente para garantir a quarta colocação.[26] Nos playoffs, o time foi derrotado pelo Connecticut Sun de 2–0.[27]
2006–2008: De volta ao topo

Em 2006, o Shock teve um bom desempenho durante a temporada regular, registrando um recorde de 23–11 e garantindo a segunda colocação nos playoffs.[28] Detroit derrotou o Indiana Fever de 2–0 na primeira rodada.[29] Nas finais da conferência, o time enfrentou o Connecticut Sun. Desta vez, o Shock emergiu vitorioso da série disputada, vencendo de 2–1.[30] Nas finais da WNBA, que agora eram disputadas em uma série melhor de cinco, o time enfrentou o atual campeão Sacramento Monarchs. Detroit perdeu o Jogo 1, sendo derrotado de 95–71 em casa,[31] mas se recuperou no Jogo 2 e empatou a série em 1–1.[32] Indo para Sacramento, o Shock foi derrotado no Jogo 3 de 89–69.[33] Com as costas contra a parede, o Shock dominou o Monarchs no Jogo 4, vencendo de 72–52, levando a série para o decisivo Jogo 5 em Detroit.[34] Devido a um conflito de agenda, a partida foi realizada na Joe Louis Arena.[35] No intervalo do Jogo 5, Detroit estava perdendo de 44–36. No entanto, no terceiro quarto, o time superou o Monarchs de 22–9, assumindo a liderança e entrando no último quarto com o placar em 58–53. O Shock derrotou o Monarchs de 80–75, conquistando o campeonato em cinco jogos.[36][37] Deanna Nolan foi nomeada MVP das Finais.[38]
Em 2007, Detroit buscou defender seu título. O time terminou com o melhor recorde da WNBA na temporada regular, 24–10, e conquistou a primeira colocação nos playoffs pela segunda vez na história da franquia.[39] Na primeira rodada, o Shock era o grande favorito contra o New York Liberty, que não estava previsto para chegar aos playoffs. No entanto, no Jogo 1, o Shock teve um desempenho fraco e foi derrotado por 73–51.[40] No Jogo 2, Detroit venceu de 76–73, forçando um Jogo 3 decisivo. O Jogo 3 foi uma batalha, indo para a prorrogação, mas no final o Shock saiu vitorioso por 71–70.[41][42] Na final da Conferência Leste, Detroit enfrentou seu arquirrival, o Indiana Fever. No Jogo 1, o Shock perdeu de 75–65,[43] mas se recuperou e venceu os Jogos 2 (77–63)[44] e o Jogo 3 (81–65).[45][46] Nas finais da WNBA, Detroit enfrentou o Phoenix Mercury, que havia dominado a Conferência Oeste durante todo o ano. O Shock venceu o Jogo 1 por 108–100 em casa,[47] mas o Mercury empatou a série no Jogo 2, com uma vitória de 98–70.[48] Detroit venceu um Jogo 3 difícil por 88–83.[49] Com a chance de vencer o campeonato no Jogo 4, o Shock e o Mercury disputaram um jogo acirrado do início ao fim, mas o Mercury levou a melhor por 77–76, forçando um Jogo 5 decisivo em Detroit.[50] No Jogo 5, o Shock foi dominado e perdeu de 108–92.[51][52] Com essa derrota, o Detroit Shock se tornou o primeiro time na história da WNBA a perder o campeonato em casa.
