Riograndia

Riograndia
Intervalo temporal: Triássico Superior
~225 Ma
↓
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Synapsida
Clado: Therapsida
Clado: Cynodontia
Clado: Prozostrodontia
Família: †Tritheledontidae
Gênero: †Riograndia
Bonaparte et al., 2001
Espécie-tipo
†Riograndia guaibensis
Bonaparte et al., 2001

Riograndia é gênero baseado na espécie Riograndia guaibensis, um dos parentes mais próximos dos mamíferos já encontrados até hoje. O estudo desses animais tem ajudado a compreender a história evolutiva dos mamíferos.

Espécie

Riograndia guaibensis, possuía um comprimento de aproximadamente 15 cm e 30 g de peso. Se alimentavam de insetos e viveram no triássico Superior. Foi encontrado na Formação Caturrita. Era um pequeno cinodonte não-mamalianos avançado, já próximo à condição mamaliana. Diversos exemplares de Riograndia guaibensis, já foram encontrados nos municípios de Candelária e Faxinal do Soturno, nas camadas basais da Formação Caturrita (Cenozona de Riograndia).[1]

Classificação

Riograndia é atualmente classificado como um gênero basal na família Tritheledontidae. Outros incluídos nesta família é o Irajatherium e dois clados, um grupo mais basal incluindo Sinoconodon, Brasilitherium, Brasilodon e Morganucodon. O outro clado mais derivado com Chaliminia, Elliotherium, Pachygenelus, Diarthrognathus e Tritheledon. O cladograma abaixo criado por Martinelli e Rougier em 2007 e modificado por Soares et al. em 2011,[2] com Tritheledontidae adicionado depois por Ruta et al.(2013):[3]

 
 
 

Brasilodon

 
 
 

Brasilitherium

 
 
 

Sinoconodon

 
 

Morganucodon

 
 
 
 
Tritheledontidae
 

Riograndia

 
 
 

Irajatherium

 
 
 
 

Chaliminia

 
 

Elliotherium

 
 
 
 

Pachygenelus

 
 
 

Diarthrognathus

 
 

Tritheledon

 
 
 
 
 
 
 

Paleoecologia

Ilustração paleoambiental mostrando pequenos cinodontes, incluindo Brasilodon e Riograndia, em um ambiente florestal do Triássico. Os animais têm corpo pequeno, postura baixa e aparência semelhante à de mamíferos primitivos, com focinhos curtos e olhos grandes. Um deles aparece sobre um tronco caído, enquanto outro emerge do solo ou de uma toca. Ao fundo, há vegetação densa com troncos grossos, raízes expostas e plantas que lembram coníferas e samambaias, sugerindo um ambiente úmido e antigo.
Reconstrução paleoartística de Brasilodon quadrangularis (à esquerda) e Riograndia guaibensis (à direita), da supersequência Santa Maria (Brasil).

Os espécimes de Riograndia são encontrados na Formação Caturrita e data do Triássico Superior. Viviam há cerca de 225 milhões de anos e são encontrados no Brasil. Visiam junto com os primeiros dinossauros do planeta como o Unaysaurus e Guaibasaurus. Os animais não-dinossauros incluem o Sacisaurus, o dicinodonte Jachaleria; um Fitossauro sem nome; anfíbios Stereospondyli e muitos tetrápodes com menos de 15 cm de comprimento. Entre os tetrápodes estão o Soturnia, Clevosaurus, Cargninia e Faxinalipterus e uma variedade de Mammaliaformes incluindo Riograndia, Brasilodon, Brasilitherium, Irajatherium e Minicynodon.

Referências

  1. ↑ Dinossauros do Rio Grande do Sul.
  2. ↑ Soares, M.B.; Schultz, C.L.; Horn, B.L.D. (2011). «New information on Riograndia guaibensis Bonaparte, Ferigolo & Ribeiro, 2001 (Eucynodontia, Tritheledontidae) from the Late Triassic of southern Brazil: anatomical and biostratigraphic implications». Anais da Academia Brasileira de Ciências. 83 (1). ISSN 0001-3765. doi:10.1590/S0001-37652011000100021
  3. ↑ Ruta, Marcello; Jennifer (22 de outubro de 2013). «The radiation of cynodonts and the ground plan of mammalian morphological diversity». Proceedings of the Royal Society of London B: Biological Sciences (em inglês). 280 (1769). 20131865 páginas. ISSN 0962-8452. PMID 23986112. doi:10.1098/rspb.2013.1865

Ligações externas