Silvio Piola

Silvio Piola

Piola na Pro Vercelli
Informações pessoais
Data de nascimento 29 de setembro de 1913
Local de nascimento Robbio, Itália
Nacionalidade italiano
Data da morte 4 de outubro de 1996 (83 anos)
Local da morte Gattinara, Itália
Altura 1,78 m
Informações profissionais
Posição atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1929–1934
1934–1943
1943–1944
1944–1947
1947–1954
Total
Pro Vercelli
Lazio
Torino
Juventus
Novara
00127 000(51)
00238 00(158)
00023 000(27)
00080000(53)
00185 000(86)
0065300(375)
Seleção nacional
1933–1935
1935–1952
Itália B
Itália
00006 000(11)
00034 000(30)

Silvio Piola (Robbio, 29 de setembro de 1913 — Gattinara, 4 de outubro de 1996) foi um futebolista italiano, considerado um dos mais prolíficos centroavantes de todo o futebol daquele país. Principal destaque do título da Itália na Copa do Mundo FIFA de 1938, ele ainda detém o recorde de maior artilheiro do Campeonato Italiano de Futebol, com 274 gols em 537 jogos.[1] Também tem a maior média de gols da selecção italiana: 0,88 gols por partida, tendo somado trinta gols em 34 jogos pela Azzurra.[2]

Notabilizado por sua longeva carreira cheia de gols em um total de 405 em 642 partidas disputadas,[3] Piola era um atacante astuto e altamente eficiente, raramente desperdiçando chances.[3] Sua única mágoa com o futebol foi o fato de nunca ter conquistado a primeira divisão do campeonato italiano,[3][4] apesar de seus gols e de ter atuado em dois dos maiores vencedores da competição, os rivais Torino e Juventus. Seu único outro título além da Copa foi uma Serie B, quando estava no Novara. Piola foi o único jogador desse time a representa-lo posteriormente à década de 1920 na seleção italiana.[5]

Embora tenha jogado por diversos clubes, Piola associou-se em especial à Lazio. É considerado o segundo maior jogador da história da equipe, abaixo apenas de Giorgio Chinaglia, e segue como maior artilheiro do clube no campeonato italiano (143 gols) e no total (149 gols). Curiosamente, quando enfrentou o time também marcou gols com frequência, onze vezes, sendo um dos maiores carrascos da equipe onde mais foi ídolo.[6] Curiosamente, Piola defendeu duas duplas rivais: além de jogador de Torino e Juventus,[7] começou a carreira na Pro Vercelli e encerrou-a no Novara, exatamente o maior rival de seu primeiro clube.[8] Piola destacou-se em ambos a ponto de seu nome batizar os estádios dos dois, havendo um Stadio Silvio Piola em Vercelli e um Stadio Silvio Piola em Novara. Já no clássico entre Juve e Toro, Piola é um dos três jogadores a marcar gols por ambos os clubes, embora ambos tenham trocado 98 futebolistas até 2018.[7] No Derby della Capitale, entre Lazio e Roma, segue como maior artilheiro laziale, com sete gols em 17 clássicos.[9]

Desde 2002, Piola também nomeia o prêmio oferecido ao melhor atacante de menos de 21 anos das duas primeiras divisões do campeonato italiano.[1] Em eleições realizadas no fim do século XX, Piola esteve entre os cem melhores jogadores do século em listas da revista britânica World Soccer e da brasileira Placar, que o colocou acima do contemporâneo Giuseppe Meazza e também de Gabriel Batistuta, Paul Gascoigne, Roberto Baggio, Zinédine Zidane, Davor Šuker, Mario Kempes e Zbigniew Boniek, dentre outros jogadores de ataque. A revista italiana Guerin Sportivo, em lista dos cinquenta maiores, o colocou em 29º lugar, à frente de Ronaldo, Bobby Charlton, Luigi Riva, Paolo Rossi, Baggio, Gerd Müller, Paulo Roberto Falcão, Karl-Heinz Rummenigge, Batistuta e Rivellino, dentre outros meias/atacantes.[carece de fontes?]

