Renato Rabelo
Renato Rabelo | |
|---|---|
| 2.º Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil | |
| Período | 12 de dezembro de 2001 até 1 de junho de 2015 |
| Antecessor(a) | João Amazonas |
| Sucessor(a) | Luciana Santos |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | José Renato Rabelo |
| Nascimento | 22 de fevereiro de 1942 Ubaíra, BA |
| Morte | 15 de fevereiro de 2026 (83 anos) São Paulo, SP |
| Partido | PCdoB (1973–2026) |
| Profissão | político e jornalista |
José Renato Rabelo (Ubaíra, 22 de fevereiro de 1942 – São Paulo, 15 de fevereiro de 2026) foi um político e jornalista brasileiro.
Biografia
Renato Rabelo cursou medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA) até o 6º ano, quando passou a ser perseguido pela ditadura Militar. Foi oficialmente reintegrado ao curso de medicina da UFBA, pela Comissão de Anistia de Ministério da Justiça.[1]
Em 1965 foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do regime militar, ficou semiclandestino e mudou-se para São Paulo. Posteriormente, foi eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).[2]
Ao final de seu mandato na UNE, e já militando junto à Juventude Universitária Católica (JUC) passou a integrar a direção nacional da Ação Popular.[3] Foi à China, em plena Revolução Cultural, estudar seu sistema político. De volta ao Brasil, continuou sua atividade política na Ação Popular, agora no estado de Goiás. Com a incorporação da AP ao PCdoB, passou a integrar o PCdoB e a fazer parte de seu Comitê Central. Colaborou na retaguarda da Guerrilha do Araguaia entre 1968 e 1973.[4]
Trajetória
Foi presidente do Partido Comunista do Brasil desde dezembro de 2001, em substituição a João Amazonas, com quem colaborou de 1970 até sua morte em 2002.[5] Reeleito duas vezes, passou o bastão da presidência em 2015, durante o X Congresso, para Luciana Santos. A partir de 2015, presidiu a Fundação Maurício Grabois, um espaço do pensamento marxista e progressista do Partido Comunista do Brasil.[6]
No dia 21 de novembro de 2014, recebeu da Assembleia Legislativa da Bahia, a comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira.[7]
Em 2023, apresentou renúncia à presidência da Fundação Maurício Grabois ao Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para cuidar da saúde.[8]
Renato Rabelo morreu no dia 15 de fevereiro de 2026, aos 83 anos. Segundo o partido, o político enfrentava um câncer há três anos. A informação foi divulgada pelo PCdoB em uma nota oficial.[9][10]
Referências
- ↑ Mielli, Renata (23 de fevereiro de 2022). «Dilma Rousseff saúda Renato Rabelo por seus 80 anos». Mauricio Grabois. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ «Genoino: Renato Rabelo sempre esteve ao lado da luta dos trabalhadores». PCdoB. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ «Renato Rabelo: Integração de AP ao PCdoB é grande contribuição de Duarte Pereira». Mauricio Grabois. 13 de agosto de 2021. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ Xavier, Cézar (23 de fevereiro de 2022). «Renato Rabelo: "uma vida que importa enormemente para o Brasil"». Vermelho. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ Mota, Joanne (7 de novembro de 2012). «Renato Rabelo: Amazonas e Grabois grandes líderes do PCdoB». Vermelho. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ «Leia depoimento de Renato Rabelo sobre sua militância de 1964 a 1985». PCdoB. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- ↑ «José Renato Rabelo». ALBA. Consultado em 27 de novembro de 2014. Arquivado do original em 7 de março de 2016
- ↑ Osvaldo Bertolino (11 de maio de 2023). «Renato Rabelo e as realizações da Fundação Maurício Grabois». Mauricio Grabois. Consultado em 27 de maio de 2023
- ↑ «Morre Renato Rabelo, dirigente histórico do PCdoB». Vermelho. 15 de fevereiro de 2026. Consultado em 15 de fevereiro de 2026
- ↑ «Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morre aos 83 anos». g1. 15 de fevereiro de 2026. Consultado em 15 de fevereiro de 2026
| Precedido por João Amazonas |
Presidente do PCdoB 2001–2015 |
Sucedido por Luciana Santos |