Hydnellum fennicum

Hydnellum fennicum

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Thelephorales
Família: Bankeraceae
Género: Hydnellum
Espécie: H. fennicum
Nome binomial
Hydnellum fennicum
(P.Karst.) E.Larss., K.H.Larss. & Kõljalg[1]
Sinónimos[2]
  • Sarcodon scabrosus var. fennicus P.Karst. (1882)
  • Hydnum fennicum (P.Karst.) Sacc. (1888)
  • Phaeodon fennicus (P.Karst.) Henn. (1898)
  • Hydnellum fennicus (P.Karst.) P.Karst. (1887)

Hydnellum fennicum é uma espécie de fungo hidnoide da família Bankeraceae. Nativa do norte da Europa, forma associações ectomicorrízicas com pinheiros. É reconhecida pelo seu píleo marrom-amarelado coberto por escamas finas pulverulentas e pelos dentes voltados para baixo na face inferior, que mudam de esbranquiçados para marrom-purpura. O fungo é considerado criticamente em perigo na Suíça devido à perda de habitat.

Taxonomia

Foi originalmente descrita pelo micologista finlandês Petter Karsten em 1882 como uma variedade de Hydnellum scabrosum.[3] Karsten a classificou como uma espécie distinta em 1887.[4]

Descrição

Hydnellum fennicum produz basidiomas que ocorrem isolados ou em pequenos grupos. O píleo atinge até 10 cm de diâmetro e frequentemente desenvolve uma depressão central rasa. Sua superfície é densamente coberta por escamas finas e pulverulentas — as do centro tendem a ficar eretas, enquanto as próximas à margem permanecem planas. Os píleos jovens são amarelo-ocre, mas escurecem para marrom-amarelado com o tempo e podem apresentar manchas marrom-avermelhadas. Na face inferior do píleo, o himenóforo é composto por dentes delgados voltados para baixo de até 5 mm de comprimento; estes iniciam esbranquiçados e gradualmente tornam-se marrom-púrpura. A carne é branca em toda a sua extensão, mas apresenta tons esverdeados a acinzentados na base do estipe, e emite um leve odor de amêndoa amarga quando fresca.[5]

O estipe é cilíndrico, medindo 3–7 cm de altura por 1–3 cm de espessura. Inicialmente é tomentoso — revestido por uma camada macia e lanosa de pelos —, mas torna-se liso (glabro) com a idade. Sua cor corresponde à do píleo, exceto na base, que frequentemente torna-se azul-esverdeada a verde-acinzentada e pode ser recoberta por micélio pálido. Ao microscópio, o tecido do píleo é composto por hifas septadas simples — células filiformes divididas por septos transversais — de até 20 μm de largura. Os esporos são marrom-pálidos, de contorno angular pronunciado e medem aproximadamente 6,3–7,6 por 4,5–5,2 μm.[5]

Habitat e distribuição

Hydnellum fennicum está distribuída principalmente na Noruega continental e mais a leste. Forma ectomicorrizas com pinheiros.[5] É considerada criticamente em perigo na Suíça.[6]

Ver também

Referências

  1. ↑ Larsson; Svantesson; Miscevic; Kõljalg; Larsson (2019). «Reassessment of the generic limits for Hydnellum and Sarcodon (Thelephorales, Basidiomycota)». MycoKeys (54): 31–47. PMC 6579789Acessível livremente. PMID 31231164. doi:10.3897/mycokeys.54.35386
  2. ↑ «GSD Species Synonymy: Sarcodon fennicus (P. Karst.) P. Karst.». Species Fungorum. CAB International. Consultado em 4 de fevereiro de 2016
  3. ↑ Karsten, P. (1882). «Rysslands, Finlans och den Skandinaviska halföns Hattsvampar. Sednare Delen: Pip-, Tagg-, Hud-, Klubb- och Gelésvampar». Bidrag till Kännedom av Finlands Natur och Folk. 37: 104
  4. ↑ Karsten, P.A. (1887). «Fungi novi vel minus bene cogniti Fenniae et Galliae». Revue Mycologique Toulouse (em latim). 9: 9–11
  5. 1 2 3 Ryvarden, Leif (2024). Hydnoid Genera – A World Synopsis. Col: Synopsis Fungorum. 50. Oslo: Fungiflora
  6. ↑ Senn-Irlet, B.; Bieri, G.; Egli, S. (2007). Lista Rossa Macromiceti. Lista Rossa delle specie minacciate in Svizzera. UV-0718-I (Relatório) (em italiano). Bern: Ufficio federale dell’ambiente