Carreira em clubes

Pro Vercelli

Começou a carreira na tradicional Pro Vercelli, clube situado próximo à cidade em que Piola nasceu e que ainda jogava na primeira divisão na época.[1] Piola estreou ainda na temporada 1929–30, na qual atuou só três vezes, sem marcar gols.[carece de fontes?] Uma temporada depois, já se destacava como artilheiro dos leoni no campeonato; mesmo tendo ainda dezessete anos, marcou treze gols.[1] Três desses gols ocorreram em um só jogo, em tripletta na vitória de 6–3 sobre o Napoli. Piola também vazou Lazio em vitória de 3–0, a campeã Ambrosiana (nome à época da Internazionale), abrindo o placar em Milão em derrota de 6–1, e duas vezes o terceiro colocado Bologna, os dois de vitória de 2–0. A Pro Vercelli terminou em 10º lugar, à frente do Milan.[carece de fontes?]

Na temporada seguinte, a de 1931–32, Piola teve desempenho similar, com doze gols.[carece de fontes?] Quatro deles, incluindo o da virada parcial para 2–1 e o da vitória, ocorreram em triunfo de 5–4 fora de casa sobre o Alessandria,[carece de fontes?] jogo considerado um clássico regional no Piemonte.[8] Piola voltou a ser o artilheiro de seu time no campeonato, além de ter marcado novamente sobre a Ambrosiana-Inter (2–0), Lazio (2–2) e no time campeão, dessa vez a Juventus (derrota de 2–1). Os números foram fundamentais, pois o clube ficou apenas uma posição acima dos times que precisaram travar jogo-extra contra o rebaixamento.[carece de fontes?]

Na temporada 1932–33, Piola marcou onze gols na Serie A,[carece de fontes?] incluindo em cada jogo contra o Milan (os dois da vitória por 2–1 no primeiro turno e na derrota pelo mesmo placar no returno) outro sobre a Ambrosiana-Inter (derrota de 4–2) e mais em novo triunfo no clássico com o Alessandria (3–2). Outra vez, foi o artilheiro do clube, que terminou em 12º.[carece de fontes?]

Na temporada seguinte, elevou os números para quinze gols, sua cifra mais alta enquanto jogador da Pro Vercelli, que subiu à 7ª colocação.[carece de fontes?] Chegou a marcar seis vezes em uma só partida, marca então inédita e só igualada uma vez, por Omar Sívori, da Juventus.[1] Foi em vitória de 7–2 sobre a Fiorentina, marca que além do único em clássico fora de casa com o Alessandria; nos dois jogos contra o Casale,[carece de fontes?] duelo que também envolve rivalidade local,[8] abrindo o placar em vitória de 4–1 e marcando o gol do empate em 1–1 fora de casa; além de marcar novamente sobre o Milan, em vitória de 2–1. Piola conseguiu pela primeira vez média superior a meio gol por jogo, pois os quinze gols vieram em 28 aparições.[carece de fontes?]

O desempenho valeu uma transferência à Lazio, em negociação polêmica, sob suspeitas de pressão do Partido Nacional Fascista, que tinha ligações com o clube romano.[1][4]

Lazio

Lazio da temporada 1940–41. Piola é o mais alto dos jogadores em pé.

Nos aquilotti, Piola não tardou a exibir suas credenciais,[1] marcando 21 gols em 29 jogos.[carece de fontes?] Terminou o torneio na vice-artilharia geral, e o time, no 5º lugar. Dentre os gols, dois vieram em vitória de 5–3 sobre a Juventus, que terminaria o torneio como pentacampeã seguida (algo inédito e só superado na década de 2010, pelo mesmo clube); os que empataram em 1–1 o Derby della Capitale com a Roma e o encontro fora de casa com o Milan, além de três na rodada final contra a Ambrosiana-Inter. Dois dos gols de Piola nesse jogo vieram nos dez minutos finais e foram decisivos para os rumos do campeonato: a Ambrosiana, que começara a rodada empatada com a Juventus, com a derrota terminou no vice-campeonato para o time de Turim, que em paralelo vencera seu jogo na rodada. Foi em meio à temporada 1934–35 que Piola, em 24 de março de 1935, estreou pela seleção italiana.[carece de fontes?]

