Suely Franco
| Suely Franco | |
|---|---|
![]() Franco em 2014. | |
| Nome completo | Suely Franco Mendes |
| Nascimento | 16 de outubro de 1939 (86 anos) Rio de Janeiro, Distrito Federal |
| Nacionalidade | brasileira |
| Ocupação | atriz, cantora e humorista |
| Atividade | 1960–presente |
| Cônjuge | Eduardo Sidney (c. 1961; div. 1964) Carlos Koppa (c. 1964; div. 1974) |
| Filho(a)(s) | 1 |
| Outros prêmios | |
| Prêmio APCA de Melhor Atriz em Teatro 1972 – A Capital Federal 1999 – Somos Irmãs Prêmio APCA de Melhor Atriz em Televisão 2026 – Dona de Mim | |
Suely Franco Mendes (Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1939) é uma atriz brasileira. Sua carreira, que se estende por mais de seis décadas, teve início em 1960. Ao longo desse período, destacou-se pela versatilidade no teatro e na televisão, colaborando com importantes autores da cena nacional, especialmente no gênero da comédia. Os prêmios de Franco incluem três Prêmios APCA, dois Prêmios Shell e um Prêmio Qualidade Brasil. Ela recebeu indicações a um Troféu Imprensa e um Prêmio Guarani.
A carreira de Franco começou nos palcos, atuando no elenco da produção Com a Pulga Atrás da Orelha (1960) e O Beijo no Asfalto (1961), ambas com o grupo Teatro dos Sete, a primeira companhia moderna de teatro carioca fundada por nomes como Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Ela fez sua estreia na televisão com uma pequena aparição como garota propaganda da TV Tupi e atriz nos teleteatros, antes de alcançar destaque com seu primeiro grande papel na televisão como Malvina Tavares em Gabriela, Cravo e Canela (1960). Ela colaborou com os principais diretores do teatro nacional desde a década de 1960, consolidando-se como uma atriz cômica, atuando nas adaptações O Patinho Torto (1964), Os Fantástikos (1966), Onde Canta o Sabiá (1966), Deu a Louca em Hollywood (1967) e A Capital Federal (1972). Esta última lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz.
Franco também ganhou enorme projeção por seu papel como a fútil insegura Cordélia no drama cotidiano O Espigão (1974), sendo esta seu primeiro trabalho de destaque na TV Globo. Os anos seguintes foram marcados por personagens diversos em séries e telenovelas, que a fizeram construir uma carreira plural. Ela foi uma das protagonistas de Cuca Legal (1975), uma freira moralista em Estúpido Cúpido (1976), uma dona de casa sofrida em Marina (1980), uma ambiciosa em Jogo da Vida (1981) e uma mulher alto astral em Transas e Caretas (1984). No teatro, viveu um grande momento ao estrelar a comédia dramática Somos Irmãs (1998), pela qual recebeu o segundo APCA de sua carreira e venceu o Prêmio Shell por dois anos consecutivos.
Na televisão, Franco ressurgiu como a inocente Mimosa em O Cravo e a Rosa (2000) e obteve destaque nas produções seguintes, como Sabor da Paixão (2002), Sítio do Picapau Amarelo (2005), Sete Pecados (2007), A Favorita (2008), Cama de Gato (2009), Detetives do Prédio Azul (2014–26), A Dona do Pedaço (2019) e Dona de Mim (2025). Por esta última, recebeu a maior aclamação de sua carreira na televisão, recebendo inúmeros elogios da crítica e prêmios, como o terceiro APCA de sua carreira e sua primeira indicação ao Troféu Imprensa. No cinema, os seus principais trabalhos foram na comédia, como as franquias de Minha Mãe É Uma Peça e D.P.A. - O Filme, mas foi no drama Era o Hotel Cambridge que teve maior reconhecimento, sendo nomeada ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante.
Suely tem se tornado uma das principais age symbols na luta contra o etarismo nas produções brasileiras e defendendo a escalação de atores da terceira idade em papéis de destaque e com histórias relevantes, principalmente após sua aclamada atuação em Dona de Mim (2025). Em março de 2026, a atriz entrou para o seleto grupo de artistas que assinaram contrato vitalício com a TV Globo, com contrato permanente com a emissora.
