Literatura

A Leitora, óleo de Jean-Honoré Fragonard, 1770–1772

Literatura é a arte que usa a linguagem escrita como meio de expressão, seja em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos;[1][2] sendo o conjunto de obras escritas ou orais às quais reconhecemos um valor estético.[1][2] Abrange qualquer coleção de obras escritas, incluindo impressa e digital.[3][4]

Conceito

A palavra literatura vem do latim litteratura, fazendo referência às letras.[5] Um dominador dessa arte era chamador litterator.[6] É possível que se trate de uma tradução do grego grammatikee, ou seja, gramática, significando "a arte das letras".[7]

Em latim, litteratura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as técnicas da gramática, da retórica e da poética.[8] Nesta concepção, a Literatura lida com o domínio da gramática e a estilística,[9][10] referindo-se, por extensão, ao ofício de escrever.

O termo literatura também costuma ser usado para se referir a um conjunto de obras escritas (ou seja, como sinônimo de bibliografia).[11][12] Também é usado como referência a um conjunto escolhido de textos, por exemplo a literatura portuguesa, a literatura inglesa, a literatura brasileira, a literatura japonesa, etc.[8][13][14]

O conceito que hoje damos ao termo foi por muito tempo referido por palavras como poesia, eloquência, verso e prosa, entre outros[15]. Foi somente na segunda metade do século XVIII, com autores como Diderot, que a literatura foi concebida como uma arte e como o conjunto de suas manifestações[16].

Deste modo, segundo Vítor Manuel de Aguiar e Silva, há duas maneiras de trabalhar a literatura: primeiro, como uma forma de linguagem artística, donde se trabalha essencialmente a questão da literariedade; depois, como a manifestação dessa linguagem em um texto literário[17].

Literariedade

Na primeira metade do século XX, as novas correntes de teoria literária procuraram construir "uma definição referencial de literatura", isto é, reconhecer a literatura como uma linguagem específica e delimitar as características que diferenciam textos literários de não-literários[18]. Essa ideia remonta à distinção pitagórica entre a linguagem "nua", usada no discurso comum, e a linguagem "ornamentada", usada por poetas e sábios[19].

Nesse movimento, as ideias mais célebres vieram dos teóricos do formalismo russo, que procuraram trabalhar a linguagem literária como uma função da linguagem verbal[20]. Viktor Chklovsky, no ensaio A arte como procedimento (1916), definiu a existência de dois discursos: o prosaico e o poético, sendo este marcado pelo estranhamento, isto é, pela forma pouco usual em que são trabalhados os fonemas e os sintagmas do discurso[21]. Roman Jakobson, no ensaio A nova poesia russa (1921), definiu a literatura como "a linguagem em sua função estética" e afirmou que o objeto da ciência da literatura era a literariedade, termo que se popularizou para se referir a "o que faz de uma determinada obra uma obra literária"[22].

Mais tarde, Jakobson ampliou sua teoria e definiu que a principal marca da literatura seria a predominância da função poética no discurso, que também pode aparecer em textos não-literários, mas de modo subdominante. A função poética ocorre quando a escolha dos fonemas, dos morfemas e dos sintagmas (o chamado eixo de seleção) adquire tanta importância quanto a sua posição no discurso (o chamado eixo de combinação), de modo que aliterações, assonâncias, ritmo verbal, paralelismos, jogos de palavras e outras figuras de linguagem assumem importância vital no texto[23].

A presença da função poética garante ao texto literário ambiguidade, plurissignificação e uma finalidade em si mesmo, características que possibilitam a apreciação estética e configuram a arte[24].

Ainda no século XX, muitos autores questionaram o conceito de literariedade e a conceituação referencial da literatura, alegando, entre outras coisas, que não há características presentes em todas as obras literárias e apenas nelas[25]; que a configuração de um texto literário não depende apenas de suas características formais, mas também questões extralinguísticas, como a participação do leitor[26]; e que alguns textos são considerados como literários para determinadas culturas e para outras não[27]. Ainda assim, muitos autores defendem o conceito de literariedade, ainda que de modo restrito[28].

Texto literário

Um texto literário é marcado, acima de tudo, pela função poética da linguagem. Se debruça sobre o sentido conotativo, figurado de cada palavra, procurando estender ao máximo a capacidade criativa da língua para provocar um prazer estético. Alguns teóricos defendem que (além desse objetivo estético), a literatura, como arte, deve exprimir apenas conteúdos subjetivos (mas alguns autores defendem que não). Além disso, outros teóricos defendem que literatura se refere apenas à produção de textos feitos para serem lidos, deixando de fora à compreensão do termo manifestações como composições musicais e textos teatrais.

