Nasrin Sotoudeh

Nasrin Sotoudeh
Nascimento30 de maio de 1963
Teerão
CidadaniaIrã
CônjugeReza Khandan
Alma mater
  • Shahid Beheshti University
Ocupaçãoadvogada
Distinções
  • PEN Barbara Goldsmith Freedom to Write Award (2011)
  • Prémio Sakharov (2012)
  • One Humanity Award (2011)
  • Giuseppe Motta Medal (2011)
  • Ludovic-Trarieux International Human Rights Prize (2018)
  • Prêmio Right Livelihood (2020)
  • 100 Mulheres (2020)
  • Time 100 (2021)
  • Kurt Tucholsky Prize (2018)
  • Trophées ellesdeFrance (2020)
  • Prêmio da Coragem Civil (2023)
Religiãoislamismo, xiismo duodecimano

Nasrin Sotoudeh (Irão, 1963), é uma advogada de direitos humanos iraniana. É conhecida por ter representado activistas e políticos da oposição iraniana que foram presos, após as eleições presidenciais iranianas de 2009, bem como prisioneiros condenados à morte por crimes cometidos quando eram menores. [1] Entre os seus clientes encontram-se o jornalista Isa Saharkhiz, Shirin Ebadi laureada com o Nobel da Paz e Heshmat Tabarzadi. Também representou mulher presas por ter aparecido em público sem um hijab, que é uma ofensa punível no Irão. [2]

O documentário "Nasrin", filmado em segredo no Irão, abordou a sua luta pelos direitos das mulheres, crianças e minorias. [3]

Biografia

Nasrin Sotoudeh nasceu no Irão em 1963, numa família iraniana religiosa da classe média. [4]

Ela queria estudar filosofia na faculdade mas não teve notas suficientemente altas para conseguir entrar nesse curso, por isso acabou por estudar direito na Universidade Shahid Beheshti, em Teerão. Terminada a licenciatura em direito internacional e passado o exame da ordem em 1995, teve de esperar 8 anos para ter permissão para exercer advogacia.[4][5]

É casada com Reza Khandan com quem tem dois filhos. Sotoudeh declarou que Reza é um homem moderno, ficando do lado dela e do seu trabalho. [5][6]

Percurso Profissional

Manifestação para Nasrin Sotoudeh.

A sua carreira profissional começou no escritório jurídico do Ministério da Habitação do Irão onde trabalhou durante dois anos. Seguiu-se o departamento jurídico do banco estatal Tejarat. Enquanto lá trabalhou, ela fez parte da equipa que preparou os casos apresentados pelo Irão no tribunal de Haia durante a sua disputa com os Estados Unidos da América.[5]

O seu primeiro trabalho na área dos direitos das mulheres, foi uma série de entrevistas, relatórios e artigos para o jornal Daricheh, que foi rejeitada pelo seu editor-chefe o que a deixou ainda mais determinada em trabalhar na área. [4]

O trabalho de Sotoudeh incluía defender crianças alvo de abuso e as mães destas, de maneira a que estas não tivessem de regressar para os pais que abusavam delas. Ela acredita que muitos dos agressores estão doentes ou foram vitimas de abuso no passado e que precisam de ajuda profissional. Ela tem esperança que os tribunais venham a recorrer cada vez mais a psicólogos e especialistas na análise de casos de abusos para que as crianças sejam protegidas. [5]

Antes de ser presa, Sotoudeh representava activistas e jornalistas como Kourosh Zaim, Isa Saharkhiz, Heshmat Tabarzadi, Nahid Keshavarz, Parvin Ardalan, Omid Memarian e Roya Tolouie. [5] Trabalhou de perto com Shirin Ebadi laureada com o Nobel da Paz e no centro de defesa dos direitos humanos desta. [7][8]

Após ser presa, Ebadi pediu a sua libertação e expressou preocupação com a sua saúde. O ex-presidente checo Václav Havel e Zahra Rahnavard, esposa do líder da oposição Mir-Hossein Mousavi, também pediram a libertação de Sotoudeh. [9]

Prisão

Sotoudeh, em Setembro de 2012, foi acusada de espalhar propaganda contra o estado e a segurança nacional iraniana, e foi presa e enviada para prisão em Evin onde foi colocada na solitária. [10] Em Janeiro de 2011, as autoridades iranianas condenaram-na a 11 anos na prisão, proibiram-na praticar direito e de deixar o país durante 20 anos. Mais tarde, nesse ano, um tribunal de recurso reduziu a pena a 6 anos e ficou proibida de praticar direito durante 10 anos.