Primeiros anos
Suely Francos Mendes nasceu em 16 de outubro de 1939 no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Filha de um oficial da Marinha Mercante e de uma dona de casa, ela foi criada no bairro de Olaria, onde fez o primeiro grau e formou-se no ensino médio.[1] Aos sete anos, realizou trabalhos em radioteatro.[1] Desde a adolescência, interessou-se pelas artes estuando piano, aprendendo a tocar acordeão e integrando o grupo de teatro amador na escola e igreja do bairro.[2]
Ela integrou brevemente o grupo do Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno, nos anos 1950.[2] No início da década de 1960, passou a trabalhar como garota propaganda da TV Tupi, aparecendo no programa de variedades culturais de Jacy Campos.[2] Nesta época, ela também começou a atuar nos teleteatros da emissora, exibidos na faixa Grande Teatro Tupi, marcando sua estreia como atriz de televisão na época em que tudo acontecia ao vivo.[2] Suely ingressou na faculdade de Direito neste período, mas não concluiu o curso para seguir carreira de atriz.[2]
Carreira
Primeiros trabalhos (1960—1969)
À convite de sua amiga Zilka Sallaberry, em 1960 começou a fazer parte da companhia Teatro dos Sete, com quem fez sua estreia profissional nos palcos do teatro.[1] Ela então começou a ensaiar o espetáculo O Beijo no Asfalto (1961), de Nelson Rodrigues, sob a direção de Fernando Torres ao lado de nomes consagrados como Fernanda Montenegro, Francisco Cuoco, Mário Lago e Ítalo Rossi. No entanto, enquanto ensaiava, foi convidada a substituir uma atriz na peça Com a Pulga Atrás da Orelha, ainda em 1960, com o mesmo elenco, que acabou marcando a sua estreia profissional com a direção de Gianni Ratto.[2][3] Somente em 1961 O Beijo no Asfalto estreou no teatro a trazendo no papel de Dália, cunhada do protagonista Arandir.[4]
Neste período, ela fez sua estreia na televisão como garota propaganda e atuando em teleteatros da TV Tupi. Mas em 1961, atuou em sua primeira telenovela ao interpretar Malvina Tavares em Gabriela, Cravo e Canela, adaptação pioneira do romance homônimo de Jorge Amado. Nesta versão pouco conhecida, ela deu vida à jovem rebelde à frente de seu tempo que não aceita viver seguindo as convenções da sociedade.[5] Posteriormente, afastou-se das telas e voltou a se dedicar ao teatro. Em 1963, foi uma das protagonistas da peça Oito Mulheres, dividindo o palco com Dulcina de Moraes e Maria Fernanda,[6] e voltou a ser dirigida por Fernando Torres na montagem Um Domingo em Nova York, novamente como protagonista.[7]
O talento para comédia começou a ser explorado em seus trabalhos seguintes. Na comédia de costumes O Patinho Torto, em 1964, recebeu inúmeros elogios da crítica pela performance cômica.[2] Ela foi eleita pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais como atriz revelação do ano por este trabalho, recebendo o Troféu Diário da Notícia.[8] No mesmo ano, a atriz também tem o seu trabalhos reconhecido no musical Os Fantástikos, de Antonio do Cabo, pela qual recebeu mais um prêmio de Revelação Feminina em Musical, desta vez concedido pela premiação anual do jornal O Globo.[9] Estes feitos a colocaram como uma das atrizes mais reconhecidas do teatro brasileiro e a projetaram para seus futuros trabalhos. Ainda em 1965, fez uma pequena aparição na novela Rosinha do Sobrado, da TV Globo, protagonizada por Marília Pêra.[10]
