Hydnellum gracilipes

Hydnellum gracilipes

Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Thelephorales
Família: Bankeraceae
Género: Hydnellum
Espécie: H. gracilipes
Nome binomial
Hydnellum gracilipes
(P.Karst.) P.Karst. (1879)
Sinónimos[2]
  • Hydnum gracilipes P.Karst. (1866)
  • Calodon gracilipes (P.Karst.) P.Karst. (1881)

Hydnellum gracilipes é uma espécie de fungo hidnoide da família Bankeraceae. Os basidiomas do fungo têm coloração rosada a marrom-avermelhada, uma textura delicada descrita como “felpuda ou semelhante a papel” e estipes frágeis. H. gracilipes é encontrada no norte da Europa, onde forma associação ectomicorrízica com pinheiros.

Taxonomia

O fungo foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1866 pelo micologista finlandês Petter Karsten, que o chamou de Hydnum gracilipes. Ele o transferiu para o gênero Hydnellum em 1879.[3]

Descrição

Hydnellum gracilipes forma pequenos basidiomas pedunculados com píleos de até 3 mm de diâmetro. Os píleos jovens são revestidos por pelos finos (tomentosos), conferindo-lhes uma sensação aveludada; à medida que amadurecem, esses pelos caem e a superfície torna-se opaca e lisa (glabra). O tom geral é marrom-púrpura pálido, tendendo para um tom mais amarelado no centro. Na face inferior, dentes curtos apontando para baixo atingem até 2 mm de comprimento; estes são inicialmente marrom-púrpura pálidos e escurecem ligeiramente com a idade. A carne é muito fina — cerca de 1,5 mm de espessura — e apresenta uma aparência fracamente bipartida (dúplex), tornando-se marrom-púrpura suave na maturidade.[4]

O estipe mede até 1,5 cm de altura e cerca de 4 mm de espessura. Assim como o píleo, inicia com uma cobertura fina e tomentosa e depois se torna liso, mantendo a mesma cor do píleo. Ao microscópio, as hifas (células filamentosas) são septadas simples — significando que cada célula é dividida por septos transversais — e variam de 2 a 6 μm de largura. Os esporos produzidos nos dentes são pequenos (4,3–4,6 por 2,7–3,6 μm), de cor pálida e ornamentados com minúsculas projeções superficiais, o que ajuda na identificação da espécie.[4] Eles são aproximadamente esféricos com diâmetro de no máximo 5 μm.[5]

Habitat e distribuição

O fungo Hydnellum gracilipes está amplamente distribuído no norte da Europa, onde forma ectomicorrizas com coníferas.[6] Na Noruega, o limite norte de sua distribuição está em Finnmark.[4] Coletas feitas na Escócia foram encontradas ao levantar a densa cobertura vegetal de urze (Calluna vulgaris), que o fungo parece usar como suporte para compensar seu estipe frágil.[5]

Ver também

Referências

  1. ↑ Brandrud, T.-E. (2015). «Hydnellum gracilipes». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2015. doi:10.2305/IUCN.UK.2015-4.RLTS.T76170958A76170972.enAcessível livremente. Consultado em 29 de abril de 2026
  2. ↑ «GSD Species Synonymy: Hydnellum gracilipes (P. Karst.) P. Karst.». Species Fungorum. CAB International. Consultado em 29 de abril de 2026
  3. ↑ Karsten, P.A. (1879). «Symbolae ad mycologiam Fennicam. VI». Meddelanden Af Societas Pro Fauna et Flora Fennica (em latim). 5: 15–46
  4. 1 2 3 Ryvarden, Leif (2024). Hydnoid Genera – A World Synopsis. Col: Synopsis Fungorum. 50. Oslo: Fungiflora. p. 31
  5. 1 2 Ainsworth, M. (2011). «Hydnellum cumulatum and H. gracilipes: two overlooked Scottish hydnoids new to Britain». Field Mycology. 12 (4): 139–143. doi:10.1016/j.fldmyc.2011.09.011
  6. ↑ Kõljalg, U.; Renvall, P. (2000). «Hydnellum gracilipes: a link between stipitate and resupinate Hymenomycetes». Karstenia. 40 (1–2): 71–77. doi:10.29203/ka.2000.355