A literatura não é um dado estático, mas um fenómeno em constante mutação. Segundo a análise de António José Saraiva e Óscar Lopes, a sua evolução é indissociável da matriz socioeconómica: desde a oralidade técnica dos jograis até à institucionalização nos mosteiros, a linguagem literária articula-se com as ideologias e as expectativas das classes sociais de cada época.[29]

Com a invenção da tipografia e, mais tarde, com a ascensão da burguesia no século XIX, o escritor emancipou-se do mecenato aristocrático para depender do mercado editorial. Esta mudança impulsionou o Romance como o género burguês por excelência, adaptado a uma leitura individual e urbana.[30]

Gêneros literários

Gênero literário é um termo empregado pela teoria da literatura para classificar os muitos textos literários que existem pelo mundo a partir de suas características comuns - propósito, linguagem etc. Um gênero literário é uma forma que temos de expressar o conteúdo literário.

Desde Aristóteles foram feitas diversas tentativas para classificar com precisão os gêneros literários. Hoje em dia, a grande maioria dos autores trabalham com dois gêneros literários: poesia e prosa. A poesia seria a manifestação literária de conteúdos relacionados ao "eu" [31] (ex.: o amor que eu sinto por determinada mulher), compreendendo formas como o soneto, o haiku - poemas em geral; enquanto que a prosa seria a manifestação literária de conteúdos relacionados ao "não-eu" (ex.: os impactos do racismo no negro brasileiro), compreendendo formas como o romance, o conto, a novela, o ensaio, a crônica etc.

Há diversos debates entre especialistas sobre a literariedade do teatro. A maioria dos autores, hoje, defende que tal manifestação não pode ser considerada literária, da mesma forma que um roteiro de cinema também não o pode. Outros autores, porém, defendem que o texto teatral (o roteiro da peça), apenas, pode sim ser considerada literária.

Gênero Característica Principal Exemplos Canónicos
Lírico Expressão do "eu", subjetivismo, musicalidade. Fernando Pessoa, Camões, Safo.
Épico / Narrativo Presença de narrador, tempo e espaço. Homero, Machado de Assis, Cervantes.
Dramático Texto para encenação, conflito direto. Sófocles, Shakespeare, Gil Vicente.

Áreas do conhecimento relacionadas à literatura

  • Teoria literária / Teoria da Literatura: se debruça sobre a natureza da literatura, discutindo questões como conceito e gêneros literários;
  • Literatura comparada: se debruça sobre o estudo de obras literárias de diferentes culturas, línguas ou períodos, buscando identificar relações, influências, semelhanças e contrastes entre elas; essa área visa compreender como temas, formas e ideias literárias se transformam e dialogam ao longo do tempo e entre diferentes tradições;
  • Análise literária: se debruça sobre as formas corretas de se interpretar e analisar uma obra literária;
  • Crítica literária: se debruça sobre a análise de obra(s) literária(s) com o intuito de avaliar e compreender o cenário literário atual - tendências, problemas e motivações - e/ou a(s) obra(s) analisada(s);
  • Historiografia literária: se debruça sobre a análise de diversas obras, em conjunto com a análise do contexto histórico e cultural de tais obras, com o intuito de avaliar e compreender as tendências, os problemas e as motivações literárias de determinado período da história.

Além dessas quatro áreas - que tratam especificamente de literatura -, diversos outros campos dialogam fortemente com a literatura, como é o caso da filologia e da produção de texto.