Prosseguiu no teatro musical em Onde Canta o Sabiá, dirigida por Paulo Afonso Grisolli, e foi citada na lista de Melhores do Ano de 1966 promovida pelo jornal O Cruzeiro.[11] Os trabalhos seguintes de Franco no teatro foram Deu a Louca em Hollywood (1967), de Carlos Machado,[12] e O Inspetor Geral (1967), de Benedito Corsi.[13] O retorno da atriz na televisão ocorreu no mesmo ano ao interpretar Marie na telenovela Anastácia, a Mulher sem Destino, escrita por Emiliano Queiroz e Janete Clair na TV Globo. Na trama ambientada na França do Século XVIII, sua personagem é a jovem criada da protagonista Rose, papel de Leila Diniz, que acaba se envolvendo com o vilão Jean-Paul (Cláudio Cavalcanti) e engravida.[14][15]
Entre 1968 e 1969, ela apareceu em três peças de teatro, destacando-se nas comédias. Em 1968, atuou em A Máquina de Fazer Doido e Este Banheiro É Pequeno Demais para Nós Dois.[16] Esteve ao lado de Alaíde Costa e Raul Cortez no espetáculo Os Monstros em 1969, onde foi dirigida por Jérôme Savary e Carlos Augusto Strazzer.[17] Encerrou o decênio na televisão sendo contratada pela Band TV para o elenco da novela Era Preciso Voltar, onde esteve no elenco principal como Marlene.[18]
A Capital Federal e reconhecimento nacional (1970—1979)
A década de 1970 iniciou prolificamente na carreira de Suely. Ela esteve no elenco da comédia Jorginho, o Machão (1970) no teatro, sob direção de Clóvis Bueno, onde dividiu as cenas principais com Cláudio Corrêa e Castro, Maria Isabel de Lizandra e Pedro Paulo Rangel.[19] Franco retomou seu contrato com a TV Tupi para atuar em suas produções em 1970 e esteve em duas telenovelas no mesmo ano. Em Simplesmente Maria interpretou Suzana.[20] Também foi dirigida por Lima Duarte na novela Toninho on the Rocks, trama que buscava retratar o fenômeno hippie da época mas foi alvo da Censura Federal.[21][22]
Toninho on the Rocks registrou um fracasso de audiência e sua exibição foi encurtada pela TV Tupi. O elenco da produção foi quase todo reaproveitado para sua sucessora no horário, A Selvagem, em 1971, e ela foi escalada para ser uma das personagens principais.[23] Recém saída da novela, logo foi escalada para a trama Hospital, exibida no horário nobre da Tupi. A produção acompanhava o cotidiano de um hospital e os dramas de seus pacientes e funcionários. Ela interpretou a enfermeira Maria Celeste. Para compor a personagem, Suely e o elenco fizeram estágios em hospitais de São Paulo, onde recebeu instruções da enfermeira-chefe do Hospital Nove de Julho para colocar em cena.[24] Ainda em 1971, encenou uma adaptação teatral de A Ratoeira, de Agatha Christie, ao lado de Irene Ravache.[25]
Em 1972, pela peça A Capital Federal, onde interpretou uma cortesã espanhola (Lola), Suely recebeu sua primeira grande aclamação da crítica. Ela recebeu os principais prêmios do teatro brasileiro, incluindo os importantes Prêmio Molière, Prêmio Governador do Estado e o Prêmio APCA de Melhor Atriz Teatral.[26] A interpretação de Suely foi elogiada pela crítica especializada e o jornal O Globo a citou como "uma nova Marília Pêra" (em referência a uma das mais prestigiadas atrizes do teatro nacional).[27] Após o sucesso crítico, em 1973, retomou seus projetos televisivos nas novelas João da Silva, na TV Rio, e Rosa dos Ventos, na TV Tupi.[28][29] Por fim, retomou contrato com a TV Globo para o elenco do seriado Chico City, onde pôde exercitar sua veia cômica na televisão pela primeira vez ao lado de Chico Anysio.[30]
Sua primeira personagem de grande repercussão na televisão foi na telenovela O Espigão, em 1974, escrita por Dias Gomes, onde ela foi uma das protagonistas. Suely interpretou a fútil e geniosa Cordélia Morales Fontana, a esposa do protagonista Lauro (Milton Moraes), com quem leva um casamento desgastado e cheio de brigas. A personagem popularizou-se pelo jeito agressivo com o marido, que casou com ela visando sua riqueza, e a insegurança por não sentir-se atraente o suficiente para ele.[31] Após este trabalho, seus projetos televisivos tornaram-se mais recorrentes e ela conciliou a televisão com o teatro.
