Emma do Havaí

Kalama
Retrato por Mathew Brady, 1866
Rainha Consorte do Havaí
Reinado19 de junho de 1856 a 30 de novembro de 1863
PredecessoraKalama
SucessoraKapiʻolani
Dados pessoais
Nascimento2 de janeiro de 1836
Honolulu, Oʻahu, Reino do Havaí
Morte25 de abril de 1885 (49 anos)
Honolulu, Oʻahu, Reino do Havaí
Sepultado em17 de maio de 1885[1][2]
Mauna ʻAla, Honolulu, Oʻahu
Nome completo
nome tradicional havaiano: Emma Kalanikaumakaʻamano Kaleleonālani Naʻea Rooke
nome cristão-anglicano: Emma Alexandrina Francis Agnes Lowder Byde Rooke Young Kaleleokalani
MaridoKamehameha IV
Descendência
Albert Kamehameha
CasaKamehameha (por casamento)
PaiGeorge Naʻea
Thomas Rooke (adotivo)
MãeFanny Kekelaokalani Young
Grace Kamaʻikuʻi Young Rooke (adotiva)
ReligiãoProtestantismo
AssinaturaAssinatura de Kalama

Emma (nome tradicional havaiano: Emma Kalanikaumakaʻamano Kaleleonālani Naʻea Rooke; nome cristão-anglicano: Emma Alexandrina Francis Agnes Lowder Byde Rooke Young Kaleleokalani; Honolulu, 2 de janeiro de 1836 – Honolulu, 25 de abril de 1885 foi a esposa do Rei Kamehameha IV e Rainha Consorte do Havaí de 1856 até 1863.

Figura de destaque na história, especialmente no âmbito social, do arquipélago havaiano, a rainha Emma nasceu em família de origem nobre e possuía ascendência materna inglesa. Em 1856, aos vinte anos de idade, casou-se com Kamehameha IV, que havia recentemente ascendido ao trono, em cerimônia realizada na Igreja de Santo André. Em maio de 1858, nasceu seu único filho, Albert, criança de saúde frágil que faleceu quatro anos depois. O nome foi escolhido em homenagem a Alberto Eduardo, Príncipe de Gales, segundo filho de Rainha Vitória do Reino Unido, que atuou como madrinha por procuração do pequeno príncipe.[3]

A jovem soberana dedicou atenção especial às questões socioculturais do reino, com o propósito de elevar as condições de vida da população. Incentivou atividades teatrais e a criação de uma biblioteca, promoveu a fundação de escolas e estabeleceu um centro médico que permanece em funcionamento e leva seu nome. Também se empenhou na salvaguarda dos direitos das mulheres, dos idosos e das crianças.[4]

No campo da política externa, partilhava integralmente das diretrizes de seu marido, que buscava neutralizar a crescente influência dos Estados Unidos no Havaí, processo que culminaria na anexação do arquipélago em 1893. Como estratégia de equilíbrio diplomático, o reino aproximou-se do Reino Unido. Nesse contexto, Kamehameha IV encontrou-se em Londres com Príncipe Consorte Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, figura de grande influência na corte britânica.[5]

A rainha também procurou recriar, no Palácio ʻIolani, em Honolulu, a atmosfera serena e austera característica da corte vitoriana. Em 1865, visitou a Rainha Vitória e hospedou-se no Castelo de Windsor, ocasião em que a soberana britânica registrou em seu diário uma apreciação elogiosa a seu respeito.[6]

Em 30 de novembro de 1863, o rei faleceu, aos vinte e nove anos, em decorrência de asma crônica. Tornando-se rainha viúva, Emma deixou o palácio real e estabeleceu-se em sua residência particular, sem, contudo, afastar-se das questões de Estado. Como descendente de Kamehameha I e legitimada por seu matrimônio, poderia pleitear a sucessão ao trono, sendo também amplamente estimada pela população, a ponto de ser retratada em selo postal. Ainda assim, os notáveis do reino optaram por seu cunhado Kamehameha V e, posteriormente, por seus primos Lunalilo – que chegou a propor-lhe casamento com o intuito de fortalecer sua candidatura – e Kalākaua.[7]

A rainha Emma faleceu em 1885, aos quarenta e nove anos de idade. A igreja anglicana local canonizou-a juntamente com seu esposo. Após solenes exéquias, foi sepultada no Mausoléu Real, ao lado de Kamehameha IV e de seu filho.[4]

Referências

Bibliografia

  • Forbes, David W., ed. (2003). Hawaiian National Bibliography, 1780–1900, Volume 4: 1881–1900. 4. Honolulu: University of Hawaii Press. ISBN 978-0-8248-2636-9. OCLC 123279964 .
  • Haley, James L. (2015). Captive Paradise: a history of Hawaii. Griffin.
  • Kaeo, Peter (1976). Queen Emma. Honolulu: A. Korn.
  • Kanahele, George S. (1999). Emma. Honolulu: University of Hawaii Press.
  • Rappolt, Miriam E. (1991). Queen Emma. Honolulu: Press Pacifica.
  • Rose, Roger G.; Conant, Sheila; Kjellgren, Eric P. (1993). «Hawaiian Standing Kāhili in the Bishop Museum: An Ethnological and Biological Analysis». Wellington, NZ: Polynesian Society. Journal of the Polynesian Society. 102 (3): 273-304. JSTOR 20706518 .