Foi novamente presa em 2018 e em Março do ano seguinte, foi condenada a prisão em Teerão, depois de ter sido acusada de ofensas contra a segurança nacional. Embora um juiz de Teerão tenha dito à agência de noticias Islamic Republic News que ela ia ficar presa por 7 anos, foi reportado por outras fontes que a sentença máxima incluía 10 anos de prisão, 148 chicotadas, e outros seis veredictos e sentenças que somadas dão um total de 38 anos. Porém, a sentença foi reduzida para um total de dez anos. Ela continua presa em Gharcheck. [11]

Primeira prisão e julgamento

No dia 28 de Agosto de 2010, as autoridades iranianas invadiram o escritório de Sotoudeh. Na altura, ela era advogada de Zahra Bahrami que tinha dupla nacionalidade (holandesa e iraniana) e que era acusada de actuar contra a segurança nacional; não há certezas de que a invasão esteja relacionado com este caso. [12] No mês seguinte, Sotoudeh foi presa e acusada de espalhar propaganda contra o estado e de conspirar contra a segurança nacional iraniana. [1]

A Amnistia Internacional lançou uma campanha pedindo a sua libertação, designando-a de prisioneira de consciência e alertando que ela corria o risco de ser torturada e maltratada. [6] Sotoudeh, que estava presa na prisão de Evin foi mantida em confinamento na solitária. [9]

Em Janeiro de 2011, as autoridade iranianas sentenciaram-na a 11 anos de prisão, graças a acusações que incluíam actividades contra a segurança nacional e propaganda contra o regime. Adicionalmente, ela foi proibida de exercer advogacia e de deixar o país durante 20 anos. [13] Em meados de Setembro, um tribunal de recurso reduziu a sentença de prisão a 6 anos e deixou estar banida de exercer, podendo fazê-lo após 10 anos. [14]

Greves de Fome

No dia 25 de Setembro de 2010, ela iniciou uma greve de fome para protestar contra o facto de lhe serem negadas visitas e fazer e receber telefonemas da família. De acordo com o marido, ela terminou a greve de fome passadas 4 semanas, a 23 de Outubro. [9][7]

A 17 de Outubro de 2012, iniciou uma nova greve de fome como protesto contra novas restrições às visitas da família. [15] Ao 47º dia de greve, o marido descreveu o estado de saúde como péssimo, ela apresentava sinais alarmantes de deterioração, como tonturas, problemas de visão, instabilidade ao caminhar, pressão baixa e uma magreza extrema. Parou a greve de fome no dia 4 de Dezembro de 2012, após ter sido visitada por membros do parlamento na prisão e que acederam ao seu pedido de permissão para a filha viajar. [16]

Entra novamente em greve de fome em 2018, protestando contra a sua detenção e o assédio governamental sobre a sua família e amigos. [17]

Libertação

Ela e mais dez presos políticos foram libertados, entre eles o líder da oposição Mohsen Aminzadeh, no dia 18 de Setembro de 2013, dias antes de o presidente iraniano Hassan Rouhani discursar nas Nações Unidas. [18] Não foi dada qualquer explicação pela sua libertação antecipada. [19]

Segunda Prisão

É novamente detida em Junho de 2018. [20] De acordo com o o seu advogado, ela foi acusada de espionagem, disseminação de propaganda e de depreciar o supremo líder do Irão, Ali Khamenei. [21] Foi condenada a 5 anos de prisão por agir contra a segurança nacional. [22][23]