Estrelou ao lado de Francisco Cuoco, Yoná Magalhães e Françoise Forton a novela Cuca Legal, em 1975, interpretando uma das três mulheres enganadas pelo piloto de aviação solteirão Mário Barroso (Francisco Cuoco). As três protagonistas femininas tinhas diferentes realidades de classe social. Sua personagem, Irene Proença, é uma moça de classe média, sonhadora e ingênua, que leciona aulas de piano para compensar a frustração de não ter se tornado uma pianista profissional reconhecida.[32][33] No mesmo ano, esteve O Grito, na pele de Laís, uma mulher em crise no casamento por conta da dominância da sogra na vida do filho.[34] Retornou às novelas no ano seguinte em um papel coadjuvante em Estúpido Cupido, onde interpretou a freira Irmã Consuelo, uma professora de ciências preocupada com as questões disciplinares do colégio de freiras.[35]
Oscilações na carreira (1980—1995)
Entre 1980 e 1984, esteve no elenco da série O Bem-Amado, adaptação da novela homônima de Dias Gomes. Ela interpretou a esposa de Odorico Paraguaçu – interpretado por Paulo Gracindo, Conchita Paraguaçu, e a personagem chamou atenção da Censura Federal por sua caracterização ser inspirada na mulher do general e então presidente João Batista Figueiredo.[1][2] Concomitantemente, esteve na novela Marina, escrita por Wilson Aguiar Filho para o horário das seis. Ela voltaria a contracenar com Milton Moraes formando par romântico. Sua personagem, Donana, é uma dona de casa abnegada e sofrida, sobretudo por causa da doença do marido, viciado em álcool.[36]
Em seguida, fez sua primeira colaboração com Manoel Carlos na novela Baila Comigo, exibida no horário nobre em 1981, interpretando Rosa França, uma mulher que sofre com os excessos do marido, Álvaro (Jonas Mello), um obcecado por saúde e natureza, e mantém um restaurante de alimentação natural com ele. Ela fuma escondido dele e juntos têm duas filhas, Fauna e Flora, interpretadas por Fernanda Torres e Narjara Turetta, respectivamente.[37] No mesmo ano ela retorna ao horário das sete na novela Jogo da Vida, de Silvio de Abreu, formando um casal com Ary Fontoura. Sua personagem, Cacilda, é uma mulher autoritária, impaciente e inconformada com a vida dura que leva, sendo o extremo oposto do marido, e incentiva a filha, Carla (Maitê Proença), a usar sua beleza a favor de sua ambição para mudar de vida.[38] Após atuar nas peças A Bomba da Elizabeth e E Agora, Hermínia? (ambas em 1982),[2] retorna à televisão em 1983 com participações especiais nos seriados Mário Fofoca e Caso Especial, e na telenovela Guerra dos Sexos, onde interpretou Alessandra do Lago, uma mulher enviada por Felipe (Tarcísio Meira) para amedrontar e irritar Charlô (Fernanda Montenegro) quando ele estava desaparecido.[39] Em 1984, interpreta a animada Gina em Transas e Caretas, sendo a mãe da personagem de Lídia Brondi.[40] Ela também fez uma participação especial na novela Corpo a Corpo (1984), de Gilberto Braga, aparecendo com uma presidiária que divide cela com a protagonista Tereza, interpretada por Glória Menezes.[41]
Após seu trabalho na minissérie O Tempo e o Vento (1985), onde interpretou uma cantora lírica, assinou contrato com a TV Manchete transferindo-se para a emissora. No ano de 1985, ainda, ela apareceu como protagonista da série de comédia Tamanho Família, que abordava o cotidiano de uma família de classe média cheia de hábitos comuns ao público. Sua personagem era a matriarca Zuzu.[42] Dois anos mais tarde, com o fim de Tamanho Família, foi escalada para a minissérie A Rainha da Vida como Hilda.[43] A passagem pela emissora foi rápida e ela voltou a se dedicar ao teatro, obtendo destaque nas comédias Moça, Nunca Mais e Trair e Coçar, É Só Começar (ambas em 1989).[2] Franco foi reconhecida por seu trabalho na peça infantil O Mágico de Oz, adaptação de 1990 da obra de L. Frank Baum, ganhando o Prêmio Coca-Cola de Melhor Atriz em Espetáculo Infantil.[44]