Na temporada 1935–36, o atacante marcou 19 gols em 27 jogos,[carece de fontes?] ficando novamente na vice-artilharia geral, embora a Lazio tenha terminado somente em 7º. Dentre eles, os dois de empate em 2–2 com o Milan, um em vitória de 3–0 sobre a Juventus, além de diversas triplette: fez os três gols laziali no triunfo de 3–2 sobre a Triestina, três nos 5–0 sobre a Sampierdarenese e todos do 3–0 sobre o Palermo.[carece de fontes?]

Na temporada seguinte, Piola marcou 21 gols em 28 jogos,[carece de fontes?] dessa vez obtendo a artilharia do campeonato, pela primeira vez na carreira,[1] e o vice-campeonato para a Lazio. Dentre os gols, vazou duas vezes o Milan em cada partida (vitória por 3–0 e derrota de 5–3) dois em vitória de 3–0 sobre o Milan, o único de 1–0 na Juventus, o do empate em 2–2 fora de casa com a Ambrosiana-Inter, além de duas triplette: no 5–1 fora de casa no Alessandria e no 4–0 sobre o Napoli.[carece de fontes?]

O vice-campeonato não deixou de classificar a Lazio à Copa Mitropa, torneio que reunia clubes do países da Europa Central e considerado precursor da atual Liga dos Campeões da UEFA. Nele, o time também foi vice-campeão. Em paralelo, na temporada 1937–38 a Lazio não foi tão bem na Serie A, mas Piola novamente demonstrou força, garantindo-se na Copa do Mundo FIFA de 1938.[1] Marcou quinze vezes em 28 jogos,[carece de fontes?] com seu clube terminando em 6º. Dentre os gols, um foi marcado em 1–1 no clássico com a Roma, tendo Piola vazado ainda a Juventus (1–1) e obtido uma tripletta contra a Fiorentina (5–0).[carece de fontes?]

Nas duas temporadas subsequentes, porém, Piola marcou somente nove gols em cada.[carece de fontes?] Na de 1938–39, com a Lazio em 10º lugar, três dos gols vieram em um único jogo, em 5–0 sobre a Lucchese; na outra, o clube pôde terminar em 4º, com o atacante marcando em cada jogo contra o Milan (2–0 fora de casa e 2–2) e na campeã Ambrosiana-Inter. Na temporada 1940–41, foram dez gols pelo antepenúltimo colocado.[carece de fontes?] Dois deles foram os da vitória de 2–0 sobre a rival Roma.[carece de fontes?]

Piola voltou a ter números expressivos na temporada 1941–42, marcando dezoito vezes em 24 jogos,[carece de fontes?] terminando na vice-artilharia e a Lazio, a dois pontos do vice-campeonato. O vice foi o Torino, que germinava o Grande Torino da década de 1940 e foi derrotado por 4–1 com Piola marcando o último. Ele também marcou três gols em 5–1 sobre o Bologna e no 4–0 sobre o Liguria, anotando ainda no clássico com a Roma (derrota de 2–1) e nos dois jogos contra o Milan (um em empate em 2–2 e dois na vitória de 5–2 em Milão). Porém, a campeã foi a rival Roma, pela primeira vez.[carece de fontes?]

Na temporada posterior, Piola conseguiu marcar 21 gols em 22 jogos.[carece de fontes?] Conseguiu assim nova artilharia na Serie A, embora a Lazio tenha terminado apenas em 9º. Destacou-se sobretudo com a tripletta no 3–1 sobre a Ambrosiana-Inter, os quatro gols em 5–3 na Juventus, o gol que abriu o placar em vitória de 3–1 no dérbi com a Roma e dois gols em triunfo de 4–2 sobre o Milan; marcou ainda em outro 4–2, obtido no reencontro em Turim contra a Juventus. Aquele foi o último campeonato italiano regularmente travado em meio à Segunda Guerra Mundial.[carece de fontes?]