A 22 de Agosto de 2018, 60 membros do Parlamento Europeu apelaram ao presidente iraniano Hassan Rouhani que desenvolvesse esforços no sentido dela ser incondicionalmente libertada. [24]

No inicio de Março de 2019, foi condenada in absentia, após ter recusado estar presente no julgamento perante o Tribunal Revolucionário Islâmico de Teerão, porque não pode seleccionar o seu próprio conselho. Foi acusada de várias ofensas, nomeadamente de ser membro de uma organização de direitos humanos e alimentar a corrupção e a prostituição. [25]

A 11 de Março, o juíz Mohammad Moqiseh disse à agência Islamic Republic News que ela fora sentenciada a 5 anos por colocar em perigo a segurança do país e a dois anos por insultar o Khamenei. [21]

No dia seguinte, Reza Khandan, marido de Sotoudeh, declarou que apenas a sentença mais longa dos vários veredictos seria cumprida, ou seja, 10 anos de prisão (por encorajar a corrupção, devassidão e fornecer os meios para tal), de um total de 33 anos por 7 acusações agrupadas numa só; adicionados aos 5 anos de um outro caso, o que totaliza 38 anos mais 148 chicotadas. [26][27][28]

A 28 de Julho de 2020, Reza Khandan anunciou que as contas bancárias de Nasrin tinham sido congeladas por ordem do procurador, apesar de nenhuma das acusações contra ela estivessem relacionadas com finanças. [29]

Em 17 de Agosto de 2020, a filha dela, Mehraveh Khandan, foi detida em casa por forças de segurança e libertada sob fiança no mesmo dia. O director dos Direitos Humanos no Irão, Mahmood Amiry-Moghaddam, declarou que "o assédio pretende silenciar Nasrin Sotoudeh, que está a defender direitos humanos básicos com a sua greve de fome. A comunidade internacional deve colocar-se ao lado Nasrin Sotoudeh para evitar futuras pressões sobre defensores dos direitos humanos". [30]

A 20 de Outubro de 2020, Sotoudeh foi transferida da prisão de Evin para a de Qarchak em Varamin. [31]

Após testar positivo para a COVID-19, foi temporariamente libertada, tendo regressado à prisão no dia 2 de Dezembro. [32][33]

No inicio de 2021, as contas do marido também foram congeladas. Ao falar com os Direitos Humanos no Irão, declarou: "Prender a minha filha e congelar as minhas contas bancárias prova que os castigos tornaram-se familiares, e quando eles querem punir um individuo, ele podem violar os seus direitos civis e privacidade e até fazer com que sejam demitidos, congelar as contas bancárias, proibi-los de saírem do país, por outras palavras, recorrerem a qualquer oportunidade para pressionar o individuo ou os seus familiares." [34]

Greve de Fome

A 11 de Agosto de 2020, Nasrin entrou novamente em greve de fome e publicou uma carta em que exigiu a libertação de prisioneiros políticos. [35]

Prémios e Reconhecimento

Foi galardoada com vários prémios, nomeadamente:

  • 2011 - PEN/Barbara Goldsmith Freedom to Write Award [36]
  • 2011 - Southern Illinois University School of Law Rule of Law Citation [37]
  • 2011 - Medalha Giuseppe Motta [38]
  • 2018 - Prémio Kurt Tucholsky [40]
  • 2018 - Galardoada com o 33º Prémio Internacional de Direitos Humanos Ludovic-Trarieux Prize, concedido pela primeira vez a Nelson Mandela em 1986 [41]
  • 2019 - Prémio de Direitos Humanos atribuído pelo Conselho da Ordem dos Advogados da Europa (CCBE) [42]
  • 2020 - A Associação de Juízes Alemães atribuiu-lhe o prémio Direitos Humanos [43]
  • 2020 - Foi laureada com o Prémio Right Livelihood, que distingue homens e mulheres que agem para transformar o mundo num sitio mais justo, pacifico e sustentável. [44]
  • 2020 - Recebeu as Chaves da Cidade de Florença [45]
  • 2020 - Sotoudeh foi uma das mulheres presentes na lista da BBC das 100 Mulheres Inspiradoras e Influentes deste ano [46]