Referências

  1. 1 2 Aulete, Caldas; Geiger, Paulo (2011). «Literatura». Novíssimo Aulete: dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Col: Obras de referência. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 862. ISBN 978-85-86368-75-2. OCLC 843013718. 1. Liter. Arte que usa a linguagem escrita como meio de expressão. 2. Teoria ou estudo da composição literária. 3. Conjunto da produção literária de um país, de uma época etc. (literatura francesa).
  2. 1 2 Borba, Francisco S. (2011). «Literatura». Dicionário UNESP do português contemporâneo 1ª ed. Curitiba: Piá Ltda. p. 849. ISBN 978-85-64474-00-0. [Ab] 1. arte de compor ou escrever trabalhos em prosa ou verso com o objetivo de atingir a sensibilidade ou a emoção do leitor ou do ouvinte: As cartas perdidas podiam ser obras-primas de Literatura. 2. disciplina que tem por tema as obras ou os autores literários: Fernando foi professor de Literatura. 3. atividade literária: Teve de abandonar a literatura para ganhar algum dinheiro. [Co] 4. conjunto de obras literárias: Passou em revista a literatura brasileira. 5. conjunto de obras escritas sobre determinado assunto; bibliografia: 'A pesquisa está na fase de revisão da literatura. Nas acepções 1 e 2 grafa-se com inicial maiúscula.
  3. ↑ Bootz, Philippe (março de 1996). «La littérature informatique : une metamorphose de la littérature» (PDF). Université de Lille III. Révue de l'EPI (em francês) (81): 171-180. Consultado em 12 de junho de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 31 de maio de 2025
  4. ↑ Vuillemin, Alain (janeiro de 1996). «L'informatique dans les études littéraires». Academia.edu. Révue de l'EPI (em francês): 179-187. Consultado em 12 de junho de 2024
  5. ↑ Torrinha, Francisco (1983) [1937]. «Litteratura». Dicionário Latino Português. Porto, Portugal: Gráficos Reunidos Ltda. p. 483. Litteratura, ae [litterae], f. 1. Ciência relativa às letras, arte de escrever e ler. 2. Instrução ; ciência ; saber.
  6. ↑ Torrinha, Francisco (1983) [1937]. «Litterator». Dicionário Latino Português. Porto, Portugal: Gráficos Reunidos Ltda. p. 483. Litterator, oris [id.], m. 1. Um sábio. 2. Homem com alguma instrução. 3. Mestre de gramática ; mestre escola.
  7. ↑ Harper, Douglas. «Grammar (n.)». Online Etymological Dictionary (em inglês). Consultado em 12 de junho de 2024. Cópia arquivada em 9 de março de 2013
  8. 1 2 Ribeiro, Débora. «Literatura». Dicio, Dicionário Online de Português. Consultado em 12 de junho de 2024. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025
  9. ↑ Denyer, Monique (25 de janeiro de 2024). «La grammaire, lit de la stylistique». Éditions Maison des Langues (EMDL) (em francês). Consultado em 12 de junho de 2024. Cópia arquivada em 11 de abril de 2025
  10. ↑ Chalard, Reynald André (17 de fevereiro de 2022). «Grammaire et Littérature : du «problématique» et du «mystérieux » dans la langue littéraire...». Les Lettres en Hypokhâgne – Lycée Pierre d’Ailly (em francês). Compiègne. Consultado em 12 de junho de 2024. Cópia arquivada em 11 de abril de 2025
  11. ↑ Caldas, Aulete. «Significado de literatura». Dicionário Caldas Aulete, Dicionário Online. Consultado em 12 de junho de 2024
  12. ↑ Borba, Francisco S. (2011). «Literatura». Dicionário UNESP do português contemporâneo 1ª ed. Curitiba: Piá Ltda. p. 849. ISBN 978-85-64474-00-0. 5. conjunto de obras escritas sobre determinado assunto; bibliografia: 'A pesquisa está na fase de revisão da literatura.
  13. ↑ Borba, Francisco S. (2011). «Literatura». Dicionário UNESP do português contemporâneo 1ª ed. Curitiba: Piá Ltda. p. 849. ISBN 978-85-64474-00-0. 4. conjunto de obras literárias: Passou em revista a literatura brasileira.
  14. ↑ Aulete, Caldas; Geiger, Paulo (2011). «Literatura». Novíssimo Aulete: dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Col: Obras de referência. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 862. ISBN 978-85-86368-75-2. OCLC 843013718. 3. Conjunto da produção literária de um país, de uma época etc. (literatura francesa).
  15. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. p. 3. Anteriormente à segunda metade do século XVIII, quando se pretende denominar a arte e o corpus textual que actualmente designamos por literatura, são utilizados lexemas e sintagmas como poesia, eloquência, verso e prosa, etc.
  16. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 4–6. Na segunda metade do século XVIII, o lexema literatura apresenta uma profunda evolução semântica, em estreita conexão com as transformações da cultura europeia nesse período histórico. [...] Num texto de Diderot escrito em 1751[...] literatura é uma arte e é também o conjunto das manifestações dessa arte, isto é, um conjunto de textos que se singulariza pela presença de determinados valores estéticos (le beau littéraire).
