MK Music

MK Music
Fundação13 de agosto de 1986 (39 anos)
Fundador(es)Arolde de Oliveira, Marina de Oliveira e Yvelise de Oliveira
Gênero(s)Música cristã contemporânea, gospel
País de origem Brasil
LocalizaçãoRio de Janeiro, RJ
Página oficialmkmusic.com.br

MK Music, também conhecida por seu antigo nome MK Publicitá, é a maior gravadora brasileira de música cristã contemporânea, fundada em 1986 e pertencente ao Grupo MK de Comunicação.

Já lançou mais de 400 obras fonográficas em diversos suportes e recebeu vários prêmios internacionais, como o Grammy Latino.[1] Atualmente está associada à ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos (atual Pro-Música Brasil).[2]

História

A origem do nome MK remete às iniciais dos nomes das sócias/publicitárias Marina de Oliveira e Kathia Kozlowski que criaram a "agência de publicidade" (daí o "Publicitá" que é Publicidade em italiano). A agência não obteve sucesso e a sociedade foi desfeita, ficando apenas Marina com a empresa. Nesse momento, os pais da cantora e produtora artística a apoiaram e assumiram a empresa, que mudou completamente a sua denominação de agência de publicidade para gravadora. Como o nome de fantasia MK Publicitá estava em desacordo com a atual atividade da empresa, alterou-se para MK Music que está alinhada com a atual atividade da empresa.[carece de fontes?]

A gravadora MK Music, parte do grupo MK de comunicação, foi fundada em 13 de agosto de 1986, sendo uma das primeiras do segmento no Brasil. Presidida por Yvelise de Oliveira, o selo passou a ser destaque no meio cristão.[carece de fontes?] Artistas como Marina de Oliveira, Banda e Voz,[3] Carlinhos Felix,[4] Catedral, Complexo J e Cassiane foram alguns dos vários artistas contratados pelo selo no início e meio dos anos 90.[5]

A partir do ano de 1995, o grupo iniciou a coletânea Amo Você, reunindo os artistas da gravadora em canções românticas, como Novo Som, Banda e Voz, Cassiane & Jairinho, Rayssa e Ravel, Aline Barros, dentre outros.[6][7]

Com a saída da banda Catedral em 1999, a gravadora contratou a Oficina G3 para representar o rock cristão no selo. Recomendado pelo grupo, o selo contratou Brother Simion, ex-vocalista do Katsbarnea e no ano seguinte o grupo Fruto Sagrado.[8] A MK foi responsável por lançar o primeiro álbum de música cristã no Brasil a vender mais de um milhão de cópias, Com Muito Louvor de Cassiane.[9]

Em 2003, a gravadora iniciava a coletânea Os Arrebatados Remix, contendo canções de artistas do selo em estilo eletrônico. O primeiro trabalho reuniu canções como "Pisa no Inimigo" do Voices, "Te Escolhi" de Oficina G3, "Voar como a Águia" de Alda Célia e "Redenção" de Brother Simion.[10]

Álbuns como Extraordinário Amor de Deus de Aline Barros,[11] Além do que os Olhos Podem Ver de Oficina G3,[12] Na Extremidade de Marina de Oliveira, Aceito o Teu Chamado de Bruna Karla e Ao Vivo em Israel de Fernanda Brum já foram indicados ao Grammy Latino.[13]

Em janeiro de 2010, a gravadora começou a investir nos formatos digitais. Por meio do site Som Gospel, todo o acervo da gravadora foi digitalizado e as pessoas pagavam para ter acesso às músicas. Este processo permite a gravadora um maior controle na distribuição, mais rapidez nos resultados e inclusão de novidades no portal regularmente.[14]

Em 2015, vários discos da gravadora fizeram parte de uma lista dos maiores álbuns da música cristã brasileira, numa lista compilada por músicos, historiadores e jornalistas.[15][16]

Controvérsias

A gravadora MK Music já foi protagonista e participante de diversos problemas judiciais e conflitos com músicos. Segue abaixo alguns dos casos mais notáveis.

Processo de Kim, vocalista da banda Catedral

Em 1999, a gravadora Warner Music Brasil sentiu interesse em contratar a banda Catedral, na época ainda na MK Music em seu cast. A contratação era de bom grado tanto à banda quanto à gravadora. Um acordo mútuo foi firmado entre o grupo e a MK no fim do contrato. A banda lançou o disco Para Todo Mundo e seguiu sua carreira. Já o vocalista Kim manteve o contrato com a MK Music lançando seus trabalhos solo pelo selo.[17][18]

A partir do momento em que o Catedral passou a lançar seus discos também no mercado secular, começaram a surgir boatos e falsas histórias que manchavam a imagem do grupo. Contudo, uma entrevista dedicada ao portal Usina do Som, em maio de 2001, prejudicou a carreira da banda. Segundo os integrantes da banda, houve adulterações de informações e inclusão de citações mentirosas. O jornalista Ricardo Alexandre assinou a matéria. Com a popularidade imediata da matéria, a MK Music decidiu entrar em contato com Ricardo para confirmar a veracidade das informações, confirmadas pelo profissional. Com isso, a MK passou a divulgar que o contrato entre ela e Kim havia sido rescindido por punição e passou a ofender o músico e a banda em várias matérias na internet declarando que o único objetivo do Catedral era enriquecer e que não possuía nenhum compromisso religioso. A gravadora parou de lançar todos os trabalhos da banda lançados pelo selo, como A Revolução, Contra Todo Mal e Eterno.[17][18]