Na temporada seguinte, o Shock teve um desempenho de 22–12, o melhor resultado da Conferência Leste.[53] Na primeira rodada dos playoffs contra o Indiana Fever, Detroit derrotou o Fever de 2–1.[54] Devido à programação de outros eventos no Palace, o time teve que jogar as partidas restantes em casa no Convocation Center, em Ypsilanti.[55] Na final da conferência contra o New York Liberty, o Shock derrotou o Liberty de 2–1[56][57] e avançou para as finais da WNBA para enfrentar o melhor time da liga, o San Antonio Silver Stars. Embora o Silver Stars tivesse o melhor recorde da liga em 2008,[58] o Shock venceu todos os jogos da série[59] e conquistou o terceiro título da história da franquia.[60][61] Katie Smith foi eleita a MVP das Finais.[62]

2009: Última temporada em Detroit
Após três jogos na temporada de 2009, Bill Laimbeer anunciou sua renúncia como treinador principal, sendo substituído por Rick Mahorn.[63] O Shock enfrentou dificuldades na primeira metade da temporada,[64] mas se recuperou na segunda metade, terminando com um recorde de 18–16, que foi suficiente para garantir uma vaga nos playoffs pelo sétimo ano consecutivo.[65] Na primeira rodada o Shock venceu o Atlanta Dream de 2–0 e avançou para sua quarta final consecutiva da Conferência Leste contra o Indiana Fever.[66][67] Nas finais da conferência, o Shock foi derrotado pelo Fever de 2–1, ficando de fora das finais da WNBA pela primeira vez desde 2005.[68][69]
Em 19 de outubro de 2009, a Associated Press informou que um representante do Shock declarou que o time estava se mudando para Tulsa, Oklahoma.[70][71] No dia seguinte, a decisão foi anunciada oficialmente em uma coletiva de imprensa em Tulsa.[72][73]
Em 30 de junho de 2025, Detroit foi oficialmente anunciada como uma das três cidades que receberão novos times da WNBA, juntamente com Cleveland e Filadélfia. Detroit está programado para começar a jogar em 2029 na Little Caesars Arena.[74][75] Em 12 de julho, foi divulgado que a WNBA não era mais proprietária da marca registrada do nome "Detroit Shock". De acordo com registros oficiais, o nome foi oficialmente registrado em nome de Ryan Reed, proprietário e presidente da Women's Basketball League, em fevereiro de 2025. Reed afirmou que estava em negociações para possivelmente devolver a marca registrada à WNBA.[76]
Resultados por temporada
| Temporada | Classificação | Temporada Regular | Playoffs | Treinador Principal | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| W | L | PCT | |||||
| Detroit Shock | |||||||
| 1998 | Leste | 4º | 17 | 13 | .567 | Não se classificou | Nancy Lieberman |
| 1999 | Leste | 2º | 15 | 17 | .469 | Derrota Semifinais da Conferência (Charlotte, 0–1) | Nancy Lieberman |
| 2000 | Leste | 5º | 14 | 18 | .438 | Não se classificou | Nancy Lieberman |
| 2001 | Leste | 7º | 10 | 22 | .313 | Não se classificou | Greg Williams |
| 2002 | Leste | 8º | 9 | 23 | .281 | Não se classificou | G. Williams (0–12) B. Laimbeer (9–13) |
| 2003 | Leste | 1º | 25 | 9 | .735 | Vitória Semifinais da Conferência (Cleveland, 2–1) Vitória Finais da Conferência (Connecticut, 2–0) Vitória Finais da WNBA (Los Angeles, 2–1) |
