Hydnellum fennicum
Hydnellum fennicum
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Hydnellum fennicum (P.Karst.) E.Larss., K.H.Larss. & Kõljalg[1] | |||||||||||||||||
| Sinónimos[2] | |||||||||||||||||
Hydnellum fennicum é uma espécie de fungo hidnoide da família Bankeraceae. Nativa do norte da Europa, forma associações ectomicorrízicas com pinheiros. É reconhecida pelo seu píleo marrom-amarelado coberto por escamas finas pulverulentas e pelos dentes voltados para baixo na face inferior, que mudam de esbranquiçados para marrom-purpura. O fungo é considerado criticamente em perigo na Suíça devido à perda de habitat.
Taxonomia
Foi originalmente descrita pelo micologista finlandês Petter Karsten em 1882 como uma variedade de Hydnellum scabrosum.[3] Karsten a classificou como uma espécie distinta em 1887.[4]
Descrição
Hydnellum fennicum produz basidiomas que ocorrem isolados ou em pequenos grupos. O píleo atinge até 10 cm de diâmetro e frequentemente desenvolve uma depressão central rasa. Sua superfície é densamente coberta por escamas finas e pulverulentas — as do centro tendem a ficar eretas, enquanto as próximas à margem permanecem planas. Os píleos jovens são amarelo-ocre, mas escurecem para marrom-amarelado com o tempo e podem apresentar manchas marrom-avermelhadas. Na face inferior do píleo, o himenóforo é composto por dentes delgados voltados para baixo de até 5 mm de comprimento; estes iniciam esbranquiçados e gradualmente tornam-se marrom-púrpura. A carne é branca em toda a sua extensão, mas apresenta tons esverdeados a acinzentados na base do estipe, e emite um leve odor de amêndoa amarga quando fresca.[5]
O estipe é cilíndrico, medindo 3–7 cm de altura por 1–3 cm de espessura. Inicialmente é tomentoso — revestido por uma camada macia e lanosa de pelos —, mas torna-se liso (glabro) com a idade. Sua cor corresponde à do píleo, exceto na base, que frequentemente torna-se azul-esverdeada a verde-acinzentada e pode ser recoberta por micélio pálido. Ao microscópio, o tecido do píleo é composto por hifas septadas simples — células filiformes divididas por septos transversais — de até 20 μm de largura. Os esporos são marrom-pálidos, de contorno angular pronunciado e medem aproximadamente 6,3–7,6 por 4,5–5,2 μm.[5]
Habitat e distribuição
Hydnellum fennicum está distribuída principalmente na Noruega continental e mais a leste. Forma ectomicorrizas com pinheiros.[5] É considerada criticamente em perigo na Suíça.[6]
Ver também
Referências
- ↑ Larsson; Svantesson; Miscevic; Kõljalg; Larsson (2019). «Reassessment of the generic limits for Hydnellum and Sarcodon (Thelephorales, Basidiomycota)». MycoKeys (54): 31–47. PMC 6579789
. PMID 31231164. doi:10.3897/mycokeys.54.35386 - ↑ «GSD Species Synonymy: Sarcodon fennicus (P. Karst.) P. Karst.». Species Fungorum. CAB International. Consultado em 4 de fevereiro de 2016
- ↑ Karsten, P. (1882). «Rysslands, Finlans och den Skandinaviska halföns Hattsvampar. Sednare Delen: Pip-, Tagg-, Hud-, Klubb- och Gelésvampar». Bidrag till Kännedom av Finlands Natur och Folk. 37: 104
- ↑ Karsten, P.A. (1887). «Fungi novi vel minus bene cogniti Fenniae et Galliae». Revue Mycologique Toulouse (em latim). 9: 9–11
- 1 2 3 Ryvarden, Leif (2024). Hydnoid Genera – A World Synopsis. Col: Synopsis Fungorum. 50. Oslo: Fungiflora
- ↑ Senn-Irlet, B.; Bieri, G.; Egli, S. (2007). Lista Rossa Macromiceti. Lista Rossa delle specie minacciate in Svizzera. UV-0718-I (Relatório) (em italiano). Bern: Ufficio federale dell’ambiente