Pela Lazio, Piola é o maior artilheiro do Derby della Capitale, com sete gols em 17 clássicos disputados, e o segundo com mais partidas no duelo, abaixo apenas das 22 de Giuseppe Wilson.[9]

Nos rivais Torino e Juventus

Piola à direita, com Čestmír Vycpálek pela Juventus na temporada 1946–47, a mais próxima que esteve do título italiano.

Em função da guerra, Piola chegou a ser dado como morto e ter missa rezada em sua homenagem.[4] O agravamento do conflito em solo italiano impossibilitou que o campeonato nacional prosseguisse no centro-sul do país, incluindo a cidade de Roma. Essa parte do país já havia sido liberta do fascismo pelos Aliados, enquanto o norte seguia como Estado fantoche da Alemanha Nazista, que havia resgatado o ditador Benito Mussolini da prisão. Piola viajou ao norte com a intenção de buscar familiares e leva-los para Roma. Porém, viu-se impossibilitado de voltar. Tais fatores extracampo fizeram com que no ano de 1944, quando disputou-se o "Campeonato da Alta Itália", o atacante, sob permissão especial, defendesse o Torino. Ele marcou 27 gols em 23 jogos. Era a década do chamado Grande Torino, que conseguiu um pentacampeonato seguido na Serie A. Porém, nem mesmo naquele torneio, não reconhecido como oficial pela Federação Italiana de Futebol, Piola ganhou;[7] o Toro liderou a primeira fase de grupos e um quadrangular-semifinal (que envolvia a rival Juventus e a Ambrosiana-Inter), mas terminou em segundo no triangular-final, abaixo do time dos bombeiros de La Spezia, o Vigili del Fuoco.[carece de fontes?]

Em 1945, Piola jogou outro torneio de guerra, pelo Novara.[carece de fontes?] Com o fim da conflito, ele preferiu permanecer no Piemonte e solicitou à Lazio que fosse negociado. Assim, foi transferido à Juventus. O campeonato italiano foi retomado a partir da temporada 1945–46, edição em que foi excepcionalmente realizado com fase de grupos. Nela, Piola esteve bastante perto do título: a Juve estava à frente do rival Torino quando começou a rodada derradeira da fase final.[7] Nela, os bianconeri, com gol de Piola, empataram em visita ao Napoli. Porém, o rival venceu sua partida (por 9–1) e terminou campeão.[carece de fontes?] No campeonato, Piola marcou dezesseis vezes em 29 jogos,[carece de fontes?] incluindo o da vitória de 2–1 sobre o próprio Toro em clássico de Turim que abriu o torneio, o que empatou em 1–1 duelo contra o Milan, o que abriu o empate em 2–2 com a Internazionale (todos ainda pela fase de grupos) e o único de nova vitória sobre o rival Torino, em 1–0 já pela fase final.[carece de fontes?]

Em paralelo àquele campeonato, Piola voltou a defender a seleção italiana após quatro anos.[carece de fontes?] Já na temporada 1946–47, o atacante marcou dez gols em 28 jogos.[carece de fontes?] A Juventus ficou novamente como vice do Torino, mas dez pontos atrás. O veterano destacou-se sobretudo com dois gols marcados em vitória de 5–1 fora de casa sobre a Roma.[carece de fontes?] Visando encerrar a carreira, para a temporada seguinte ele acertou um retorno à região em que nascera, negociando com o Novara.[1]

Embora a rivalidade entre Torino e Juventus seja o dérbi italiano com maior número de jogadores que defenderam as duas equipes - 98 à altura do ano de 2018 -, somente três marcaram por ambos no Derby della Mole. Piola foi um deles, ao lado de Guglielmo Gabetto e Vittorio Sentimenti, tendo assinalado três pelos grenás e outro pelos alvinegros.[7]