Bill Laimbeer |
| 2004 | Leste | 3º | 17 | 17 | .500 | Derrota Semifinais da Conferência (New York, 1–2) | Bill Laimbeer |
| 2005 | Leste | 4º | 16 | 18 | .471 | Derrota Semifinais da Conferência (Connecticut, 0–2) | Bill Laimbeer |
| 2006 | Leste | 2º | 23 | 11 | .676 | Vitória Semifinais da Conferência (Indiana, 2–0) Vitória Finais da Conferência (Connecticut, 2–1) Vitória Finais da WNBA (Sacramento, 3–2) |
Bill Laimbeer |
| 2007 | Leste | 1º | 24 | 10 | .706 | Vitória Semifinais da Conferência (New York, 2–1) Vitória Finais da Conferência (Indiana, 2–1) Derrota Finais da WNBA (Phoenix, 2–3) |
Bill Laimbeer |
| 2008 | Leste | 1º | 22 | 12 | .647 | Vitória Semifinais da Conferência (Indiana, 2–1) Vitória Finais da Conferência (New York, 2–1) Vitória Finais da WNBA (San Antonio, 3–0) |
Bill Laimbeer |
| 2009 | Leste | 3º | 18 | 16 | .529 | Vitória Semifinais da Conferência (Atlanta, 2–0) Derrota Finais da Conferência (Indiana, 1–2) |
B. Laimbeer (1–3) R. Mahorn (17–13) |
| Temporada Regular | 210 | 186 | .530 | 4 Campeonatos da Conferência | |||
| Playoffs | 30 | 19 | .612 | 3 Campeonatos da WNBA | |||
Elenco
| Jogadoras | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pos. | No. | País | Nome | Altura | Nascimento | Universidade | Anos |
| G | 1 | Shavonte Zellous | 1,78 m | 28/08/1986 | Pittsburgh | Rookie | |
| G | 6 | Nikki Teasley | 1,83 m | 22/03/1979 | North Carolina | 6 | |
| G | 14 | Deanna Nolan | 1,80 m | 25/08/1979 | Georgia | 8 | |
| G | 22 | Alexis Hornbuckle | 1,80 m | 16/10/1985 | Tennessee | 1 | |
| F | 23 | Plenette Pierson | 1,88 m | 31/08/1981 | Texas Tech | 6 | |
| C | 24 | Olayinka Sanni | 1,88 m | 21/08/1985 | West Virginia | 1 | |
| G/F | 30 | Katie Smith | 1,80 m | 04/06/1974 | Ohio State | 10 | |
| F | 35 | Cheryl Ford | 1.91 m | 06/06/1981 | Louisiana Tech | 6 | |
| F | 42 | Crystal Kelly | 1,88 m | 15/09/1986 | Western Kentucky | 1 | |
| C | 44 | Taj McWilliams-Franklin | 1,88 m | 20/10/1970 | St. Edward's | 10 | |
| C | 45 | Kara Braxton | 1.98 m | 18/02/1983 | Georgia | 4 | |
- Treinador Principal:
Rick Mahorn - Auxiliar Técnico:
Earl Cureton,
Cheryl Reeve
Honras e Prêmios
All-Stars
- 1999: Sandy Brondello
- 2000: Wendy Palmer
- 2001: Nenhuma
- 2002: Nenhuma
- 2003: Swin Cash, Cheryl Ford, Deanna Nolan
- 2004: Cheryl Ford, Deanna Nolan
- 2005: Swin Cash, Cheryl Ford, Deanna Nolan, Ruth Riley
- 2006: Cheryl Ford, Deanna Nolan, Katie Smith
- 2007: Kara Braxton, Cheryl Ford, Deanna Nolan
- 2008: Não houve All-Star Game
- 2009: Katie Smith
Jogadoras Olímpicas
- 2004: Swin Cash, Ruth Riley
- 2008: Katie Smith
Prêmios
- Cheryl Ford (2003)
- Plenette Pierson (2007)
- Sandy Brondello, FT% (1998)
- Cheryl Ford, Rebotes (2005, 2006)
- Ruth Riley (2003)
- Deanna Nolan (2006)
- Katie Smith (2008)
- Cheryl Ford (2007)
- Deanna Nolan (2005, 2007)
- Cindy Brown (1998)
- Swin Cash (2003, 2004)
- Cheryl Ford (2003, 2006)
- Deanna Nolan (2003, 2008, 2009)
- Kara Braxton (2005)
- Shavonte Zellous (2009)
- Deanna Nolan (2007)
- Deanna Nolan (2005, 2006, 2008, 2009)
- Cheryl Ford (2006)
- Katie Smith (2008)
- Bill Laimbeer (2003)
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