Ordem de Rio Branco

Ordem do Rio Branco
Classificação
País  Brasil
Outorgante Presidente do Brasil
Lema Ubique Patriae Memor (Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembranças)
Tipo Ordem de mérito civil
Descritivo Distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção
Agraciamento Civis e militares
Condição Em uso
Criação 5 de fevereiro de 1963

Ordem do Rio Branco é uma condecoração oferecida pelo Governo do Brasil.

Possui os seguintes graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além duma Medalha anexa à Ordem. É concedida, em princípio, no dia 20 de abril (Dia do Diplomata, data de nascimento do Barão do Rio Branco), em Brasília, no Distrito Federal.

História

A Ordem do Rio Branco foi instituída pelo então presidente da República João Goulart, pelo Decreto nº 51.697, de 5 de fevereiro de 1963.[1] Posteriormente, os Decretos nº 66.434, de 10 de abril de 1970, e nº 73.876, de 29 de março de 1974, alteraram, consecutivamente, o regulamento da Ordem.

Detalhe no pendente da faixa da Ordem de Rio Branco

É destinada a galardoar os que, por qualquer motivo ou benemerência, se tenham tornado merecedores do reconhecimento do Governo Brasileiro, servindo para estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção, bem como para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas. Pode ser conferida a pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras.

Além dos graus mencionados acima, é conferida uma Insígnia da Ordem às corporações militares ou às instituições civis, as quais será aposta em suas bandeiras ou estandartes, sem atribuição de graus.

Regulamento

Os agraciados com a Ordem do Rio Branco são classificados no Quadro Ordinário, constituído pelos funcionários da ativa da carreira diplomática, e no Quadro Suplementar, composto pelos mesmos funcionários quando aposentados; e por todos os demais agraciados. O Quadro Ordinário tem limites de vaga para cada grau, com exceção do de Grã-Cruz, e o Quadro Suplementar é ilimitado.

O Quadro Ordinário tem os seguintes efetivos:[2]

Grã-Cruz — sem limite

Grande-Oficial — 180 (cento e oitenta)

Comendador — 180 (cento e oitenta)

Oficial — 140 (cento e quarenta)

Cavaleiro — 100 (cem)

O Quadro Suplementar não tem limitação.

A admissão nos Quadros da Ordem obedece ao seguinte critério:

Quadro Ordinário:

Grã-Cruz — Ministros de 1.ª Classe e Ministros de 2.ª Classe, estes últimos quando comissionados Embaixadores;

Grande-Oficial — Ministros de 2.ª Classe;

Comendador — Conselheiros;

Oficial — Primeiros-Secretários;

Cavaleiro — Segundos e Terceiros-Secretários.

Quadro Suplementar:

Grã-Cruz — Presidente da República, Vice-Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado Federal, Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministros de Estado, Governadores dos Estados da União e do Distrito Federal, Almirantes, Marechais, Marechais-do-Ar, Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército, Tenentes-Brigadeiros-do-Ar, Embaixadores estrangeiros e outras personalidades de hierarquia equivalente.

Grande-Oficial — Senadores e Deputados Federais, Ministros do Supremo Tribunal Federal e demais membros dos Tribunais Superiores, Enviados Extraordinários e Ministros Plenipotenciários estrangeiros, Presidentes das Assembleias Legislativas, Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão, Majores-Brigadeiros e outras personalidades de hierarquia equivalente.

Comendador — Secretários dos Governos dos Estados da União e do Distrito Federal, Conselheiros de Embaixada ou Legação estrangeiras, Cônsules-Gerais de carreira estrangeiros, Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada, Brigadeiros, Juízes de Segunda Instância, Professores Catedráticos, Cientistas, Presidentes de Associações Literárias, Científicas, Culturais e Comerciais e funcionários de igual categoria do Serviço Público Federal, Estadual ou Municipal.

Oficial — Professores de Universidade, Juízes de Primeira Instância, Promotores Públicos, Oficiais Superiores das Forças Armadas, Escritores, Primeiros-Secretários de Embaixada ou Legação estrangeiras e funcionários do Serviço Público Federal, Estadual ou Municipal.

Cavaleiro — Oficiais das Forças Armadas, Segundos e Terceiros-Secretários de Embaixada ou Legação estrangeiras, Cônsules de carreira estrangeiros, Professores de cursos secundários, funcionários do Serviço Público Federal, Estadual ou Municipal, artistas e desportistas.

Insígnia

Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão durante Cerimônia de Imposição de Insígnias da Ordem do Rio Branco.

A insígnia da Ordem é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, tendo no centro a esfera armilar, em prata dourada, inscrita, num círculo de esmalte azul, a legenda Ubique Patriae Memor, do mesmo metal. No reverso dourado, as datas 1845-1912." (Art. 2º do Regulamento)

A expressão em latim Ubique Patriae Memor foi extraída do ex-libris do Barão do Rio Branco e se traduz como "Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança". Os anos que aparecem no reverso da insígnia são os de nascimento e morte do Barão.