Então Kim abriu um processo contra a gravadora por danos morais. A MK então tentou transformar o processo numa reconvenção, mas não conseguiu. Após quase dez anos a gravadora foi condenada a pagar trezentos mil reais à cada integrante do Catedral, totalizando quase um milhão de reais.[17][18] Em 2003 em uma entrevista à Revista Eclésia, Kim mostrou-se entristecido com o ato da gravadora e de parte do público gospel que admirava o Catedral:[19]

Em agosto de 2019, após 20 anos a banda assinou um novo acordo com a gravadora. Para distribuição do acervo do Catedral e da carreira solo de Kim. Nos formatos físicos, e nas plataformas digitais.[20]

Processo contra a cantora Cassiane

Em 2007, a gravadora MK Music abriu um processo contra a cantora Cassiane por não cumprir um contrato artístico com a gravadora. Segundo a cantora, esta foi informada que havia chegado o momento de renovar o contrato, mas ela não quis, pois supostamente já havia o cumprido, lançando cinco álbuns. Porém, a gravadora afirmou a ela que os trabalhos ao vivo e as regravações não contavam, portanto a artista devia um disco com musicas inéditas ao selo. Além do processo por não cumprir o contrato, a cantora foi acusada de formação de quadrilha.[21]

Mesmo assim, a artista gravou, de forma independente, o álbum Faça Diferença, mas este foi impedido de ser comercializado. Anos depois, a obra retomou a ser comercializada pela Sony Music Brasil, e pela MK logo após o seu retorno. Durante a época do processo em 2008, a artista chegou a criticar fortemente a gravadora durante o Programa Raul Gil, na época exibida pela Band.[21]

Em 2009, após um almoço com Yvelise de Oliveira, Cassiane e seu marido Jairinho Manhães terminaram com a briga judicial e a cantora passou a trabalhar no disco que seria lançado pela MK Music em 2010, mas sem a volta de Cassiane à gravadora. O álbum, intitulado Tempo de Excelência, foi lançado em 2013, 6 anos após o incidente, em formato digital.[21]

Em setembro de 2015, no entanto, Cassiane assinou novamente com a gravadora, após uma passagem rápida pela distribuidora independente Onimusic.[carece de fontes?]

Conflitos na banda Fruto Sagrado

Em 2002, a gravadora contratou a banda de rock Fruto Sagrado, que vinha de um processo com o selo Salmus Produções e a gravadora Top Gospel. Para que o contrato se firmasse, a MK Music propôs que os integrantes pagassem os 400 mil reais pelo processo perdido. Com o processo pago, principalmente pelos integrantes Bênlio Bussinguer e Marcão (únicos da formação inicial), a entrada da banda na gravadora estava firmada.[22]

Com a proximidade do lançamento do álbum O que na Verdade Somos, as diferenças no gosto musical e a desconfiança entre os integrantes (principalmente após o processo) levou a uma forte crise no grupo. O tecladista Bênlio, se sentindo ameaçado por cada vez mais estar sendo excluído da musicalidade do grupo, e sendo acusado pela má-administração da banda, mais tarde foi anunciado como ex-integrante do grupo, em detrimento do extremo atraso do prazo de lançamento do disco e por uma suposta "armação" dos demais integrantes, com sua saída apoiada e pouco divulgada pela MK em outubro de 2003, após ter recebido férias forçadas enquanto os demais integrantes do Fruto Sagrado cumpriam agenda.[22]

Marcão, em entrevista afirmou que, ao entrar na gravadora MK Music, teve vários receios e preconceitos, embora passou a perceber que "grande parte do que se fala a respeito da MK é lenda".[23] Bênlio, em outra entrevista afirma que, durante esta época a proposta musical, objetivo e formação da banda havia mudado drasticamente, mas não poderia afirmar se tinha influência (o objetivo) da gravadora.[24]

Rogério Vieira

O produtor Rogério Vieira foi, por muitos anos um dos produtores musicais mais requisitados e responsável pela produção da maioria dos álbuns da gravadora. No entanto, em 2013, a esposa do músico foi contratada pela gravadora como cantora. O álbum de Lilian Lopes chegou a ser distribuído, mas rapidamente tirado de circulação em menos de um mês. Nesta época, a presidente da gravadora, Yvelise de Oliveira proferiu ataques públicos à Rogério Vieira por ter recebido presentes de Maurício Soares, na época diretor do selo evangélico da gravadora Sony Music Brasil. Vieira ficou alguns anos sem produzir quaisquer álbuns da gravadora.[25] Sua primeira assinatura após o ocorrido foi somente em 2016, com o disco da banda Gálbano.[26]