Com Beatriz Lyra, fez uma participação especial como irmãs na novela das oito Rainha da Sucata, em 1990, onde elas aparecem como primas da personagem Neiva – papel de Nicette Bruno – durante uma visita.[45] Fez uma segunda participação especial em telenovela no ano em Mico Preto, onde interpretou a esposa moralista de um político, Rosinha.[46] Em 1991, foi dirigida por Ítalo Rossi na peça Um Dia Muito Louco ou As Bodas de Fígaro[47] e esteve no humorísitco Estados Anysios de Chico City. Na minissérie As Noivas de Copacabana, em 1992, ela interpretou a mãe de uma das vítimas do serial killer interpretado por Miguel Falabella.[1] Em 1993, integrou o elenco da novela Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, interpretando Celina, a irmã apaziguadora de Alaor (Humberto Martins) que tenta acalmar os ânimos entre ele e Malu (Vivianne Pasmanter).[48] Dois anos mais tarde, reaparece na TV Manchete na novela Tocaia Grande como Marcolina.[49]
Ressurgimento e personagens populares (1998—2004)
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Depois de uma sequência de trabalhos sem grande repercussão, Suely teve sucesso na peça Somos Irmãs ao lado de Nicette Bruno em 1998 com direção de Ney Matogrosso e Cininha de Paula. Elas interpretavam as irmãs Dirce e Linda Batista, duas cantoras de sucesso entre a década de 1940 e 1950, e peça abordava as vivências das duas. Este trabalho levou a crítica da Folha de S.Paulo a descrever que, em cena, ela é "desbocada" e "conquista pelo humor de ‘crooner’, de cantora de cabaré. Até atingir o que mais parece uma epifania trágica. É brilhante".[50] Por sua interpretação de Linda Batista, Franco ganhou por dois anos consecutivos o Prêmio Shell de Melhor Atriz e recebeu o seu segundo Prêmio APCA de Melhor Atriz em Teatro.[51][52]
O ano de 1998 também tornou-se prolífico para Franco na televisão, que realizou uma série de trabalhos na TV Globo. Ela esteve nas minisséries Dona Flor e Seus Dois Maridos, da obra de Jorge Amado, como Norma, a mãe da personagem Marilda (Thalma de Freitas),[53] e Labirinto, de Gilberto Braga, onde atuou como Abigail.[54] Suely fez uma participação no episódio "Escolhas" de série Mulher e interpretou uma mãe homofóbica na novela Torre de Babel, que ataca as personagens lésbicas de Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer.[55] Por fim, retorna ao elenco fixo de uma telenovela no remake Pecado Capital, onde ela interpretou a cômica assessora Djanira, funcionária da tecelagem do personagem principal interpretado por Francisco Cuoco, por quem ela tem o desejo de casar-se.[56]
Em 2000, interpreta uma de suas personagens mais populares da carreira em O Cravo e a Rosa, novela do horário das seis escrita por Walcyr Carrasco. Sua personagem, Mimosa, é a governanta da casa de Batista (Luís Melo) que superprotege as irmãs Catarina (Adriana Esteves) e Bianca (Leandra Leal), as tendo como filha após a morte da mãe.[57] A personagem ganhou popularidade e destaque na trama, sobretudo pela inocência da personagem e o desenvolvimento amoroso com Calixto, interpretado por Pedro Paulo Rangel.[58] Franco retornaria ao cinema após um longo hiato em 2001 atuando em Minha Vida em Suas Mãos, dirigido por José Antônio Garcia, no papel de Inês.[59]
Suely consolidou sua trajetória na comédia ao integrar o elenco do seriado A Grande Família, entre 2001 e 2002, interpretando a namorada do Seu Floriano (Rogério Cardoso), Dona Juva, nos anos iniciais da série.[60] Em 2002, interpretou a matriarca Roma Soares no drama familiar Querido Estranho. O filme retrata a família Soares e seus conflitos, que vêm à tona durante o jantar de noivado da filha caçula. O marido, vivido por Daniel Filho, decide expor suas insatisfações, enquanto os filhos são interpretados por Cláudia Netto, Emílio de Mello e Ana Beatriz Nogueira – esta no papel da filha que mantém a relação mais difícil com a mãe.[61]
Seu próximo papel foi o de Alba Reis na novela Sabor da Paixão, dona de uma lanchonete de produtos naturais no bairro onde se passa a trama central.[62] Em 2003, interpreta a mãe da protagonista do filme de comédia romântica Cristina Quer Casar, de Luiz Villaça, onde sua personagem é uma viúva que gasta mais do que pode e mora com a filha Cristina (Denise Fraga).[63] Na televisão, atua na 10.ª temporada de Malhação com Laila Amorim, a simpática avó do protagonista Victor (Sérgio Marone) e mãe da professora de matemática Daniela (Maitê Proença).[64] Após este trabalho, participou de um episódio do seriado A Diarista e foi contratada pela RecordTV para o elenco da novela Metamorphoses, em 2004, no papel de Lourdes.[65]
