Serra da Meruoca

Serra da Meruoca
Serra da Meruoca
Vista da formação geomorfológica pela BR-222, na altura de Irauçuba.
Localização
Coordenadas 3.564821° S 40.455437° O
Localização Noroeste Cearense
País(es)  Brasil
Subsistemas Matas dos Cocais, Caatinga.
Características
Altitude máxima 1020 m

Serra da Meruoca é uma serra localizada no norte cearense nos municípios de Meruoca, Coreaú, Alcântaras, Massapê e Sobral. É um dos maciços residuais dispersos nas depressões sertanejas do interior cearense e possui uma vegetação em altas altitudes do tipo floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular, ou mata úmida serrana, e em baixas altitudes do tipo floresta subcaducifólia espinhosa, ou mata seca.

Serra da Meruoca

A Serra da Meruoca se configura como um Brejo de altitude, termo aplicado em localidades com condições de umidade que propiciam a formação e permanência original de florestas, em forte contraste com os sertões secos. Caracteriza-se como um enclave de tropicalidade no meio do semiárido: “uma ilha de paisagens úmidas, quentes ou subquentes, com solos de matas e sinais de antigas coberturas florestais, quebrando a continuidade dos sertões revestidos de caatinga” (AB’SÁBER, 1999, p.17).

A serra é também conhecida por ter imensos pés de cajus[1]

Com quase 16 mil habitantes, Meruoca tem um clima agradável e uma vasta área verde que encanta os visitantes. Os atrativos naturais formam um cenário composto por riachos, bicas e cachoeiras que se abrem para trilhas naturais no meio da mata intocada, onde estão árvores frutíferas, roseirais nativas e belas formações rochosas. Além disso, em 2008, a região serrana foi transformada numa APA (Área de Proteção Ambiental) com o objetivo de proteger toda a fauna e flora por conta da indústria imobiliária que queria se apropriar da região. A região apresenta diversas trilhas ecológicas, cachoeiras, paredões para prática de rapel, voos de asa delta ou parapente e outros atrativos que só os amantes da natureza sabem apreciar.

Fauna

A Serra da Meruoca possui rica biodiversidade ao unir caatinga e matas tropicais de altitude.

Entre as aves encontram-se o Caburé-acanelado (Aegolius harrisii), o Chupa-dente-de-capuz (Conopophaga roberti), a Peitica (Empidonomus varius rufinus), o Balança-rabo-de-chapéu-preto (Polioptila plumbea) e o Bacurau (Nyctidromus albicolis). [2][3][4][5]

Entre os pequenos invertebrados está a lacraia Quarenta-pernas (Sphendononema guildingii) e a aranha Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana), esta última que é endêmica do nordeste oriental do Brasil e é a segunda maior espécie de aranha conhecida.[6][7]


Referências

  1. ↑ Gomes, Pimentel (1973). Fruticultura brasileira. [S.l.]: NBL Editora
  2. ↑ Adeodato, André (15 de março de 2026). «Caburé-acanelado (Aegolius harrisii)». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026
  3. ↑ Whitlock, Audrey (3 de março de 2026). «Chupa-Dente-de-Capuz (Conopophaga roberti)». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026
  4. ↑ Hofland, Remco (7 de março de 2026). «subespécie Empidonomus varius rufinus». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026
  5. ↑ desireedavis (28 de fevereiro de 2026). «Balança-rabo-de-chapéu-preto (Polioptila plumbea)». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026
  6. ↑ Junior, Romilson Silva Lopes (29 de novembro de 2025). «Quarenta-pernas (Sphendononema guildingii)». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026
  7. ↑ Gussoni, Carlos Otávio (14 de janeiro de 2024). «Lasiodora parahybana». iNaturalist. Consultado em 5 de abril de 2026