Eremotherium
| Eremotherium | |
|---|---|
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| E. laurillardi no HMNS | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Pilosa |
| Família: | †Megatheriidae |
| Subfamília: | †Megatheriinae |
| Tribo: | †Megatheriini |
| Subtribo: | †Megatheriina |
| Gênero: | †Eremotherium Spillmann, 1948 |
| Espécies | |
| |
Eremotherium (conhecido como Preguiça-Gigante) é um gênero extinto em mamíferos placentários com distribuição intertropical, cujos restos foram recuperados em toda a América. Foi um dos maiores mamíferos da América do Sul e reconhecido como uma das espécies mais famosas e características da megafauna brasileira.
Seu peso era próximo a 5 toneladas, quando em postura bípede chegaria a uma altura de aproximadamente 4 metros, atingindo até 6 metros de comprimento. Por isso, é parte da “Megafauna”(“Mega” = grande + “Fauna” = animais) que viveu durante o Pleistoceno e Holoceno.
Classificação e evolução
Ele foi nomeado pela primeira vez em 1948 por Spillmann, que incluiu-o na família Megatheriidae; então confirmado por Carrol 1988, Cisneros 2005, e Salles em 2006. Gaudin 1995 atribui à subfamília Megatheriinae.
Carlos de Paula Couto (1910-1985) em 1980, com base em uma espécie fóssil descrito Xenocnus cearensis então, em 2008, Cartelle atribuído a um Eremotherium laurillardi.
Evolução
O Gênero surgiu durante o Plioceno, há cerca de 4,9 milhões de anos.
A extinção da megafauna na América do Sul é motivo de debate na ciência, sendo apontado diversos fatores. Especialmente, o fim da última glaciação que gerou intensas mundanças na paisagem, incluindo na vegetação e nos oceanos. A caça por humanos é apontada como um dos fatores para a extinção de diversas espécies.
Em 2025, foram datados no norte do Ceará, alguns dos mais recentes fósseis de preguiças-gigantes (E. laurillardi) já encontrados, no município de Itapipoca. Com aproximadamente 6.161 anos, esses fósseis indicam que o nordeste brasileiro foi um dos últimos refúgios de Eremotherium, no Holoceno.[1] Também, comprovam que os paleoindígenas sulamericanos conviveram com o Eremotherium por milhares de anos, mostrando que a caça não foi o principal fator da extinção desses animais.
Descrição
A morfologia dentária, craniana e mandibular entre E. laurillardi e E. eomigrans são indistinguíveis, mas o resto do esqueleto de E. eomigrans é mais elegante e as pernas dianteiras são pentadáctilas, enquanto nas E. laurillardi é mais robusto e as pernas dianteiras deles são tetradáctilas.
Paleobiologia
Atingindo até 5 toneladas, eram o maior representante da megafauna brasileira, sendo uma das maiores criaturas que viveram nesse território desde a extinção dos dinossauros não-aviários. Andavam em forma quadrúpede, na qual atingia até 6 metros de comprimento (do nariz à cauda). Quando ficavam em posição bípede, alcançavam até 4 metros de altura.
Como em animais ainda vivos, também há registros de infecções e doenças em fósseis de Eremotherium, chamadas de “paleopatologias” como osteomielite e espondiloartropatia.[2]
Distribuição e paleoecologia
O Gênero é amplamente distribuído nas Américas, sendo seus fósseis encontrados em todas regiões do Brasil. Conviveram ao lado de outros grandes mamíferos extintos como o Notiomastodon, o Panochthus, Smilodon e o Glyptotherium. Também se relacionaram com espécies ainda vivas, como o Mocó, algo comprovado após serem encontrados dentes de um jovem E. laurillardi que foram roídos por esses roedores.[3]
Na região amazônica, viviam em bosques, em uma época que as florestas e os biomas americanos eram diferentes de como são atualmente. [4] Na região intertropical brasileira, habitavam savanas abertas e fechadas, de clima mais seco, onde mantiam sua alimentação herbívora e generalista.[5]
Relação com humanos e cultura
A extinção da megafauna na América do Sul, durante o Holoceno ocorreu nos últimos 11 mil anos, em um período que os primeiros paleindígenas já haviam chegado no continente. Novos achados no Ceará de fósseis com aproximadamente de 6,1 mil anos, mostram que os humanos conviveram com Eremotherium laurillardi por milhares de anos.[6] Essa convivência prolongada mostra que a “caça por humanos” não foi o principal fator da extinção desse grupo.
Referências
- ↑ «Google Acadêmico». scholar.google.com. Consultado em 2 de maio de 2026
- ↑ Andrade, Luana Cardoso de (15 de dezembro de 2025). «Paleopathologies of the Quaternary giant ground sloth Eremotherium laurillardi (Xenarthra, Folivora) from Brazil». Journal of South American Earth Sciences. 168. 105811 páginas. ISSN 0895-9811. doi:10.1016/j.jsames.2025.105811
- ↑ www.tandfonline.com. doi:10.1080/10420940.2025.2551706 https://www.tandfonline.com/action/cookieAbsent. Consultado em 2 de maio de 2026 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ Asevedo, Lidiane; Semprebon, Gina M.; Pansani, Thaís Rabito; Paixão, Jesus da S.; Dantas, Mário André Trindade (1 de julho de 2026). «Feeding ecology of pleistocene herbivorous megamammals from southern Brazilian Amazon revealed by stable isotopes and stereoscopic microwear». Quaternary Science Reviews. 383. 109993 páginas. ISSN 0277-3791. doi:10.1016/j.quascirev.2026.109993
- ↑ Cruz, Evelyn Nathália da Silva (23 de fevereiro de 2026). «Reconstruções paleoecológicas da megafauna do Pleistoceno final da Região Intertropical Brasileira»
- ↑ «Google Acadêmico». scholar.google.com. Consultado em 2 de maio de 2026
<Alfonzo Hernández, Imerú; Chávez Aponte, Edwin OY (15 de março de 2008). "Eremotherium laurillardi (Xenarthra: MEGATERIIDAE): Biometrics astragaloi do Pleistoceno, Falcon e do Distrito Capital, Venezuela" ><Carrol, RL (1988). Behrensmeyer K., K. M. Behrensmeyer e Carrano, ed. Vertebrate Paleontology e Evolução (em Inglês). New York: WH Freeman and Company.<Cisneros, JC (2005). "Fauna de vertebrados New Pleistoceno de El Salvador". Revista Brasileira de Paleontologia. 8 (3). P. 239-255. ><LO Salles, C. Cartelle, Guedes PG, PC Boggiani, A. Russo Janoo e CAM (2006). "Mamíferos quaternários da Serra do Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil". Boletim do Museu Nacional (521). P. 1-12. > >
