Sarcoma de Kaposi

Sarcoma de Kaposi
SinónimosSarcoma hemorrágico idiopático múltiplo
Lesões púrpura características do sarcoma de Kaposi no nariz de uma mulher seropositiva[1]
EspecialidadeOncologia
SintomasLesões na pele de cor roxa[2]
TiposClássico, endémico, associado à imunossupressão, epidémico[2][3]
Fatores de riscoHerpesvírus humano 8 (HHV8), deficiência imunitária[2][4]
Método de diagnósticoBiópsia, exames imagiológicos[4][2]
Condições semelhantesSíndrome de Bean, granuloma piogénico, nevo melanocítico, melanoma[4]
TratamentoCirurgia, quimioterapia, radioterapia, biofármacos[2]
Classificação e recursos externos
CID-11e 650980425 2B57
CID-10C46, C46.1, C46.0, C46.5, C46.4, C46.3, C46.2, C46.9, C46.8, C46.7
CID-9176.5, 176.0, 176.1, 176.2, 176.4, 176, 176.3, 176.9, 176.8
CID-CID-O9140/3
OMIM148000
DiseasesDB7105
MedlinePlus000661
eMedicine1083998, 1197815
MeSHD012514
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Sarcoma de Kaposi é um tipo de cancro que resulta na formação de manchas ou nódulos na pele, gânglios linfáticos ou outros órgãos.[2] As lesões na pele são geralmente de cor roxa.[2] Podem aparecer de forma isolada, numa região delimitada ou disseminadas pelo corpo.[5] A doença pode-se agravar lentamente ou rapidamente.[4] As lesões podem ser planas ou proeminentes.[4] Nas lesões de todas as pessoas afetadas está presente o herpesvírus humano 8.[2] Entre os fatores de risco estão a deficiência imunitária, quer como resultado de uma doença como de determinados medicamentos, e o linfedema crónico.[2][4]

Existem quatro subtipos da doença: clássico, endémico, associado à imunossupressão e epidémico.[2] Os sarcomas de Kaposi clássicos tendem a afetar homens idosos, a ser de crescimento lento e a afetar as pernas.[2] Os sarcomas de Kaposi endémicos ocorrem em adultos jovens em África e tendem a ser mais agressivos.[2] Os sarcomas de Kaposi associados à imunossupressão ocorrem geralmente em pessoas que se submeteram a um transplante de órgãos e afetam sobretudo a pele.[2] Os sarcomas de Kaposi epidémicos ocorrem em pessoas com SIDA e podem afetar várias partes do corpo.[2] O diagnóstico é confirmado com biópsia aos tecidos, podendo a extensão da doença ser avaliada com exames imagiológicos.[2][4]

O tratamento depende do subtipo, de a doença ser localizada ou disseminada e do estado do sistema imunitário da pessoa.[4] As lesões da pele localizadas podem ser tratadas com cirurgia, injeções de quimioterapia na lesão ou radioterapia.[4] A doença disseminada pode ser tratada com quimioterapia ou biofármacos.[4][2] Em pessoas com VIH/SIDA, a terapia anti-retroviral de alta eficácia (HAART) previne e em muitos casos trata a doença.[6] Em alguns casos pode ser necessária quimioterapia.[6] Os casos de doença disseminada estão associados a uma maior mortalidade.[4]

A doença é relativamente comum em pessoas com VIH/SIDA e em pessoas que se submeteram a um transplante de órgãos.[4][6] Cerca de 35% das pessoas com SIDA desenvolvem a doença.[7] A doença foi descrita pela primeira vez em 1872 por Moritz Kaposi.[5][8] Na década de 1980 tornou-se conhecida por ser uma das doenças associadas à SIDA.[5] O vírus associado a este cancro foi descoberto em 1994.[5][9]

Referências

  1. ↑ Sand, M; Sand, D; Thrandorf, C; Paech, V; Altmeyer, P; Bechara, FG (4 de junho de 2010). «Cutaneous lesions of the nose.». Head & Face Medicine. 6. 7 páginas. PMC 2903548Acessível livremente. PMID 20525327. doi:10.1186/1746-160X-6-7
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 «Kaposi Sarcoma Treatment». National Cancer Institute (em inglês). 16 de junho de 2017
  3. ↑ Schneider JW, Dittmer DP (agosto de 2017). «Diagnosis and Treatment of Kaposi Sarcoma». American Journal of Clinical Dermatology. 18 (4): 529–539. PMC 5509489Acessível livremente. PMID 28324233. doi:10.1007/s40257-017-0270-4
  4. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Schwartz RA, Micali G, Nasca MR, Scuderi L (agosto de 2008). «Kaposi sarcoma: a continuing conundrum». Journal of the American Academy of Dermatology. 59 (2): 179–206; quiz 207–8. PMID 18638627. doi:10.1016/j.jaad.2008.05.001
  5. 1 2 3 4 «Kaposi Sarcoma Treatment». National Cancer Institute (em inglês). 1 de outubro de 2015. Consultado em 18 de dezembro de 2017
  6. 1 2 3 Hoffmann C, Sabranski M, Esser S (2017). «HIV-Associated Kaposi's Sarcoma». Oncology Research and Treatment. 40 (3): 94–98. PMID 28259888. doi:10.1159/000455971
  7. ↑ Ferri, Fred F. (2017). Ferri's Clinical Advisor 2018 E-Book: 5 Books in 1 (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 735. ISBN 9780323529570
  8. ↑ Kaposi, M (1872). «Idiopathisches multiples Pigmentsarkom der Haut». Archiv für Dermatologie und Syphilis. 4 (2): 265–273. doi:10.1007/BF01830024
  9. ↑ Chang Y, Cesarman E, Pessin MS, Lee F, Culpepper J, Knowles DM, Moore PS (dezembro de 1994). «Identification of herpesvirus-like DNA sequences in AIDS-associated Kaposi's sarcoma». Science. 266 (5192): 1865–9. Bibcode:1994Sci...266.1865C. PMID 7997879. doi:10.1126/science.7997879

Ligações externas