John Fiske
| John Fiske | |
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| Nascimento | Edmund Fisk Green 30 de março de 1842 Hartford |
| Morte | 4 de julho de 1901 (59 anos) Gloucester |
| Residência | Berkeley Street |
| Sepultamento | Petersham Center Cemetery |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Progenitores |
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| Alma mater | |
| Ocupação | historiador, filósofo, advogado, escritor |
John Fiske (30 de março de 1842 – 4 de julho de 1901) foi um filósofo e historiador norte-americano. Foi fortemente influenciado por Herbert Spencer e aplicou os conceitos de evolução de Spencer em seus próprios escritos sobre linguística, filosofia, religião e história.[1]
Biografia
John Fiske nasceu com o nome Edmund Fiske Green em Hartford, Connecticut, em 30 de março de 1842.[2] Era filho único de Edmund Brewster Green, de Smyrna, Delaware, e de Mary Fiske Bound, de Middletown, Connecticut. Seu pai foi editor de jornais em Hartford, Nova Iorque e no Panamá, onde faleceu em 1852; sua viúva casou-se com Edwin W. Stoughton, de Nova Iorque, em 1855.[3] Com o segundo casamento de sua mãe, Edmund Fiske Green adotou o nome de seu bisavô materno, John Fiske.
Ainda criança, Fiske demonstrou notável precocidade. Viveu em Middletown com sua avó durante a infância e, antes de ingressar na faculdade, já havia lido amplamente literatura e história inglesas, se destacado nos estudos de grego e latim, e aprendido várias línguas modernas.[4] Ingressou na Harvard, graduando-se pelo Harvard College em 1863 e pela Harvard Law School em 1865. Foi admitido na ordem dos advogados em 1864, mas exerceu a advocacia por pouco tempo.[5] Sua carreira como escritor teve início em 1861, com um artigo intitulado "Mr. Buckle's Fallacies", publicado no National Quarterly Review. Após não conseguir renda suficiente com a advocacia, passou a contribuir frequentemente com artigos freelance para periódicos norte-americanos e britânicos.[3][5]
De 1869 a 1871, foi professor universitário de filosofia em Harvard; em 1870, instrutor de história na mesma instituição; e bibliotecário assistente de 1872 a 1879. Ao deixar esse último cargo em 1879, foi eleito membro do conselho de supervisores e, ao término do mandato de seis anos, foi reeleito em 1885. A partir de 1881, lecionou anualmente história norte-americana na Universidade Washington em St. Louis e, a partir de 1884, ocupou uma cátedra de história norte-americana nessa instituição, mas continuou residindo em Cambridge, Massachusetts. Lecionou história norte-americana no University College London em 1879 e na Royal Institution da Grã-Bretanha em 1880. Proferiu centenas de conferências, sobretudo sobre história norte-americana, nas principais cidades dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.[3] Fiske foi eleito membro da American Antiquarian Society em 1884.[6]
A maior parte de sua vida foi dedicada ao estudo da história, mas, desde jovem, suas investigações sobre a natureza do progresso humano o conduziram ao estudo aprofundado da doutrina da evolução, e foi pela popularização da obra de Herbert Spencer que ele se tornou conhecido do público.[3] Dedicou-se à interpretação filosófica da obra de Darwin e produziu numerosos livros e ensaios sobre o tema. Sua filosofia foi influenciada pelas ideias de Herbert Spencer sobre evolução. Em uma carta de Charles Darwin a John Fiske, datada de 1874, o naturalista observa: "Nunca em minha vida li um expositor tão lúcido (e, portanto, pensador) como você."

O entusiasmo do século XIX pelo tamanho do cérebro como medida simples do desempenho humano — defendido por cientistas como o primo de Darwin, Francis Galton, e o neurologista francês Paul Broca — levou Fiske a acreditar na superioridade racial da "raça anglo-saxã". Suas crenças raciais não o impediram, contudo, de se comprometer com causas abolicionistas. Tão contrário à escravidão era ele que, vinte e três anos após o fim da Guerra Civil Americana, declarou completa a vitória do Norte, "apesar dos fracos lamentos" de "fanáticos irrecuperáveis".[7] Em seu livro The Destiny of Man (1884), dedica um capítulo inteiro ao "Fim da ação da seleção natural sobre o homem", descrevendo-o como "um fato de grandiosidade sem paralelo". Em sua visão, "a ação da seleção natural sobre o Homem foi [...] essencialmente diminuída pela operação das condições sociais."
Em obras como Outlines of Cosmic Philosophy (ISBN 0-384-15780-7), Fiske buscou demonstrar que "na realidade nunca houve qualquer conflito entre religião e ciência, nem é necessária qualquer reconciliação onde sempre existiu harmonia." Na página 364, demonstra sua sensibilidade ao Cristianismo como religião:
Citação: Chegamos a uma razão mais profunda do que a que até então foi revelada para a diferença entre nossa posição em relação ao Cristianismo e aquela assumida pelo Radicalismo e pelo positivismo. Não é meramente que nos recusamos a atacar o Cristianismo porque reconhecemos sua necessária adaptação a um determinado estágio de cultura, ainda não superado pelas mentes comuns da comunidade; é que ainda consideramos o Cristianismo como, no sentido mais profundo, nossa própria religião.[8]
Fiske foi um conferencista popular sobre esses temas no início de sua carreira, e muitos de seus livros da década de 1870 foram primeiramente apresentados ao público na forma de conferências ou artigos de revistas, revisados e reunidos sob um título geral.[4] Entre eles, em The Destiny of Man Viewed in the Light of his Origin (1884), argumenta que a força intelectual é algo posterior, superior e mais potente do que a força física, conduzindo a uma linha de pensamento moral e altruísta. Esse intelecto pode ou deve ser duradouro, ou em sua forma mais elevada, imortal. Em The Idea of God as Affected by Modern Knowledge (1885), Fiske aborda o problema teísta e declara que a mente humana, em seu desenvolvimento, torna-se uma indicação iluminadora da mente de Deus, a qual, como grande causa imanente, inclui e controla tanto as forças físicas quanto as morais.[9]
Mais tarde, voltou-se para escritos históricos, publicando obras como The Discovery of America (1892). Além disso, editou, em parceria com James Grant Wilson, a Appletons' Cyclopædia of American Biography (1887). Faleceu em Gloucester, Massachusetts, em 4 de julho de 1901.[10]
Bibliografia
Geral