A Grã-Cruz consta da insígnia pendente de uma faixa de cor azul-escuro orlada de branco, passada a tiracolo, da direita para a esquerda, e de uma placa em prata dourada com a mesma insígnia, a qual deve ser usada do lado esquerdo do peito. O Grande Oficialato consta da insígnia pendente de uma fita colocada em volta do pescoço e da placa em prata. A Comenda consta da insígnia pendente de uma fita colocada em volta do pescoço. O Oficial e o Cavaleiro, da insígnia pendente de uma fita colocada ao lado esquerdo do peito, sendo a do primeiro dourada, com uma roseta na fita, e a do segundo em prata.

No traje diário, os agraciados com Grã-Cruz, Grande Oficialato e Comenda podem usar, na lapela, uma roseta com as cores da Ordem sobre fita de metal dourada, prateado-dourado e prateado, respectivamente; os agraciados com Oficial podem usar, na lapela, uma roseta e os com Cavaleiro, uma fita estreita.

Barretas
Medalha
Cavaleiro
Oficial
Comendador
Grande Oficial
Grã-Cruz

Conselho

Compete ao Conselho da Ordem do Rio Branco aprovar ou rejeitar as propostas que lhe forem encaminhadas, velar pelo prestígio da Ordem e pela fiel execução do Regulamento, propor as medidas que se tornarem indispensáveis ao bom desempenho de suas funções, redigir o seu regimento interno, aprovar as alterações do regulamento e suspender o direito de usar a insígnia por motivo de condenação judiciária ou prática de atos contrários ao sentimento de honra e à dignidade nacional.

O Conselho da Ordem se reúne anualmente entre 15 e 30 de janeiro, podendo, em casos excepcionais, ser convocado para reuniões extraordinárias.

O Conselho da Ordem do Rio Branco é formado pelas seguintes autoridades:

- Presidente da República (Grão-Mestre da Ordem).

- Ministro de Estado das Relações Exteriores (Chanceler da Ordem).

Membros do Conselho:

- Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

- Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

- Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores.

Secretário do Conselho:

- Chefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores.

Agraciados

Referências

  1. ↑ «Decreto nº 51.697». www.planalto.gov.br. Consultado em 12 de junho de 2019
  2. ↑ «Decreto nº 11.101». www.planalto.gov.br. Consultado em 30 de janeiro de 2023
  3. ↑ «DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - Seção 1 | Nº 220, terça-feira, 21 de novembro de 2023». Imprensa Nacional. 21 de novembro de 2023. p. 12. Consultado em 2 de agosto de 2025
  4. ↑ «DOU 1/07/1999 - Pg. 105 - Seção 1 | Diário Oficial da União | Diários Jusbrasil». Jusbrasil. Consultado em 17 de setembro de 2019
  5. ↑ «"Macron uniu Brasil em torno de Bolsonaro", diz Olavo de Carvalho». 31 de agosto de 2019. Consultado em 17 de setembro de 2019
  6. ↑ State visit of Lula da Silva in 2007, ANP Photo, Madeleine wearing the order
  7. 1 2 State visit of Lula da Silva in 2007, ANP Photo of Victoria, Carl Philip & Madeleine
  8. 1 2 Diário Oficial da União - DECRETO DE 5 DE SETEMBRO DE 2007
  9. ↑ «Biography»
  10. ↑ Povo, Gazeta do. «Ordem do Rio Branco equipara Moro e ministro acusado de corrupção». Gazeta do Povo. Consultado em 21 de junho de 2022
  11. ↑ «Quem é Caio Mario Paes de Andrade, indicado à presidência da Petrobras». economia.uol.com.br. Consultado em 21 de junho de 2022
  12. ↑ «Gal Costa – Ordens honoríficas brasileiras». Wikipédia em português. Consultado em 14 de dezembro de 2025
  13. ↑ «Diário Oficial da União - Seção 1». Diário Oficial da União (DOU). 165. 26 de agosto de 2005. ISSN 1677-7042. Consultado em 26 de janeiro de 2023
  14. ↑ Diário Oficial da União (1 de Dezembro de 2022). Diário Oficial da União, ed. «Diário Oficial da União (DOU) de 1 de Dezembro de 2022» [Diario Oficial de la União (DOU)de 1 de Dezembro de 2022]. p. Página 4 da 1ª secção 1. Consultado em 25 de Maio de 2023
  15. ↑ Diário Oficial da União (25 de Novembro de 2021). Diário Oficial da União, ed. «Diário Oficial da União (DOU) de 25 de Novembro de 2021» [Diario Oficial de la Unión (DOU) del 25 de noviembre de 2021]. p. Página 24 de la Sección 1. Consultado em 14 de Setembro de 2022

Ligações externas