Novara

O Novara é precisamente o maior rival da Pro Vercelli,[8] primeiro clube de Piola, que vinha para disputar a segunda divisão. Foi a única temporada da carreira em que Piola ausentou-se da elite italiana. Os azzurri logo subiram à primeira divisão sob o protagonismo do veterano,[1] ganhando a Serie B de 1947–48, quando marcou dezesseis vezes em trinta jogos. Mesmo ainda jogando a divisão inferior, Piola chegou a disputar uma partida pela Itália, em 9 de novembro de 1947.[carece de fontes?] Tornou-se apenas o quinto a jogar pela seleção vindo do Novara, e o único desde a década de 1920.[5]

Com Piola, o Novara pôde passar seis anos tranquilamente na primeira divisão.[5] Na temporada 1948–49, pelo 15º colocado, marcou quinze vezes, incluindo em cada partida contra a Lazio (derrota de 2–1 e 2–2) e Roma (derrota de 4–1 e vitória de 2–1). Já na seguinte, foram somente quatro gols pelo 17º colocado, um deles sobre a campeã Juventus (em derrota de 3–2), que não vencia o torneio desde a temporada 1934–35.[carece de fontes?]

Piola voltou a fazer uma boa temporada na edição de 1950–51, com dezenove gols em 37 jogos.[carece de fontes?] Dentre eles, conseguiu uma tripletta em 4–2 sobre a Lazio, marcando ainda em 3–1 na Juventus pelo 12º colocado. Na de 1951–52, foram dezoito gols em 31 jogos,[carece de fontes?] incluindo contra Lazio (2–2) e os dois que descontaram derrota de 6–2 para o Milan. O Novara conseguiu um 8º lugar, a melhor campanha de sua história.[5] Ao fim daquela temporada, em 18 de maio de 1952, Piola voltou a defender a Itália pela primeira vez em cinco anos, desde aquela partida em que jogou pela Azzurra vindo da Serie B. Também foi precisamente seu último jogo pela seleção.[carece de fontes?]

O atacante prosseguiu a carreira por mais duas temporadas, anotando nove gols em 25 partidas na de 1952–53.[carece de fontes?] Nela, o Novara terminou em 10º e Piola vazou Lazio (2–2 e duas vezes em vitória fora de casa por 3–1), a campeã Internazionale (derrota de 2–1) e a Juventus (1–1). Na última temporada da carreira, a de 1953–54, Piola jogou nove partidas, marcando cinco vezes, vazando a campeã Internazionale (derrota de 2–1) e o Milan (1–1), dentre outros.[carece de fontes?] Seu último jogo como profissional foi em apoteótica partida em que ele, como capitão, recebeu os aplausos de um público de 90 mil pessoas em Florença que pagou para despedir-se do artilheiro.[3] Duas temporadas depois, o Novara acabaria rebaixado e só retornaria à elite do futebol italiano 55 anos depois.[10]

Seleção Italiana

A Seleção Italiana antes de partida contra a Tchecoslováquia em Gênova, em 1936. Piola é o penúltimo agachado, da esquerda para a direita.

Se mesmo com sua longa carreira não pôde sentir o gosto de ser campeão italiano, Piola sagrou-se campeão de uma Copa do Mundo pela Seleção Italiana, sendo o grande destaque da campanha vitoriosa no mundial de 1938. A primeira convocação veio em 1935. A última, em 1952, quando ele já tinha 39 anos e estava à beira de aposentar-se, no Novara.[3] A estreia de Piola, mais precisamente, ocorreu em 24 de março de 1935,[carece de fontes?] chamado às pressas para substituir Angelo Schiavio.[1] O estreante marcou os dois gols da partida, na vitória de 2–0 sobre o Wunderteam da Áustria, dentro de Viena,[carece de fontes?] pela Copa Internacional da Europa Central - precursora da Eurocopa. Após três partidas sem marcar, voltou a anotar dois gols em um só jogo na quinta aparição. Foi em vitória de 5–2 em Milão em 25 de outubro de 1936 sobre a Suíça, pela mesma competição.[carece de fontes?]

