Galveias

 Nota: Para o palácio lisboeta, veja Palácio Galveias.
Galveias
Galveias
Galveias
Galveias
Brasão de armas de Galveias
Gentílicogalveense
Galveias está localizado em: Portugal Continental
Galveias
Localização de Galveias em Portugal
Coordenadas: 🌍
RegiãoAlentejo
Sub-regiãoAlto Alentejo (sub-região)
DistritoPortalegre
Município Ponte de Sor
Código121301
Governo
 • TipoJunta de freguesia
Área
 • Total79,75 km²
População
 • Total (2021)1 022 hab.
Densidade12,8 hab./km²
OragoSão Lourenço
Sítiohttp://jfgalveias.pt/

Galveias é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Galveias do Município de Ponte de Sor, freguesia com 79,75 km² de área[1] e 1022 habitantes (censo de 2021)[2], tendo, por isso, uma densidade populacional de 12,8 hab./km².

Foi vila e sede de concelho entre 1538 e o início do século XIX. O concelho era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 1 112 habitantes.

Localização da freguesia no Município de Ponte de Sor

Demografia

A população registada nos censos foi:[2]

População da Freguesia de Galveias[3]
AnoPop.±%
1864 1 417—    
1878 1 478+4.3%
1890 1 634+10.6%
1900 1 815+11.1%
1911 2 322+27.9%
1920 2 466+6.2%
1930 2 530+2.6%
1940 2 695+6.5%
1950 2 815+4.5%
1960 2 535−9.9%
1970 1 802−28.9%
1981 1 738−3.6%
1991 1 633−6.0%
2001 1 429−12.5%
2011 1 061−25.8%
2021 1 022−3.7%
Distribuição da População por Grupos Etários[4]
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 181 158 606 484
2011 108 102 471 380
2021 100 70 467 385

História

Galveias é uma povoação do Município de Ponte de Sor que encontra-se situada na encosta de uma colina fértil, na margem esquerda do rio Sor, distando cerca de 12 km da sede do município.

Galveias tem uma extensa história, desde a sua fundação até à atualidade, chegando a ser um concelho independente.

A história atribui a sua fundação a Frei Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, em 1342.

A 1 de Janeiro de 1512, a povoação beneficiou do foral de Avis, dado em Santarém por D. Manuel I. Contudo, em 1538, D. João III elevou-a à categoria de vila.

Em termos eclesiásticos, esta freguesia, foi um priorado da Ordem de Avis, daí resultar a sua riqueza a nível de património religioso.

Em termos económicos, a agricultura ocupa o lugar de destaque como a atividade dominante, da população de Galveias. Repare-se, na importância das tradições e lendas que se confere às laranjas e ao galo que ainda hoje, estão associadas a Galveias, a ponto de se encontrarem no seu próprio brasão.

É também importante referir o azeite e o vinho Marques Ratão, produzidos e comercializados pela Junta de Freguesia de Galveias, que homenageiam esta família que tanto deu a esta freguesia.

Em termos culturais, ganha destaque nesta freguesia a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Galveense.

Figuras importantes na história desta freguesia foram os condes das Galveias. Foi primeiro conde deste título D. Dinis de Melo e Castro, em 1691. Houve dez nobres deste título em Galveias, o último do qual faleceu em 1940.[5]

Lendas

Menina do Laranjal (Resumo)

Em certas regiões, havia o costume de preparar um galo para cantar na missa de natal, sendo escolhido um dos melhores e possuía um tratamento especial. Na Vila Nova do Laranjal, também existia essa tradição e dava-se o galo a guardar ao melhor homem da terra.

Certo ano apresentaram-se ao Meirinho (magistrado), dois homens vaidosos, disputando esse lugar de honra. O primeiro disse que era o melhor da terra, o segundo afirmou o mesmo com convicção. O Meirinho resolveu intervir para evitar conflitos e em voz pausada perguntou, se podiam apresentar testemunhas das virtudes que apresentavam. Ambos disseram ao mesmo tempo que era a – Menina do Laranjal.