Dona Benta e prosseguimento (2005—2013)
Em 2005, recebeu o convite para substituir Nicette Bruno no seriado infantil Sítio do Picapau Amarelo no papel de Dona Benta. Ela considera este um dos trabalhos mais importantes de sua carreira por recriar a personagem de Zilka Salaberry na primeira versão da série na década de 1970. "Ela que tinha sido minha madrinha, que me levou para o teatro profissional. Liguei para ela que me deu todas as graças e disse que tinha certeza que eu ia fazer bem", descreveu a atriz em depoimento ao Memória Globo.[1]
Franco permaneceu na atração por duas temporadas e retirou-se em 2006 para realizar outros projetos. Em 2006, durante férias das gravações de Sítio do Picapau Amarelo, substituiu Laura Cardoso na peça Outono e Inverno, onde ela interpreta Margareta, uma dona de casa que leva um relacionamento com o marido submisso Erik, papel de Sérgio Britto. Por sua interpretação, recebeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Dramática.[66][67] Ainda foi a protagonista do episódio "Por Onde Andará Sebastiana?" da série educativa Tecendo o Saber, interpretando Sebastiana, uma ex-namorada de adolescência do personagem Celestino (Bemvindo Sequeira) que o reencontra depois de velho.[68] Com direção de Jorge Moreno, ela atuou em uma participação especial no filme de comédia Acredite, um Espírito Baixou em Mim em 2006, como Amanda.[69]

Em 2007, volta a trabalhar com Walcyr Carrasco na novela das 19h Sete Pecados, onde ela interpretou uma sogra implicante.[70] Na trama, sua personagem é Agripina, uma mulher mal-humorada e mãe das personagens Clarice (Giovanna Antonelli) e Carla (Mel Lisboa). Ela implica com o relacionamento da filha Clarice com o taxista Dante (Reynaldo Gianecchini), constantemente referindo-se ao genro como um fracassado.[70][71] Colaborou com Chico Anysio em sua peça de comédia Há Um Homem em Minha Casa no papel da protagonista, uma mulher virgem e solitária que conhece um policial à beira da aposentadoria que condena o sexo antes do casamento.[72]
Foi convidada para a novela A Favorita, escrita por João Emanuel Carneiro e exibida no horário nobre em 2008, reforçando o núcleo cômico da trama. Ela interpreta Geralda, a avó milionária do playboy gay Orlandinho (Iran Malfitano), que não sabe da orientação sexual do neto e ele tenta esconder por medo de sua reação.[73] Em 2009, é escalada para a novela Cama de Gato, da dupla Thelma Guedes e Duca Rachid, interpretando Julieta Brandão. Com Pedro Paulo Rangel, formou o casal inseparável pais do protagonista Gustavo (Marcos Palmeira).[74] Posteriormente, fez uma participação especial no seriado S.O.S. Emergência e viajou para Minas Gerais para gravar o filme infantil Uma Professora Muito Maluquinha, que estreou nos cinemas em 2010.[75]
Gravou em 2012 com Cláudia Jimenez o episódio "A Inocente de Brasília" da série As Brasileiras, onde interpretaram uma dupla de amigas cômica que se metem em confusões.[76] Em Amor Eterno Amor (2012), novela de Elizabeth Jhin, interpretou a alegre e espiritualizada Zilda, avó da protagonista Miriam (Letícia Persiles) que cuida das netas após a morte da filha.[77] Franco fez uma nova participação em A Grande Família, em 2013, durante um episódio em homenagem ao ator Rogério Cardoso, onde reprisou a personagem Dona Juva.[60] No mesmo ano, fez uma participação especial em Joia Rara no papel de Rosarinho, atuando novamente como irmã de Nicette Bruno.[78] Obteve grande destaque no filme de comédia Minha Mãe É uma Peça, sucesso de bilheteria de 2013, atuando ao lado do Paulo Gustavo no papel da tia da Dona Hermínia, Zélia.[79]
Reconhecimento no cinema (2014—2019)

Franco voltou atuar em uma obra de Manoel Carlos após trinta e três anos na novela Em Família, em 2014, no papel de Flora, uma das hóspedes da casa de repouso da arrogante e autoritária Miss Lauren, personagem de Betty Gofman.[80] Neste ano, também, estreou em mais uma série infantil, Detetives do Prédio Azul, exibida pelo canal pago Gloob, dando vida à Vovó Berta, uma bruxa aprisionada dentro de um quadro. Franco contou que se inspirou na amiga Zilka Salaberry em Teatrinho Trol para compor sua bruxa.[81] Ela permanece na série até os dias atuais, estreando sua 22.ª temporada em 2026.[82] Foi dirigida por Elias Andreato na peça Elza e Fred, onde fez um par romântico da terceira idade com Umberto Magnani.[83]
