Luís Neves

Luís Neves
Ministro da Administração Interna da República Portuguesa
Período23 de fevereiro de 2026 – presente
GovernoXXV Governo Constitucional da Terceira República Portuguesa
Antecessor(a)Luís Montenegro (interinamente)
Maria Lúcia Amaral
Diretor Nacional da Polícia Judiciária
Período18 de junho de 2018 até 23 de fevereiro de 2026
Antecessor(a)Almeida Rodrigues
Sucessor(a)Carlos Cabreiro
Diretor da Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária
Período6 de abril de 2009 até 18 de junho de 2018
Diretor Nacional-Adjunto da Polícia Judiciária
Período1 de março de 2007 até 5 de abril de 2009
Coordenador Superior de Investigação Criminal da Polícia Judiciária
Período24 de outubro de 2006 até fevereiro/março de 2007
Coordenador de Investigação Criminal na Direção Central de Combate ao Banditismo da Polícia Judiciária
Período13 de dezembro de 1996 até 23 de outubro de 2006
Dados pessoais
Nome completoLuís António Trindade Nunes das Neves
Nascimento24 de setembro de 1965 (60 anos)
Fundão, Castelo Branco, Portugal
Alma materUniversidade Lusíada
PartidoIndependente
ProfissãoAdvogado (1992 até 1995) e inspetor da Polícia Judiciária (1995 até 1996)

Luís António Trindade Nunes das Neves, geralmente conhecido como Luís Neves (Fundão, Castelo Branco, 24 de setembro de 1965), é um polícia e político português sendo, desde fevereiro de 2026, Ministro da Administração Interna de Portugal. Foi diretor nacional da Polícia Judiciária entre 2018 e 2026, tendo desenvolvido uma carreira destacada na investigação criminal, especialmente nas áreas do terrorismo, criminalidade violenta e organizada e corrupção.[1][2][3]

Foi proposto para integrar o XXV Governo Constitucional pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, e aceite pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, após a demissão da anterior ministra Maria Lúcia Amaral.[1]

Carreira

Polícia Judiciária

Licenciado em Direito, Luís Neves iniciou a sua carreira profissional com uma breve passagem pela advocacia, ingressando na Polícia Judiciária em 1995.[1][4]

Esteve ligado ao combate à criminalidade violenta, terrorismo e criminalidade organizada desde o início da sua carreira policial, tendo investigado casos relacionados com terrorismo, tráfico de armas, tráfico de seres humanos e organizações extremistas.[1][4]

Ao longo da sua carreira, desempenhou várias funções na Polícia Judiciária, incluindo inspetor, coordenador, diretor-adjunto e diretor da unidade responsável pelo combate ao terrorismo, tendo sido o primeiro diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo.[4]

Em junho de 2018, foi nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária, cargo a que foi posteriormente reconduzido em 2021 e novamente em novembro de 2024.[5][2][1]

Durante o mandato, destacou-se pela modernização da instituição, incluindo o reforço do número de inspetores, digitalização de processos e aumento da cooperação internacional com organizações como a Interpol, Europol e o Eurojust.[2][1]

Participou e liderou investigações relevantes, incluindo sobre células da organização separatista ETA,[1] o caso do furto de material militar nos paióis de Tancos, a captura do ex-banqueiro João Rendeiro na África do Sul,[4] investigações relacionadas com redes extremistas, como o Grupo 1143, e crimes de ódio,[2] e operações contra corrupção e criminalidade organizada.[4] É considerado um dos principais especialistas portugueses em terrorismo e criminalidade organizada, tendo recebido várias condecorações nacionais e internacionais pelo seu trabalho.[1][5]

Ministro da Administração Interna

A 21 de fevereiro de 2026, foi nomeado Ministro da Administração Interna do XXV Governo Constitucional, após a demissão da sua antecessora, Maria Lúcia Amaral, assumindo a responsabilidade política pela coordenação das forças de segurança e proteção civil.[1] O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia considerou atípica a sua nomeação, uma vez que raramente um diretor de polícia é diretamente nomeado para um cargo governamental, tendo-a interpretado como uma escolha técnica e operacional.[6] Luís Neves assumiu funções num contexto de desafios estruturais, incluindo o reforço das forças de segurança, combate à criminalidade organizada e adaptação às novas ameaças à segurança interna.[2]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Luís Neves, Diretor Nacional da PJ, é o novo ministro da Administração Interna». www.cmjornal.pt. 21 de fevereiro de 2026. Consultado em 21 de fevereiro de 2026
  2. 1 2 3 4 5 Marcelino, Valentina (21 de fevereiro de 2026). «Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna: um polícia "do lado da solução", frontal e sem medo». Diário de Notícias (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2026
  3. ↑ «Justiça: A história do superpolícia que caçou João Rendeiro». Visão. 16 de dezembro de 2021. Consultado em 1 de abril de 2026
  4. 1 2 3 4 5 ECO (21 de fevereiro de 2026). «Quem é Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna». ECO. Consultado em 21 de fevereiro de 2026
  5. 1 2 Presidência do Conselho de Ministros e Gabinete da Ministra da Justiça (14 de novembro de 2024). «Despacho n.º 13487/2024, de 14 de novembro». Diário da República. Consultado em 21 de fevereiro de 2026. Nomeia diretor nacional da Polícia Judiciária Luís António Trindade Nunes das Neves.
  6. ↑ JN/Agências (21 de fevereiro de 2026). «De "escolha positiva" a "atípica": as reações à nomeação de Luís Neves». Jornal de Notícias. Consultado em 21 de fevereiro de 2026


Precedido por
Luís Montenegro
(por acumulação de funções)
Maria Lúcia Amaral
Ministro da Administração Interna
XXV Governo Constitucional
2026 — presente
Sucedido por
Incumbente