Quadra de carpete

Uma quadra de carpete em Cracóvia, na Polônia

Uma quadra de carpete é um tipo de quadra de tênis. A Federação Internacional de Tênis descreve a superfície como sendo de um material têxtil ou polimérico fornecido em rolos ou folhas de produto acabado.[1] É um dos tipos mais rápidos, perdendo apenas para as quadras de grama.[2]

No circuito de elite, seu uso foi encerrado em 2008 no masculino (Lyon, outubro)[3] e em 2018 no feminino (Quebec, setembro). No nível challenger masculino e em ambos os gêneros no circuito ITF, ainda continuam a existir até a presente data (2023). No challenger feminino, não é usado desde 2019 (Taipé, novembro). Surge pontualmente nos principais torneios de equipes – Copa Davis e Copa Billie Jean King –, quando o país mandante de um confronto escolhe esse piso.

Tipos

Existem dois para quadra de carpete. A versão ao ar livre mais comum consiste em grama artificial com preenchimento de areia. Este tipo tornou-se popular na década de 1980 nos clubes britânicos e asiáticos para jogos recreativos, pois eram mais fáceis e baratos de manter do que as quadras de grama.[4][5]

O outro tipo usado, predominantemente para tênis em quadras cobertas, é com superfície têxtil de náilon ou borracha colocada sobre uma base de concreto.[6] Elas foram feitas com muitos tipos de materiais sintéticos, de diferentes origens, o que levou os torneios e organizadores (WTA/ATP) a identificar e rotular as quadras por suas marcas, como Greenset, Supreme ou Taraflex.

As quadras de carpete têm sido instaladas em locais que normalmente não são usados ​​para tênis ou outros esportes, como o Royal Albert Hall, em Londres.[7][8] Os jogadores geralmente lidam com com elas da mesma forma como se fosse uma quadra de grama, devido ao fato de ambas serem superfícies igualmente rápidas.[9]

Torneios profissionais

O ATP Finals, o WCT Finals, o ATP da Filadélfia, o ATP da Antuérpia, o ATP e WTA de Moscou, o ATP de Paris e o ATP de Zagreb já foram disputados no carpete.[10] Em 2009, a Associação de Tenistas Profissionais (ATP) decidiu acabar com essas quadras em torneios de alto nível.[3] Kris Dent, porta-voz da entidade, disse que a mudança foi para padronizar as competições em quadras duras cobertas, o que, segundo ele, reduziria o risco de lesões.[3] Vários jogadores, incluindo Mario Ančić e Jo-Wilfried Tsonga, criticaram a medida, afirmando que o tênis profissional precisava de pisos de carpete para o desenvolvimento de habilidade de jogo em quadras rápidas.[3]

Ver também

Referências

  1. ↑ «Surface Types» (pdf) (em inglês). itftennis.com. Cópia arquivada (PDF) em 27 de março de 2020
  2. ↑ «A magic carpet ride for Henman» (em inglês). independent.co.uk. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2015
  3. 1 2 3 4 «La ATP prohíbe jugar en moqueta en el 2009» (em espanhol). marca.com. Cópia arquivada em 6 de maio de 2014
  4. ↑ Tarran, Bruce (2013). George Hillyard: The man who moved Wimbledon (em inglês). [S.l.]: Troubador Publishing Ltd. p. 127. ISBN 978-1780885490
  5. ↑ Littlewood, David (2012). Metric Handbook (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 18. ISBN 978-1135140656
  6. ↑ «Surface Descriptions» (em inglês). itftennis.com. Cópia arquivada em 2 de maio de 2019
  7. ↑ «Tennis: McEnroe ready to relive drama of fire and ice» (em inglês). independent.co.uk. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2016
  8. ↑ «London 1999» (em inglês). itftennis.com. Cópia arquivada em 21 de setembro de 2016
  9. ↑ «The quick and the dead:How to adapt to different surfaces and conditions» (em inglês). theguardian.com. Cópia arquivada em 1º de outubro de 2015
  10. ↑ «ATP Tour Tennis Carpet Court» (em inglês). tenniswettpoint.com. Consultado em 24 de novembro de 2023

Ligações externas