Stereolab

Stereolab
Stereo lab ao vivo.
Informações gerais
OrigemLondres, Inglaterra
PaísReino Unido
Gênero(s)Post-rock
Indie rock
Música experimental
Música eletrônica
Período em atividade1990 - 2009 (hiatus)
Gravadora(s)Duophonic Records
Elektra Records
Too Pure
4AD
Slumberland Records
Drag City
Afiliação(ões)McCarthy
Monade
Snowpony
High Llamas
Imitation Electric Piano
Atlas Sound
IntegrantesTim Gane
Lætitia Sadier
Simon Johns
Joseph Watson
Julien Gasc
Ex-integrantesMary Hansen
Andy Ramsay
Sean O'Hagan
Duncan Brown
Katharine Gifford
Morgane Lhote
Dominic Jeffery
Richard Harrison
Joe Dilworth
Martin Kean
Gina Morris
Página oficialSite Oficial

Stereolab é um grupo musical franco-britânico de post-rock cujo estilo é uma mistura de pop e lounge dos anos de 1950-1960 com ritmos emprestados do krautrock, da música brasileira, da eletrônica e de uma miríade de outras influências. O grupo foi fundado em 1990 pelo compositor inglês Tim Gane (guitarra, teclados) e a artista francesa Lætitia Sadier (canto, teclados, guitarra, trombone), que escreve e canta em francês e inglês[1].

São conhecidos pelo uso de sintetizadores Moog e órgãos Vox e Farfisa. Ganharam pelos fãs o apelido carinhoso de "The Groop", que aparece no título de uma música do álbum "Space Age Batchelor Pad Music": "The Groop Play Chord X". O aclamado álbum Emperor Tomato Ketchup, de 1996, está na lista "The 100 Greatest Indie Rock Albums of All Time"[2] do site Amazon.com.

Desde abril de 2009, a banda encontra-se em um hiato sem previsão de lançar novo material.[3]

Histórico

Lætitia Sadier e Tim Gane se conhecem nos anos de 1980, durante um concerto do grupo londrino McCarthy, do qual Gane era líder. Uma relação amorosa e musical começa, resultando no Stereolab quando McCarthy se separa no começo dos anos 1990. Eles vendem suas primeiras gravações, principalmente por correspondência e em lojas especializadas (Rough Trade, New Rose etc) até que o primeiro álbum, Peng!, é lançado em 1992.

Formações

Com o passar dos anos, Gane e Sadier receberam a companhia de um grande número de outros músicos para acompanhá-los nos palcos e gravações. A primeira formação incluiu Martin Kean no baixo e Joe Dilworth na percussão, com Russel Yates e Mick Conroy também aparecendo em apresentações. Em 1993 foram recrutados Andy Ramsay (bateria) e Mary Hansen (voz, guitarra, teclados e percussão). A voz distintiva de Hansen se tornou um elemento importante no som dos Stereolab. A artista continuou membro da banda até sua morte em um acidente envolvendo sua bicicleta em Londres, em dezembro de 2002.

A formação presente da banda consiste de Tim Gane, Lætitia Sadier, Andy Ramsay, Simon Johns, Dominic Jeffrey, Joseph Watson, e Joseph Walters.

Estilo

Os primeiros materiais da banda apresentava uma grande influência de krautrock, particularmente Neu! e Faust, com uso de órgãos Farfisa distorcidos e riffs repetitivos na guitarra e nos teclados. Com o desenvolvimento da banda, foi incorporada uma nova instrumentação e um crescente senso de ritmo e estrutura, mostrando cada vez mais influência da MPB.

Letras e títulos

Muitas músicas dos Stereolab tratam de questões filosóficas e políticas, algumas vezes até em cenários surrealistas ou situacionistas. As letras escritas por Sadier, em francês e inglês, são frequentemente sociológicas e se posicionam como um contraponto ao som que é particular à banda. Um exemplo é "Ping Pong", do álbum "Mars Audiac Quintet", que é uma alusão explícita às teorias marxistas sobre a relação entre os ciclos econômico e bélico. Os títulos evocam memórias de histórias de ficção científica dos anos 50, frequentemente sendo "emprestados" diretamente de velhos filmes e gravações da época.

História

1990–1993: Formação

Em 1985, Tim Gane formou McCarthy, uma banda de Essex, Inglaterra, conhecida por seu posicionamento político de esquerda.[4] Gane conheceu Lætitia Sadier, nascida na França,[5] em um show da McCarthy em 1988 na França e os dois rapidamente se apaixonaram. Sadier estava desiludido com a cena do rock na França e logo se mudou para Londres para ficar com Gane e seguir uma carreira musical.[6][5] Em 1990, após três álbuns, a McCarthy se separou e Gane imediatamente formou a Stereolab com Sadier (que também contribuiu com os vocais no último álbum da McCarthy), com Martin Kean, ex-bateirista da banda Chills, e com Gina Morris nos backing vocals.[4][7][8] O nome "Stereolab" foi tirado de uma divisão da gravadora Vanguard Records que demonstrava efeitos hi-fi.[9][10][11]