Piola voltou a marcar pela Itália já na nona partida. Foi o único de jogo contra a Tchecoslováquia em Praga, também pela Copa Internacional, em 23 de maio de 1937. A partir dali, o atacante reuniu 22 gols nas dezoito partidas seguintes que fez pela Azzurra. Só não marcou em cinco partidas, nenhuma delas seguidas uma a outra. Dentre elas, até a Copa de 1938 havia feito duas em vitória por 3–1 sobre a Noruega em Oslo, em amistoso de 27 de maio de 1937; os dois do empate em 2–2 com a Suíça em Genebra, pela Copa Internacional; e três em 6–1 sobre a Bélgica, já em 15 de maio de 1938, em amistoso em Milão.[carece de fontes?]

Na Copa, seu papel foi decisivo, marcando gols importantes em quase todas as partidas: na estreia, fez o gol da vitória de 2–1 na prorrogação, contra a Noruega; marcou outros dois na partida seguinte, já pelas quartas-de-final, contra os anfitriões, os franceses; a semifinal, contra o Brasil, foi a única partida em que ele não acertou as redes, ainda assim sendo determinante para a vitória italiana: o primeiro gol da Azzurra surgiu em jogada dele, na primeira vez em que conseguira antecipar-se a Domingos da Guia, servindo para Gino Colaussi abrir o marcador aos 6 minutos do segundo tempo.[11] Foi provocando Domingos que ele, em lance sem disputa de bola entre ambos, cavou, nove minutos depois, pênalti que seria convertido por Giuseppe Meazza.[11]

Registro do primeiro gol de Piola na final da Copa do Mundo FIFA de 1938.

Na final, voltou a marcar. Com a partida empatada em 1–1, aproveitou passe de Meazza para chutar no ângulo esquerdo do gol húngaro [12] e colocar os italianos à frente, ainda aos 16 minutos do primeiro tempo. Posteriormente, com o jogo em 3–2 para a Itália, Piola ruiu qualquer possível reação adversária ao conseguir aos 37 minutos do segundo tempo, mesmo prensado, colocar a bola no canto direito.[12] Sua eficiência fez com que ele, vice-artilheiro do mundial, fosse escalado para a seleção da Copa, sobrepujando o artilheiro Leônidas da Silva [13] (ausente na semifinal por estar contundido [11]). Segundo ele, porém, o gol mais importante foi o da estreia:[14]

Celebrado por Giuseppe Meazza ao fim da final da Copa do Mundo FIFA de 1938.

Após a Copa, Piola marcou oito gols nas sete partidas seguintes que fez pela Itália. Dois deles foram sobre a Alemanha em vitória de 3–2 em 26 de março de 1939,[carece de fontes?] época em que a seleção alemã também incluía ex-jogadores do Wunderteam da Áustria, anexada no ano anterior.[15] Também marcou no empate em 2–2 em Milão em amistoso de 13 de maio de 1939 contra a Inglaterra,[carece de fontes?] resultado considerado honroso: os ingleses julgavam-se como a melhor seleção do mundo, minimizando a importância da Copa do Mundo FIFA, na qual só viriam a aceitar em participar a partir da edição de 1950.[16] Seu gol foi na realidade com a mão, em lance tão rápido que o árbitro e boa parte dos observadores não notaram a irregularidade.[3]

Piola em seguida marcou um gol em duas vitórias fora de casa, contra a Iugoslávia em Belgrado, em 2–1 travado em 4 de junho de 1939; e em 3–1 sobre a Hungria em Budapeste, quatro dias depois.[carece de fontes?] Em 20 de julho de 1939, Piola marcou os três gols italianos de vitória de 3–2 sobre a Finlândia em Helsinque. A Segunda Guerra Mundial começou semanas depois, mas de início não interrompeu o campeonato italiano. Ainda assim, as partidas da seleção tornaram-se menos frequentes. Piola jogou três vezes pela Itália em 1940, com um gol marcado (sobre a Romênia em Roma, em 2–1 jogado em 4 de abril); e outra vez em 1942, marcando na vitória de 4–0 sobre a Espanha em Milão, em 19 de abril.[carece de fontes?] O conflito também impediu que houvesse a Copa do Mundo FIFA esperada para aquele ano.

