Rock em Angola

O rock em Angola, também chamado de angorock, é um gênero e cena musical que surgiu em Angola entre o final da década de 1960 e meados da década de 1970.[1] Foi descrito como uma fusão inicial do rock psicodélico, do zamrock, do rock-rumba, do soukous e da música de intervenção, com ritmos angolanos como o semba e a rumba angolana.[2]

Entre as décadas de 1960 e 1980

Os primórdios do rock em Angola se dá com o surgimento de bandas como Os Rocks, Vum Vum, Os Incógnitos, Os Jovens, Os Kríptons, Os Brucutus e muitos outros conjuntos espalhados pelo país, além de cantores como David Zé e Urbano de Castro.[3]. Suas letras eram fortemente carregadas de cunho nacionalista e crítico ao colonialismo.[2]

Década de 1990

A transição política para a democracia burguesa, no princípio da década de 1990, deu início a um novo movimento no Angorock, com o surgimento de bandas como Acromaníacos, Mutantes, Os Quinta-Feira, Ventos do Leste, Anexo, The Cristals, Os Pássaros, 1516 e Neblina.[4][5][6]

Década de 2000 - presente

Na década de 2010 desponta um das principais grupos de rock de Angola, a banda Café Negro, liderada por Irina Vasconcelos. A fama do grupo rendeu à vocalista o epíteto de "Rainha do Rock".[7]

Referências

  1. ↑ Deutsche Welle. «Rock music in Angola and Mozambique in the 60s and 70s». Europeana. Consultado em 12 de fevereiro de 2026
  2. 1 2 Marissa Jean Moorman (2008). A Social History of Music and Nation in Luanda, Angola, from 1945 to Recent Times. [S.l.]: Ohio University Press
  3. ↑ «Urbano De Castro». Radiodiffusion Internasionaal Annexe. 23 de agosto de 2008
  4. ↑ «Banda Neblina aposta no rock para conquista de espaço no music hall nacional». ANGOP. 5 de fevereiro de 2006. Consultado em 16 de julho de 2010
  5. ↑ «1º Disco de Rock em Angola (Banda Neblina)». Nexus. 28 de janeiro de 2006. Consultado em 16 de julho de 2010. Arquivado do original em 13 de março de 2017
  6. ↑ «Innocence Falls In Decay». lastfm.br. Consultado em 16 de julho de 2010
  7. ↑ Irina Vasconcelos carrega a coroa de "Rainha do Rock" em Angola com orgulho. VOA. 1 de abril de 2019.