Gane e Sadier, juntamente com o futuro empresário da banda, Martin Pike, criaram uma gravadora chamada Duophonic Super 45s que, juntamente com a posterior Duophonic Ultra High Frequency Disks, ficaria conhecida como "Duophonic". [12] Gane disse que o "plano original" era distribuir vários discos de 7 e 10 polegadas "– para lançar só um por mês e continuar fazendo edições pequenas". [13] O EP em vinil de 10 polegadas Super 45, lançado em maio de 1991, foi o primeiro lançamento tanto do Stereolab quanto da gravadora, e foi vendido por encomenda postal e pela loja Rough Trade Shop em Londres. A arte da capa e a embalagem do Super 45, feitas pela banda, foram as primeiras de muitas edições personalizadas e limitadas de discos da Duophonic. Em uma entrevista de 1996 para a revista The Wire, Gane chamou a estética "faça você mesmo" por trás da Duophonic de "empoderadora" e disse que, ao lançar sua própria música, "você aprende; isso cria mais música, mais ideias". [14]

Stereolab lançou o EP Super-Electric em setembro de 1991, e um single, entitulado "Stunning Debut Album" (que não era álbum muito menos de estreia, "debut"), em novembro do mesmo ano. O material inicial era voltado para rock e guitarra; sobre o Super-Electric, Jason Ankeny escreveu no AllMusic que "Droning guitars, skeletal rhythms, and pop hooks—not vintage synths and pointillist melodies—were their calling cards ..."[15] Under the independent label Too Pure, the group's first full-length album, Peng!, was released in May 1992. A compilation titled Switched On was released in October 1992 and would be part of a series of compilations that anthologise the band's more obscure material.[16]

Discografia

Álbuns de estúdio

Compilações

  • Switched On (1992), Too Pure/Slumberland
  • Refried Ectoplasm: Switched On, Vol. 2 (1995), Duophonic/Drag City
  • Aluminum Tunes: Switched On, Vol. 3 (1998), Duophonic/Drag City
  • ABC Music: The Radio 1 Sessions (2002), Strange Fruit/Koch
  • Oscillons from the Anti-Sun (2005), Duophonic/Too Pure
  • Fab Four Suture (2006), Duophonic/Too Pure
  • Serene Velocity: A Stereolab Anthology (2006), Duophonic/Elektra/Rhino

Referências

  1. ↑ Stephen Thomas Erlewine & Wade Kergan. «allmusic ((( Stereolab > Biography )))». Consultado em 8 de Fevereiro de 2010
  2. ↑ «The 100 Greatest Indie Rock Albums of All Time». Consultado em 8 de Fevereiro de 2010
  3. ↑ «NME: Stereolab go on hiatus». 6 de Abril de 2009. Consultado em 8 de Fevereiro de 2010
  4. 1 2 Sutton, Michael. «Biography (McCarthy)». AllMusic. Consultado em 30 maio 2007
  5. 1 2 Arundel, Jim (26 outubro 1991). «Stereolab». Melody Maker. Consultado em 26 maio 2007. Cópia arquivada em 28 setembro 2007
  6. ↑ McLean, Craig (10 maio 2019). «Stereolab, Britain's Clever Post-Rock Innovators, Want to Capture Ears Again». The New York Times. Consultado em 13 maio 2019. Cópia arquivada em 12 janeiro 2021
  7. ↑ Phares, Heather. «Biography (Stereolab)». AllMusic. Consultado em 25 maio 2007. Cópia arquivada em 12 janeiro 2021
  8. ↑ Dale, Jon (9 novembro 2018). «Stereolab - Switched on Volumes 1-3». Uncut. Consultado em 13 fevereiro 2019. Cópia arquivada em 12 janeiro 2021
  9. ↑ Perrone, Pierre (13 dezembro 2002). «Obituary: Mary Hansen». The Independent. Cópia arquivada em 16 outubro 2007
  10. ↑ Harvey, Eric (23 julho 2017). «Stereolab: Dots and Loops Album Review». Pitchfork. Consultado em 19 março 2018. Cópia arquivada em 12 janeiro 2021
  11. ↑ Grunebaum, Dan. «In Person: Don't call us retro». Metropolis. Consultado em 29 maio 2007. Cópia arquivada em 19 novembro 2006
  12. ↑ H2O. «Tim Gane (Duophonic/UHF Disks)». Chunklet, Issue 14. Chunklet. Consultado em 26 maio 2007. Cópia arquivada em 23 novembro 2010
  13. ↑ McGonical, Mike (agosto 2006). «Stereolab / Serene Velocity». (compilation Album Booklet) R2 79533
  14. ↑ Shapiro, Peter (julho 1996). «Laboratory Secrets—Stereolab». The Wire. Cópia arquivada em 30 junho 2007
  15. ↑ Ankeny, Jason. «Review (Super-Electric)». AllMusic. Consultado em 30 maio 2007
  16. ↑ Phares, Heather. «Review (Fab Four Suture)». AllMusic. Consultado em 25 maio 2007

Ligações externas

Informações