InterCement Brasil
| InterCement Brasil | |
|---|---|
![]() | |
| Razão social | InterCement Brasil S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Cimpor Cimentos do Brasil S.A. (1997-2012) |
| Subsidiária | |
| Atividade | Cimento |
| Fundação | 1997 |
| Fundador(es) | Cimpor |
| Sede | São Paulo, SP, Brasil |
| Área(s) servida(s) | Fábricas instaladas em Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo |
| Proprietário(s) | InterCement |
| Produtos | Fabricação de cimentos, concreto, argamassa, cal e agregados de construção civil |
| Marcas |
|
| Website | brasil |
InterCement Brasil é uma divisão das atividades da empresa cimenteira InterCement no Brasil onde detém as marcas Cauê, Zebu e Goiás. A empresa atua em noves estados do país. Apesar de ser controlada pela InterCement, ela é controlada indiretamente pelo grupo argentino Emes.
História
Em 1974, o Cimento Cauê, fundada em 1953 em Pedro Leopoldo, Minas Gerais inaugurou sua primeira fábrica de cimentos da empresa fora do estado. Uma em Apiaí, no interior de São Paulo.
Em 1993, inaugura a sua segunda fábrica em Bodoquena, no Mato Grosso do Sul.
Em 1997, o grupo Camargo Corrêa, comprou o Cimento Cauê.[1] Também no mesmo ano, o grupo português Cimpor entrou no Brasil e comprou as fábricas no país: a Cisafra em Campo Formoso, na Bahia e a Serrana nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.[2]
Em 1999, a Cimpor adquiriu as fábricas do grupo Brennand nos estados da Paraíba, Alagoas e Goiás.[2]
Em 2010, um consórcio formado entre os grupos brasileiros Camargo Corrêa e Votorantim compraram a participação na portuguesa Cimpor que pertenciam a Teixeira Duarte e Lafarge, respectivamente.[3][4] No mesmo ano, os dois grupos fizeram uma troca de ativos na Cimpor, ficando a Camargo Corrêa como o único controlador.[5] Dois anos depois, a compra foi analisada e aprovada pelo CADE.[6] A sua competidora Votorantim ficou com os ativos da Cimpor no Brasil (com uma única fábrica no estado de Santa Catarina), Espanha, Peru, China, Índia, Turquia, Marrocos e Tunísia e a Camargo Corrêa ficou com os ativos da empresa portuguesa também no Brasil (em algumas partes), Moçambique, África do Sul e no Egito formando assim a InterCement. Em 2019, a Cimpor foi vendida para o grupo turco OYAK, passando a empresa continuar suas operações em Portugal, Cabo Verde, Costa do Marfim e Camarões.[7]
Em 2024, a InterCement enfrentou uma recuperação judicial no Brasil por duas vezes.[8] A primeira fase foi concluída no ano seguinte e a segunda fase foi concluída em outro ano, mas precisamente em 2026. Após quase trinta anos no controle, a Mover (antiga Camargo Corrêa) deixou de controlar a InterCement passando nas mãos dos argentinos do grupo Emes, controlada pela família Mindlin.[9]
Referências
- ↑ Santiago, Carlos Henrique (18 de abril de 1997). «Camargo Corrêa compra Cauê em MG». Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de maio de 2025
- 1 2 Moherdaui, Bel (9 de setembro de 1999). «Cimpor compra três fábricas brasileiras». Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ Souza Ribeiro, Rafael (10 de fevereiro de 2010). «Camargo Corrêa compra 22% de participação na Cimpor por € 1 bilhão». InfoMoney. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ «Votorantim compra 17,3% da Cimpor que pertenciam à Lafarge». Gazeta do Povo. 3 de fevereiro de 2010. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ Friedlander, David (10 de outubro de 2010). «Camargo Corrêa torna-se maior acionista da Cimpor». Exame. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ «Cade aprova compra da Cimpor pela Camargo Corrêa». Gazeta do Povo. 4 de julho de 2012. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ «Grupo turco Oyak deve pagar US$795 milhões por unidades da InterCement em Portugal e Cabo Verde». UOL. 26 de outubro de 2018. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ Andrade, Vinícius; Belotti Azevedo, Giovanna (4 de dezembro de 2024). «InterCement pede recuperação judicial com R$ 14,2 bilhões em dívidas». Bloomberg Línea Brasil. Consultado em 7 de abril de 2026
- ↑ Beck Bohn, Marcos (6 de abril de 2026). «InterCement conclui segunda etapa do plano de recuperação judicial e troca acionistas; braço cimenteiro da Mover encerrou era sob controle da família Camargo Corrêa». Times Brasil. Consultado em 7 de abril de 2026
