Paramacellodidae
Paramacellodidae | |||||||||||||
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| Ocorrência: Jurássico Médio – Cretáceo Superior, 170–66 Ma | |||||||||||||
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| (Mandíbula inferior de Sciroseps [en]) | |||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||
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| Gêneros | |||||||||||||
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Paramacellodidae representa uma família extinta de lagartos que apareceu pela primeira vez no Jurássico Médio, há cerca de 170 milhões de anos (Ma), e foi extinta no final do Cretáceo, por volta de 66 Ma. Foi um dos primeiros grupos de lagartos a passar por uma radiação evolutiva, com membros encontrados em todo o supercontinente Laurásia. As relações filogenéticas e as espécies constituintes de Paramacellodidae são incertas.[1][2] Muitos estudos consideram que eles sejam escincomorfos, um grande grupo que inclui escincos e seus parentes extintos mais próximos, e possivelmente também relacionados a Cordyoidea, um grupo que inclui lagartos de cauda espinhosa e parentes. Como os escincos modernos, paramacelodídeos possuíam placas ósseas retangulares chamadas osteodermas cobrindo a maior parte de seus corpos, incluindo as costas, partes inferiores e caudas. Eles também tinham membros curtos e robustos.[3] Paramacelodídeos são distinguidos de outros lagartos pela combinação de dois traços em sua dentição: os dentes são expandidos labiolingualmente em suas bases e os ápices dos dentes são lingualmente côncavos.[4]
A família foi nomeada em 1983 para incluir dois gêneros bem conhecidos, Paramacellodus e Becklesius, do Jurássico Superior e Cretáceo Inferior da Europa. Um terceiro gênero, Sharovisaurus [en], foi nomeado em 1984 a partir do Jurássico Superior do Cazaquistão, e um quarto, Mimobecklesisaurus, em 1985 a partir do Jurássico Superior da China. Restos de Paramacellodus foram posteriormente descritos a partir da formação Morrison em Utah. Possíveis restos de paramacelodídeos também foram encontrados em depósitos do Cretáceo Superior na Mongólia, bem como na formação Tendaguru do Jurássico Superior na Tanzânia, o que indicaria que a família também estava presente em Gondwana. Em 2020, isso foi confirmado com a descoberta do primeiro paramacelodídeo do Brasil, Neokotus sanfranciscanus, da bacia Sanfranciscana do Cretáceo Inferior.[5] Três outros escincomorfos primitivos—Pseudosaurillus, Saurillodon [en] e Saurillus [en]—também têm sido comumente referidos a Paramacellodidae, embora alguns estudos filogenéticos recentes os considerem escincomorfos não paramacelodídeos. Coletivamente, paramacelodídeos e táxons anteriormente referidos a Paramacellodidae podem representar um grau parafilético de escincomorfos basais intimamente relacionados a Scincoidea. Em 2002, o recém-nomeado gênero Atokasaurus [en], da formação Antlers [en] do Cretáceo Inferior em Oklahoma, foi descrito como um escincomorfo de "grau paramacelodídeo" para refletir essa ambiguidade filogenética.[1] No Cretáceo Superior, paramacelodídeos são conhecidos apenas do arquipélago europeu.[4]
Referências
- 1 2 Nydam, R.; Cifelli, R. (2002). «Lizards from the Lower Cretaceous (Aptian-Albian) Antlers and Cloverly Formations». Journal of Vertebrate Paleontology. 22 (2): 286–298. doi:10.1671/0272-4634(2002)022[0286:lftlca]2.0.co;2
- ↑ Nydam, R. (2002). «Lizards of the Mussentuchit Local Fauna (Albian–Cenomanian boundary) and comments on the evolution of the Cretaceous lizard fauna of North America». Journal of Vertebrate Paleontology. 22 (3): 645–660. doi:10.1671/0272-4634(2002)022[0645:lotmlf]2.0.co;2
- ↑ Evans, S.E.; Chure, D.J. (1998). «Paramacellodid lizard skulls from the Jurassic Morrison Formation at Dinosaur National Monument, Utah». Journal of Vertebrate Paleontology. 18 (1): 99–114. Bibcode:1998JVPal..18...99E. doi:10.1080/02724634.1998.10011037
- 1 2 Simões, Tiago R.; Pyron, R. Alexander (Maio de 2021). «The Squamate Tree of Life». Bulletin of the Museum of Comparative Zoology. 163 (2): 47–95. ISSN 0027-4100. doi:10.3099/0027-4100-163.2.47

- ↑ Bittencourt, Jonathas Souza; Simões, Tiago Rodrigues; Caldwell, Michael Wayne; Langer, Max Cardoso (29 de abril de 2020). «Discovery of the oldest South American fossil lizard illustrates the cosmopolitanism of early South American squamates». Communications Biology (em inglês). 3 (1): 201. ISSN 2399-3642. PMC 7190622
. PMID 32350412. doi:10.1038/s42003-020-0926-0
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![Crânio de Eoscincus [en]](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Eoscincus.jpg)