Surgiram duvidas e o Meirinho mandou chamar a Menina do Laranjal, uma jovem muito acreditada e uma das mais bonitas da região. Era órfã e vivia com uma tia – uma velha senhora e quando recebeu a notícia ficou pasmada, porque não conhecia nenhum dos homens. A jovem perante esta situação não sabia que fazer e pediu a opinião à tia. Esta disse-lhe que escolhesse o mais rico, pois a Menina do Laranjal com toda a sua pureza, disse-lhe que o dinheiro podia comprar muita coisa mas nunca o amor.

Quando chegaram junto do Meirinho os dois homens; o primeiro pediu logo para falar com a menina e ela acedeu, o segundo aproximou-se da tia e ficou a falar com esta em voz baixa. O Meirinho perguntou à menina, qual dos dois era o seu noivo e esta disse-lhe que só o primeiro lhe tinha falado em amor. O outro reagiu e disse que já tinha falado com a tia e tinha pedido a Menina do Laranjal em casamento. O Meirinho olhou para ambos e disse que o primeiro era o mais honesto, a quem entregou o galo.

O homem escolhido e que tinha tomado conta do galo instalou-se nos aposentos da noiva e preparavam-se para o casamento. O pretendente vencido não desistia e só pensava na vingança. Na véspera de Natal o galo desapareceu, o burburinho foi enorme e o Meirinho foi obrigado a tomar medidas urgentes e mandou prender o responsável pelo galo. O protesto do homem acusado e da Menina do Laranjal juravam inocência, mas de nada lhes servia. O povo implacável pedia justiça.

Entretanto, no meio da multidão o outro homem mostrava ares de satisfação. O Meirinho mandou preparar a forca para que o castigo servisse de exemplo e o prisioneiro desesperado esperava pela sua ultima hora.

A Menina do Laranjal, apaixonadamente tentava acalmá-lo e tinha esperanças de que um milagre ía acontecer. O homem agradecia com todo fervor abraçado à noiva.

O condenado já perante a forca, lembrou-se que o galo cada vez que via a menina do Laranjal e a sua tia, normalmente cantava. Então pediu para que estas subissem ao alto da torre da igreja. De súbito, no meio de todo aquele silêncio impressionante ouviu-se o galo a cantar por várias vezes. O homem estava prestes a ser enforcado e gritou emocionado: "O galo vê-as!, O galo vê-as!"

A Menina do Laranjal e o Homem Bom, encheram-se de alegria agradecendo o milagre ao Menino Jesus, quanto à senhora sua tia e o homem rejeitado desapareceram. Perdurando na tradição o nome da terra deixou de ser – Vila Nova do Laranjal e passou a chamar-se como ainda hoje – Galveias.[6]

Lugares

A freguesia de Galveias é constituída pelos lugares de Galveias e Ribeira das Vinhas.

Património religioso

  • Capela da Santa Casa da Misericórdia de Galveias
  • Capela de S. Saturnino
  • Capela de S. Sebastião
  • Capela de S. João
  • Capela de S. Pedro
  • Capela de S. António
  • Capela do Senhor das Almas
  • Igreja Matriz

Outras atrações

  • Oásis Parque Aquático

Equipamentos

  • Junta de Freguesia de Galveias
  • Extensão do Centro de Saúde de Galveias
  • Escola EB1 de Galveias

Galveenses ilustres

Referências

  1. ↑ «Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013». descarrega ficheiro zip/Excel. IGP Instituto Geográfico Português. Consultado em 10 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2013
  2. 1 2 Instituto Nacional de Estatística (23 de novembro de 2022). «Censos 2021 - resultados definitivos»
  3. ↑ Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  4. ↑ INE. «Censos 2011». Consultado em 11 de dezembro de 2022
  5. ↑ Galveias, Freguesia de. «Freguesia de Galveias». Freguesia de Galveias. Consultado em 16 de novembro de 2019
  6. ↑ Marques, Gentil (1962) [1962]. Lendas dos nomes das terras. Lendas de Portugal. Volume I. Porto: Editorial Universus. pp. 37–42. Resumo divulgativo – http://www.jfgalveias.pt/resenha-historica