Processo contra Bruna Karla

Em 25 de junho de 2025 a empresa processou a cantora Bruna Karla na justiça por quebra de contrato, ao alegar no despacho que músicas ainda precisavam ser gravadas antes do fim do contrato, o que segundo a MK, não aconteceu. [27] Entretanto, 5 dias depois em uma postagem no Instagram, Karla disse que cumpriu integralmente todo o contrato de 3 anos assinado em 2017 e optou por vontade própria gravar mais músicas do que o estipulado, estendendo o vínculo com a gravadora para 8 anos. [28] Em 1 de julho de 2025, a MK liminarmente perdeu o processo dando provisoriamente causa ganha a Bruna, argumentando que as declarações do Grupo MK foram insuficientes em relação a provas de direitos descritos no processo e que o julgamento não era urgente. [29]

Ver também

  • Álbuns lançados pela MK Music

Referências

  1. ↑ by MSK (7 de março de 2011). «EXCLUSIVO: Conheça as gravadoras gospel do Brasil». www.gospelchannel.com.br. Consultado em 1 de setembro de 2021
  2. ↑ «MK MUSIC RECEBE MAIS 14 CDS E DVDS DE OURO E PLATINA PELA ABPD». www.newsgospel.com.br. Consultado em 1 de outubro de 2021
  3. ↑ «Amo Você Volume 1». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012
  4. ↑ «Nada a Perder». Arquivo Gospel. Consultado em 5 de outubro de 2012. Arquivado do original em 10 de dezembro de 2013
  5. ↑ «A Revolução». Arquivo Gospel. Consultado em 6 de setembro de 2012. Arquivado do original em 10 de dezembro de 2013
  6. ↑ «Amo Você Volume 1». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012
  7. ↑ «Amo Você Vol. 8». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012
  8. ↑ «Revista Rolling Stone publica matéria sobre o Rock Gospel». Gospel+. Consultado em 11 de agosto de 2012
  9. ↑ «Uma breve lista das pessoas que mais contribuíram para o sucesso da música gospel nos últimos anos». Observatório Cristão. Consultado em 6 de outubro de 2012
  10. ↑ «Remix MK by Various artists». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012
  11. ↑ Rafael Ramos (14 de novembro de 2011). «Aline Barros, da MK Music e Alex Campos, da CanZion, são os grandes vencedores do Grammy Latino 2011». Super Gospel. Consultado em 15 de novembro de 2011
  12. ↑ «CD de Aline Barros ganha o Grammy Latino». Renovida. Consultado em 10 de junho de 2012[ligação inativa]
  13. ↑ Marina de Oliveira ganha o Grammy Latino 2010
  14. ↑ «MK MUSIC LANÇA PORTAL DE MÚSICA INÉDITO NO BRASIL». MK Music. 22 de janeiro de 2010. Consultado em 12 de junho de 2015
  15. ↑ «Sites cristãos produzem lista dos 100 maiores álbuns nacionais». Super Gospel. Consultado em 20 de setembro de 2015
  16. ↑ «Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã». O Propagador. Consultado em 20 de setembro de 2015. Arquivado do original em 1 de setembro de 2015
  17. 1 2 3 «Catedral vence processo polêmico». Creio. Consultado em 6 de outubro de 2012
  18. 1 2 3 «Catedral X MK: banda ganha processo contra a gravadora». Gospel+. Consultado em 6 de outubro de 2012
  19. ↑ Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas kim
  20. ↑ «Banda Catedral assina com a MK Music». Folha Gospel. 22 de agosto de 2019. Consultado em 1 de abril de 2021
  21. 1 2 3 «Acordo sela briga com Cassiane». Creio. Consultado em 6 de outubro de 2012. Arquivado do original em 10 de novembro de 2013
  22. 1 2 «Pode balançar a árvore que tem Fruto na área». Gospel Mania. Consultado em 4 de novembro de 2013
  23. ↑ «Entrevista com Marco Antônio, gógó do Fruto Sagrado». Dot Gospel. Consultado em 1 de julho de 2012. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2009
  24. ↑ «Bênlio Bussinguer, ex-Fruto Sagrado responde ao artigo da Revista Eclésia». Dot Gospel. Consultado em 4 de novembro de 2013
  25. ↑ Tayse Souza (19 de janeiro de 2014). «TOP 10 - Polêmicas gospel de 2013». O Propagador. Consultado em 31 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 2 de julho de 2015
  26. ↑ «Confira nossa conversa com o produtor musical Rogério Vieira». Super Gospel. 18 de abril de 2016. Consultado em 1 de maio de 2016
  27. ↑ https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/entenda-a-briga-entre-bruna-karla-e-a-mk-music
  28. ↑ https://www.terra.com.br/diversao/gente/cantora-gospel-bruna-karla-tem-vitoria-em-acao-milionaria-contra-gravadora,912b68f3ae4bb97c69190cf8bdf7682ccq3v9due.html
  29. ↑ https://www.correiobraziliense.com.br/colunistas/mariana-morais/2025/07/7188512-bruna-karla-vence-primeira-disputa-judicial-contra-gravadora.html

Ligações externas