  17. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel de (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 39–40. A dilucidação do conceito de literatura implica o estudo de dois objectos ontológica e funcionalmente distintos, embora interdependentes, e implica, por conseguinte, o estabelecimento de dois planos analíticos diferenciados: torna-se necessário analisar, primeiramente, a literatura como sistema semiótico e os mecanismos do funcionamento da semiose literária; em seguida, torna-se necessário analisar a literatura como texto literário, isto é, como realização concreta e particular daquele sistema.
  18. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. p. 15. os três mais influentes e mais fecundos movimentos de teoria e crítica literárias da primeira metade do século actual — o formalismo russo, o new criticism anglo-norte-americano e a estilística — coincidem no reconhecimento da necessidade urgente, metodologicamente prioritária, de estabelecer com rigor um conceito de literatura qua literatura, isto é, enquanto fenómeno estético específico. Tácita ou explicitamente, proponham, ou não, taxativas definições de literatura, o formalismo russo, o new criticism e a estilística advogam o princípio de que os textos literários possuem caracteres estruturais peculiares que os diferenciam inequivocamente dos textos não-literários, daí procedendo a viabilidade e a legitimidade de uma definição referencial de literatura.
  19. ↑ FLORESCU, Vasile (1971). La retorica nel suo sviluppo storico. Bologna: Il Mulino. pp. 39–40
  20. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 47–48. No seio do formalismo russo, constituiu-se uma teoria explicativa da literariedade que estava destinada a conhecer uma fortuna excepcional nos estudos literários contemporâneos: a linguagem literária seria o resultado, o produto de uma função específica da linguagem verbal.
  21. ↑ Chklóvski, Victor (2014). «A arte como procedimento». Teoria da literatura: textos dos formalistas russos. São Paulo: Editora Unesp. pp. 83–109. ISBN 978-8539304967
  22. ↑ JAKOBSON, Roman (1977). Huit questions de poétique. Paris: Éditions du Seuil. p. 16. ISBN 2-02-004680-6. La poésie c’est le langage dans sa fonction esthétique. Ainsi, l’objet de la science de la littérature n ’est pas la littérature mais la littérarité, c’est-à-dire ce qui fait d ’une œuvre donnée une œuvre littéraire.
  23. ↑ FIORIN, José Luiz (2022). Introdução à linguística. I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto. pp. 39–40. ISBN 9788572441926. os textos com função poética empregam procedimentos no plano da expressão, sobretudo as diferentes formas de reiteração de sons (traços dos fonemas, sílabas, ritmos, entoações etc). Jakobson diz que a função poética projeta o princípio da equivalência do eixo de seleção sobre o eixo de combinação. [...] Jakobson insiste, com razão, que a função poética não ocorre apenas na poesia, em que, sem dúvida, é a função dominante, ou na literatura. Na fala do dia a dia, na publicidade, em textos de jornal ou religiosos, entre outros, ela também é, com frequência, usada, embora, esteja muitas vezes subordinada a outras funções da linguagem.
  24. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 62–63. a mensagem poética, enquanto organização formal, enquanto textura de significantes («o lado palpável dos sinais») — jogo de ritmos, aliterações, eufonias, rede de paralelismos, anáforas etc. —, constitui-se em finalidade de si mesma. [...] Esta projeção de similaridade na contiguidade gera uma «propriedade intrínseca, inalienável» de toda poesia — a ambiguidade, a plurissignificação
  25. ↑ TODOROV, Tzvetan (1973). «The notion of literature». The Johns Hopkins University Press. New Literary History. V (1): 15-16. Não existe nenhum denominador comum para todas as produções "literárias", a não ser o uso da linguagem.
  26. ↑ SEARLE, John R. (1975). «The logical status of fictional discourses». The Johns Hopkins University Press. New Literary History. VI (2): 320. Literatura é o nome de um conjunto de atitudes que adotamos em relação a um trecho de discurso, não o nome de uma propriedade interna de um trecho de discurso.
  27. ↑ AGUIAR E SILVA, Vìtor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 30–32. A heterogeneidade da literatura não se observa, todavia, apenas no plano diacrónico: manifesta-se igualmente no plano sincrónico, em conexão com factores variáveis de natureza sociocultural, ideológica e pragmática
  28. ↑ AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. p. 39. Em suma, as objecções e as dúvidas sobre a possibilidade de uma definição referencial de literatura são pertinentes sob vários aspectos, obrigam a reexaminar com novo rigor soluções teóricas rotineiras, mas revelam-se também, nalguns pontos muito importantes, mal fundamentadas, teoricamente inconsistentes e empiricamente refutáveis.
  29. ↑ SARAIVA, António José; LOPES, Óscar. História da Literatura Portuguesa. 17.ª ed. Porto: Porto Editora, 1996. p. 13-18. [S.l.: s.n.]
  30. ↑ SARAIVA, António José; LOPES, Óscar. Ob. cit., p. 25-32. [S.l.: s.n.]
  31. ↑ MOISÉS, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 71. ISBN 978-85-316-1181-0

Bibliografia

  • COUTINHO, Afrânio dos Santos. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
  • MOISÉS, Massaud. A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix, 2012.

Ligações externas