Mãe preta

Mãe Preta
Apresentação
Tipo
Fundação
Criador
Material
pedestal em granito, escultura em bronze
Abertura
Dimensões (A × L)
1,44 e 2,2
Estatuto patrimonial
patrimônio público listado pelo projeto Monumentos de São Paulo (d)
escultura listada no banco de dados do museu MuBE Virtual (d)
Localização
Localização
Coordenadas

Mãe preta é uma escultura de bronze, que retrata uma mulher negra amamentando uma criança branca, localizada no Largo do Paiçandu, no Centro Histórico de São Paulo. A obra foi produzida por Júlio Guerra e data de 23 de janeiro 1955.[1][2]

A representação na escultura remete à ama de leite.[3] Até 2021, era a única escultura de uma mulher negra na cidade de São Paulo[4] e se tornou um ponto marcante para atos políticos e culturais do movimento negro.[5]

Reconhecimento

A escultura foi produzida no contexto das celebrações do Quarto Centenário, sendo a vencedora de uma competição para a produção de obras públicas em São Paulo.[1] A escultura foi tombada pelo CONPRESP em 2004.[2]

Controvérsia

Vista frontal da escultura.

O estilo moderno da escultura despertou críticas, em especial do movimento negro, pois há um exagero na proporção de pés e mãos em comparação com o resto do corpo, especialmente a cabeça, diminuta. Foi portanto criticada como uma representação da mulher negra na perspectiva da elite branca.[6][5]

Referências

  1. 1 2 «Mãe Preta». Arte Fora do Museu. 15 de junho de 2020. Consultado em 30 de setembro de 2021
  2. 1 2 «A Mãe Preta dos paulistanos no Paissandu». www.al.sp.gov.br. Consultado em 30 de setembro de 2021
  3. ↑ «Largo do Paissandu». Monumentos. 28 de março de 2014. Consultado em 30 de setembro de 2021
  4. ↑ Rassy, Gabriela (23 de agosto de 2021). «Diversidade: história das 5 personalidades negras que ganham estátua em SP». Hypeness (em inglês). Consultado em 30 de setembro de 2021
  5. 1 2 «Apenas 2% dos monumentos de SP homenageia pessoas negras». Catraca Livre. 9 de agosto de 2021. Consultado em 30 de setembro de 2021
  6. ↑ «MÃE PRETA: MEMÓRIAS E MONUMENTOS NEGROS». Revista O Menelick 2° Ato. 5 de setembro de 2011. Consultado em 30 de setembro de 2021