Rudá

Rudá ou Perudá é o deus do amor na mitologia tupi-guarani.[1] Anjo Cupido responsável por flechar e amolecer o coração duro das indígenas e dos indígenas guerreiros e prepará-los para o amor. É equivalente ao deus Eros da mitologia grega e ao Cupido da mitologia romana. Segundo a espiritualidade indígena, ele vive nas nuvens e sua função é despertar o amor. Os indígenas cantam canções para o deus, em busca de esposos. De acordo com Couto de Magalhães, em seu livro O Selvagem (1876), ele é uma das três grandes divindades tupis, junto com Guaraci e Jaci. Rudá tem sob sua tutela a Lua cheia (Cairê) e a Lua nova (Catiti), cuja missão é despertar saudades no amante ausente.[2]

O personagem Macunaíma, do romance homônimo de Mário de Andrade publicado em 1928, cita Rudá em uma passagem do livro, usando como inspiração uma canção a Rudá registrada por Couto de Magalhães[3]:

Oswald de Andrade e Pagu, integrantes do movimento artístico antropofágico como Mário de Andrade, deram o nome de Rudá a seu filho, também remetendo à divindade.

Referências

  1. ↑ Figuras da Mitologia Ameríndia Tupi-Guarani: Rudá. «MITOLOGIAS». Consultado em 16 de julho de 2011. Arquivado do original em 12 de setembro de 2011
  2. ↑ «A Religião dos Índios Brasileiros». Consultado em 28 de Julho de 2016
  3. ↑ Magalhães, Couto de (1876). O Selvagem. Rio de Janeiro: Typographia da Reforma. Pág. 141.