Após a partida contra os espanhóis, Piola defendeu a Itália mais quatro vezes, em partidas esparsas, marcando gols nas duas primeiras. Reapareceu em 11 de novembro de 1945, em 4–4 contra a Suíça em Zurique, e após um ano esteve no 3–2 sobre a Áustria em Milão, em 1 de dezembro de 1946, outro ano em que a Copa do Mundo FIFA esteve impossibilitada. Cerca de outro ano depois, apareceu em derrota de 5–1 para os austríacos em Viena.[carece de fontes?] Àquela altura, Piola estava no Novara, disputando a segunda divisão.[1] Depois de quase cinco anos, reapareceu para uma última partida, em 18 de maio de 1952, no empate em 1-1 com a Inglaterra em Florença.[carece de fontes?]

Títulos

Novara
Itália

Prêmios individuais

  • Hall da Fama do Futebol Italiano: 2011 (postumamente)
  • Calçada da Fama do Esporte Italiano: 2015
  • IFFHS ALL TIME DREAM TEAMS ITALY (Time B)[17]

Artilharias

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 MOURA, Anderson (maio de 2011). «Ninguém na Itália fez mais gols do que Silvio Piola». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  2. ↑ DINIZ, Guilherme (abril de 2014). «Times históricos: Itália 1934-1938». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  3. 1 2 3 4 5 6 O que vale é bola na rede (novembro de 1999). Placar - Especial "Os Craques do Século". Editora Abril, p. 98
  4. 1 2 3 GEHRINGER, Max (novembro de 2005). Os campeões. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 3 - 1938 França. Editora Abril, p.p 42-43
  5. 1 2 3 4 MOREIRA, Braitner (janeiro de 2010). «Novara, o último invicto italiano». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  6. ↑ GORDIANO, Cleber (agosto de 2014). «Os 10 maiores jogadores da história da Lazio». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  7. 1 2 3 4 5 OLIVEIRA, Nelson (15 de dezembro de 2018). «Corações ingratos: os jogadores que defenderam os rivais Juventus e Torino». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  8. 1 2 3 4 «Curva Ospiti - Pro Vercelli: la sua tifoseria». Pianeta Empoli. 2 de novembro de 2012. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  9. 1 2 RABELO, Thières (novembro de 2012). «Dérbis: Lazio x Roma». Calciopédia. Consultado em 17 de dezembro de 2018
  10. ↑ «Novara vence Padova e sobe para a Serie A». Trivela.com. 13 de junho de 2011. Consultado em 13 de junho de 2011[ligação inativa]
  11. 1 2 3 GEHRINGER, Max (novembro de 2005). Derrota amarga. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 3 - 1938 França. Editora Abril, p. 38
  12. 1 2 GEHRINGER, Max (novembro de 2005). Os gols da final. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 3 - 1938 França. Editora Abril, p. 41
  13. ↑ GEHRINGER, Max (novembro de 2005). Ainda melhor que em 1934. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 3 - 1938 França. Editora Abril, p. 40
  14. 1 2 CASTRO, Robert (2014). Capítulo IV - Francia 1938. Historia de los Mundiales. Montevidéu: Editorial Fín de Siglo, pp. 56-78
  15. ↑ GEHRINGER, Max (novembro de 2005). Um time anexado. Placar: A Saga da Jules Rimet, fascículo 3 - 1938 França. Editora Abril, p. 30
  16. ↑ GEHRINGER, Max (jan. 2006). Ninguém segura a Hungria. Placar Especial "A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça". São Paulo: Editora Abril, pp. 6-8
  17. ↑ «IFFHS MEN'S ALL TIME ITALY DREAM TEAM - 100». Consultado em 21 de dezembro de 2024