- "Mr. Buckle's Fallacies" (1861)
- The Progress From Brute to Man Texto online da North American Review, 1871
- Myths and Myth Makers (1872) (Publicação online)
- Outlines of Cosmic Philosophy (1874)
- The Unseen World (1876) (Publicação online)
- Darwinism and Other Essays (1879; revisado e ampliado, 1885)
- Excursions of an Evolutionist (1883)
- The Destiny of Man Viewed in the Light of his Origin (1884)
- The Idea of God as Affected by Modern Knowledge (1885)
- Origin of Evil (1899)
- A Century of Science and Other Essays (1899)
- Through Nature to God (1899)
- Life Everlasting (a Conferência Ingersoll, 1901)
História
- American Political Ideas Viewed from the Standpoint of Universal History (1885)
- The Critical Period of American History, 1783–89 (1888) (Publicação online)

- The Beginnings of New England (1889)
- The War of Independence, livro para jovens (1889)
- Civil Government of the United States (1890)
- The American Revolution (dois volumes, 1891)
- The Discovery of America (dois volumes, 1892) (Publicação online)
- A United States History for Schools (1895)
- Old Virginia and her Neighbors (dois volumes, 1897)
- Dutch and Quaker Colonies in America (dois volumes, 1899)[11]
- The Mississippi Valley in the Civil War (1900)
- Essays, Literary and Historical (1902)[12]
- New France and New England (1902)[12]
- Uma coletânea de suas obras históricas foi publicada em 1912 como Historical Works (Edição Popular), em onze volumes.
Ver também
- Filosofia norte-americana
- Lista de filósofos norte-americanos
- Monte Fiske
Referências
- ↑ Berman, Milton (2000). «Fiske, John». American National Biography. Oxford University Press. doi:10.1093/anb/9780198606697.article.1400192
- ↑ Sanders, J. B. (1930). «John Fiske». The Mississippi Valley Historical Review. 17 (2): 264–277. ISSN 0161-391X. JSTOR 1892601. doi:10.2307/1892601
- 1 2 3 4 Wilson, J. G.; Fiske, J., eds. (1900). "Fiske, John (author)" . Appletons' Cyclopædia of American Biography. New York: D. Appleton
- 1 2 Richardson 1911, p. 437.
- 1 2 Berman, Milton (1961). John Fiske: The Evolution of a Popularizer. Cambridge: Harvard University Press. pp. 55–57
- ↑ «Members | American Antiquarian Society». www.americanantiquarian.org. Consultado em 31 de março de 2026
- ↑ Fiske, John. "Preface to the First Edition" of The Critical Period of American History (1888). Houghton, Mifflin & Co., 1897, p. xi.
- ↑ Fiske, John (abril de 2003). Outlines of cosmic philosophy part 4, Published 2003 Kessinger Publishing, page 364. [S.l.]: Kessinger. ISBN 9780766155763
- ↑ Richardson 1911, p. 438.
- ↑ Davis, Andrew McFarland (1902). «John Fiske». Proceedings of the American Academy of Arts and Sciences. 37 (23): 665–678. ISSN 0199-9818. JSTOR 20021723
- ↑ «Review: Dutch and Quaker Colonies in America by John Fiske». The Athenæum (3767): 7–8. 6 de janeiro de 1900
- 1 2 «Review of Essays, Historical and Literary. 2 vols.—New France and New England by John Fiske». The Athenaeum (3940): 560–561. 2 de maio de 1903
Referências
Este artigo incorpora texto de uma publicação em domínio público: «Fiske, John (1842-1901)». Nova Enciclopédia Internacional (em inglês). 1905- Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.
- Fiske, John. (1884). The Destiny of Man Viewed in the Light of his Origin. Macmillan (reeditado pela Cambridge University Press, 2009; ISBN 978-1-108-00513-5)
Leitura adicional
- Berman, Milton (2000). «Fiske, John». American National Biography. Oxford University Press. doi:10.1093/anb/9780198606697.article.1400192
- Commager, Henry Steele (1936–41). "John Fiske: An Interpretation," Proceedings of the Massachusetts Historical Society, Third Series, Vol. 66, pp. 332–345.
- Sanders, J.B. (1930). "John Fiske," The Mississippi Valley Historical Review, Vol. 17, No. 2, pp. 264–277.
- Saum, Lewis O. (1985). "John Fiske and the West," Huntington Library Quarterly, Vol. 48, No. 1, pp. 47–68.
Ligações externas
- Obras de John Fiske (em inglês) no Projeto Gutenberg
- Obras de John Fiske (em inglês) no LibriVox (livros falados em domínio público)

- Obras de ou sobre John Fiske no Internet Archive
- Obras de John Fiske na Hathi Trust
| Precedido por Sebastião da Rocha Pita (patrono) |
1900 — 1901 |
Sucedido por Cândido de Figueiredo |

