Gjeliano

Período Carbonífero[1]
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Fauna de Essex e Braidwood[3]
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Eventos-chave do período Carbonífero.
Escala do eixo: milhões de anos antes do presente.

O Gjeliano (/ˈʒɛli.ən/ ZHELL-ee-ən) é uma idade na escala de tempo geológico da Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) ou um estágio na coluna estratigráfica. Trata-se do estágio mais recente do Pensilvaniano, que por sua vez é o subsistema mais jovem do Carbonífero. O Gjeliano durou aproximadamente de 303,7 a 298,9 milhões de anos atrás. Ele sucede a idade/estágio Kasimoviano e é seguido pelo Asseliano, a subdivisão mais antiga do sistema Permiano.[5]

O Gjeliano é mais ou menos contemporâneo ao Estágio Stephaniano da estratigrafia regional da Europa.

Nome e definição

O Gjeliano recebeu esse nome em referência à vila russa de Gzhel (russo: Гжель), situada perto de Ramenskoye, não muito longe de Moscou. O nome e a localidade-tipo foram definidos pelo geólogo Sergei Nikitin (1851–1909) em 1890.

A base do Gjeliano é definida pelo primeiro aparecimento dos gêneros de Fusulinida Daixina, Jigulites e Rugosofusulina, ou pelo primeiro aparecimento do conodonte Streptognathodus zethus. O topo desse estágio (que também marca a base do sistema Permiano) é definido pelo primeiro aparecimento do conodonte Streptognathodus isolatus dentro da cronoclina Streptognathodus wabaunsensis.[6] Cerca de seis metros acima no perfil de referência, aparece a espécie de Fusulinida Sphaeroschwagerina vulgaris aktjubensis.[7]

Atualmente, ainda não foi oficialmente definido um “prego de ouro” (GSSP, o ponto estratigráfico global de referência) para a base do estágio Gjeliano. Um dos locais candidatos é uma seção geológica ao longo do rio Ussolka (afluente do rio Belaya), na margem do povoado de Krasnoussolsky, cerca de 120 quilômetros a sudeste de Ufa e 60 quilômetros a nordeste de Sterlitamak, na região de Bascortostão, na Rússia.[8]

Ver também

Referências

  1. ↑ International Comission on Stratigraphy (Agosto de 2012). «International Chronostratigraphic Chart» (PDF). www.stratigraphy.org. Consultado em 27 de maio de 2013
  2. ↑ SAHNEY, S.; BENTON, M.J.; FALCON-LANG, H.J. (2010). «Rainforest collapse triggered Pennsylvanian tetrapod diversification in Euramerica». Geology. 38 (12): 1079–1082. doi:10.1130/G31182.1
  3. ↑ SCHELLENBERG, S.A. (2002). ETTER, W.; HAGADORN, J.W.; TANG, C.M.; BOTTJER, D.J., eds. Exceptional Fossil Preservation: A Unique View on the Evolution of Marine Life. [S.l.]: Columbia University Press. pp. 185–203. ISBN 978-0-231-10254-4
  4. 1 2 WARD, P.; LABANDEIRA, C.; LAURIN, M.; BERNER, R.A. (2006). «Confirmation of Romer's Gap as a low oxygen interval constraining the timing of initial arthropod and vertebrate terrestrialization». PNAS. 103 (45): 16818–16822. doi:10.1073/pnas.0607824103
  5. ↑ Correia, Paulo (2020). «Unidades Geocronológicas e Cronostratigráficas» (PDF). A Folha - Boletim da Língua Portuguesa nas Instituições Europeias (62): 24
  6. ↑ «Global Boundary Stratotype Section and Point». International Commission of Stratigraphy. Consultado em 5 de março de 2026
  7. ↑ Davydov, V.I.; Glenister, B.F.; Spinosa, C.; Ritter, S.M.; Chernykh, V.V.; Wardlaw, B.R.; Snyder, W.S. (1998). «Proposal of Aidaralash as Global Stratotype Section and Point (GSSP) for base of the Permian System». Episodes. 21 (1): 11–18. doi:10.18814/epiiugs/1998/v21i1/003
  8. ↑ Gradstein, F.M.; Ogg, J.G.; Smith, A.G. (2004). A Geologic Time Scale 2004. Cambridge: Cambridge University Press. p. 34. ISBN 978-85-316-0189-7