Em Filmes:

  • Apareceu no filme Táxi realizado por Jafar Panahi em 2015, ela entra no carro de Panahi para ir visitar um cliente que está preso [47]
  • O documentário Nasrin, filmado em segredo no Irão, retrata a sua vida profissional e privada até que a prendem pela segunda vez em 2018 [3][48]

Referências

  1. 1 2 «Iran opposition lawyer Nasrin Sotoudeh detained». BBC News (em inglês). 9 de setembro de 2010. Consultado em 27 de abril de 2021
  2. ↑ «WebCite query result». www.webcitation.org. Consultado em 27 de abril de 2021
  3. 1 2 Catsoulis, Jeannette (17 de dezembro de 2020). «'Nasrin' Review: Righting Wrongs in Iran». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 27 de abril de 2021
  4. 1 2 3 «IMPRISONED -- Nasrin Sotoudeh: A Mother, A Lawyer, An Activist...». www.payvand.com. Consultado em 27 de abril de 2021
  5. 1 2 3 4 5 «Nasrin Sotoudeh: The Ardent, Passionate and Dedicated Attorney at Law». www.payvand.com. Consultado em 27 de abril de 2021
  6. 1 2 «Document». www.amnesty.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  7. 1 2 «Jailed Iranian opposition lawyer on hunger strike». Associated Press (em inglês). 27 de março de 2015. Consultado em 27 de abril de 2021
  8. ↑ «Iran cracking down on lawyers who defend dissidents - The Washington Post | HighBeam Research». web.archive.org. 12 de março de 2016. Consultado em 27 de abril de 2021
  9. 1 2 3 «Jailed Iran Lawyer 'Gets Family Visit, Ends Hunger Strike'». https://www.rferl.org. Radio Free Europe. Consultado em 27 de abril de 2021
  10. ↑ «WebCite query result». www.webcitation.org. Consultado em 27 de abril de 2021
  11. ↑ «Irans tapferste Frau». www.zdf.de (em alemão). Consultado em 27 de abril de 2021
  12. ↑ «Zahra Bahrami: One Person's Story». Abdorrahman Boroumand Center (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  13. ↑ Yong, William (10 de janeiro de 2011). «Iran Sentences Human Rights Lawyer to 11 Years in Jail». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 27 de abril de 2021
  14. ↑ «Iranian lawyer Nasrin Sotoudeh has jail sentence reduced». the Guardian (em inglês). 14 de setembro de 2011. Consultado em 27 de abril de 2021
  15. ↑ «Imprisoned lawyer in Iran goes on hunger strike». Los Angeles Times. Consultado em 27 de abril de 2021
  16. ↑ «پس از 49 روز، نسرین ستوده بالاخره حق فرزندش را گرفت + خبر تکمیلی « سایت خبری تحلیلی کلمه». www.kaleme.com. Consultado em 27 de abril de 2021
  17. ↑ «Nasrin Sotoudeh Sentenced». Front Line Defenders (em inglês). 20 de março de 2021. Consultado em 27 de abril de 2021
  18. ↑ «Iran: Nasrin Sotoudeh 'among freed political prisoners'». BBC News (em inglês). 18 de setembro de 2013. Consultado em 27 de abril de 2021
  19. ↑ «Iran releases prominent human rights lawyer». www.amnesty.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  20. ↑ «Iran: Prominent Human Rights Lawyer Nasrin Sotoudeh Arrested». iranhr.net (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  21. 1 2 Geneva, Reuters in (11 de março de 2019). «Human rights lawyer Nasrin Sotoudeh jailed 'for 38 years' in Iran». the Guardian (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  22. ↑ «IBA - IBAHRI calls for the immediate release of prominent Iranian human rights lawyer Nasrin Sotoudeh». www.ibanet.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  23. ↑ Reuters (26 de agosto de 2018). «'No choice': jailed Iranian lawyer Nasrin Sotoudeh goes on hunger strike». the Guardian (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  24. ↑ «European MPs Call For Iranian Human Rights Lawyer's Release». RFE/RL (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  25. ↑ «Iran lawyer convicted after defending women protesters». news.yahoo.com (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  26. ↑ «Nasrin Sotoudeh: Iran lawyer who defended headscarf protesters jailed». BBC News (em inglês). 11 de março de 2019. Consultado em 27 de abril de 2021
  27. ↑ «Iran rights lawyer Sotoudeh to face additional 10 years in jail». France 24 (em inglês). 12 de março de 2019. Consultado em 27 de abril de 2021
  28. ↑ «Amnesty: Sentencing of Iran lawyer Sotoudeh 'outrageous'». www.aljazeera.com (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  29. ↑ «Intensification of Pressure on Human Rights Defenders: Iran Authorities Freeze Nasrin Sotoudeh's Bank Accounts». iranhr.net (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  30. ↑ «Escalation of Pressure on Families: Jailed Human Rights Lawyer, Nasrin Sotoudeh's Daughter Arrested». iranhr.net (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  31. ↑ «Nasrin Sotoudeh Transferred to Notorious Gharchak Prison». Center for Human Rights in Iran. 20 de outubro de 2020. Consultado em 27 de abril de 2021
  32. ↑ Dubai, Reuters in (7 de novembro de 2020). «Iran temporarily frees human rights lawyer Nasrin Sotoudeh». the Guardian (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  33. ↑ «Human Rights Lawyer Nasrin Sotoudeh Being Returned to Gharchak Prison». Center for Human Rights in Iran. 2 de dezembro de 2020. Consultado em 27 de abril de 2021
  34. ↑ «Reza Khandan's Accounts Frozen in Further Move to Pressure Wife, Nasrin Sotoudeh». iranhr.net (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  35. ↑ «Imprisoned Human Rights Lawyer, Nasrin Sotoudeh On Hunger Strike Demands Release of Political Prisoners». iranhr.net (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  36. ↑ «WebCite query result». www.webcitation.org. Consultado em 27 de abril de 2021
  37. ↑ «LAW SCHOOL HONORS IRANIAN HUMAN RIGHTS ATTORNEY - US Fed News Service, Including US State News | HighBeam Research». web.archive.org. 9 de março de 2016. Consultado em 27 de abril de 2021
  38. ↑ «Nasrin Sotoudeh, author at BahaiTeachings.org». BahaiTeachings.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  39. ↑ «Nasrin Sotoudeh and director Jafar Panahi share top human rights prize». the Guardian (em inglês). 26 de outubro de 2012. Consultado em 27 de abril de 2021
  40. ↑ «Nasrin Sotoudeh Wins the 2018 Kurt Tucholsky PEN Award». Iran International (em inglês). 30 de outubro de 2018. Consultado em 27 de abril de 2021
  41. ↑ «Thirty-three years after Nelson Mandela, Nasrin Sotoudeh (Iran) prizewinner of "Ludovic-Trarieux" Human Rights Prize 2018.». www.ludovictrarieux.org. Consultado em 27 de abril de 2021
  42. ↑ «Jailed Iranian Lawyers Win Human Rights Award». RFE/RL (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  43. ↑ «DRB-Menschenrechtspreis 2020 geht an Nasrin Sotudeh». www.drb.de (em alemão). Consultado em 27 de abril de 2021
  44. ↑ «2020 Right Livelihood Laureates». The Right Livelihood Foundation (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  45. ↑ «Nel mese di ottobre le Chiavi della Città a Nasrin Sotoudeh». www.nove.firenze.it (em italiano). Consultado em 27 de abril de 2021
  46. ↑ «BBC 100 Women 2020: Who is on the list this year?». BBC News (em inglês). 23 de novembro de 2020. Consultado em 27 de abril de 2021
  47. ↑ Nordine, Michael; Nordine, Michael (16 de março de 2019). «Human-Rights Attorney Featured in Jafar Panahi's 'Taxi' Sentenced to 33 Years in Prison and 148 Lashes». IndieWire (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021
  48. ↑ «About - The Film». NASRIN (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2021