Após participações especiais em séries de comédia, como Trair e Coçar É Só Começar e Os Homens de Marte... (ambas em 2014), e no drama Questão de Família (2014), Franco fez o seu retorno às telenovelas à convite de Walcyr Carrasco em Êta Mundo Bom!, exibida no horário das seis em 2016. Na obra, ela é Paulina, a dona do taxi dancing em que trabalham algumas moças da história. Ela cuida de seu estabelecimento com mão de ferro e das meninas que trabalham para ela.[84] Ao longo da trama, ela reencontra um grande amor do seu passado, Josias (Flávio Migliaccio), e acaba indo para o interior com ele, onde rivaliza e mantém um segredo de Cunegundes (Elizabeth Savalla).[85]

Em 2016, volta aos cinemas na sequência de sucesso Minha Mãe É Uma Peça 2, onde mais uma vez atua com Paulo Gustavo na pele de Tia Zélia, que agora sofre com os avanços da doença de Alzheimer.[86] Mas foi no filme de drama documental Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, que destacou-se na pele de Gilda, uma das habitantes sem-teto que realizam uma ocupação em um edifício abandonado. Ela realizou uma presença descrita pelo Instituto de Cinema como "ilustre e sensível", em meio a não atores.[87] Por sua interpretação, ganhou seu primeiro prêmio em cinema no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, como Melhor Atriz.[88] Ela foi indicada pela crítica cinematográfica ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante por este trabalho.[89]
Entre 2017 e 2018, integrou o elenco da série de comédia Os Suburbanos, no Multishow, como Teodora.[90] Franco interpretou a Vó Berta na adaptação cinematográfica D.P.A. - O Filme, em 2017, derivada da série homônima,[91] e fez uma participação no mesmo ano no filme Eu Fico Loko, de Bruno Garotti, que retrata a vida do youtuber Christian Figueiredo, onde ela interpreta a avó dele, Tatiana Figueiredo.[92] No ano seguinte, volta ao papel de Vó Berta na sequência D.P.A. 2 - O Mistério Italiano[93] e aparece como mãe do personagem de Sérgio Guizé no filme de comédia Mulheres Alteradas, de Luís Pinheiro.[94] Foi também em 2018 que ela protagonizou com Eva Wilma a peça Quarta-Feira, Sem Falta, Lá em Casa, comédia que retrata os encontros semanais de duas amigas de longa data, Alcina (Eva Wilma) e Laura (Suely Franco), para tomar chá e jogar conversa fora sobre família, amores passados e vizinhos.[95] Por esse trabalho, recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz em Peça de Teatro.[96]
Em 2019, fez sua quarta colaboração com o autor Walcyr Carrasco em A Dona do Pedaço, novela do horário das nove da TV Globo. Franco teve um papel de destaque interpretando a professora aposentada Marlene, responsável por acolher a protagonista Maria da Paz (Juliana Paes) em sua chegada a São Paulo. Elas se tornam grandes amigas, sendo Marlene a principal conselheira de Maria da Paz. A personagem ganhou repercussão por abordar o amor na terceira idade, formando um triângulo amoroso com o advogado Antero (Ary Fontoura) e Evelina (Nívea Maria).[97][98]
Obras recentes e Dona de Mim (2020—presente)

Em 2020, em meio à pandemia, estreou o filme Música para Morrer de Amor, exibido em cinemas drive-in, o qual foi rodado em 2018 e teve Suely no papel de Alice. O filme é dirigido por Rafael Gomes, adaptado de sua peça homônima, e foi ele quem a convidou para participar do filme pois trabalhar com a atriz era um desejo antigo do cineasta.[99] Após um pequeno hiato em sua carreira, Franco retorna aos palcos ao lado de Deborah Evelyn e Nathalia Dill protagonizando a peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, onde destacou-se no papel de A, uma mulher idosa e abastada que apresenta episódios de esquecimentos e confusões mentais.[100]
Ainda em 2022, estreia no cinema D. P. A. 3 - Uma Aventura no Fim do Mundo, o terceiro filme da franquia derivada da série de televisão, tendo-a novamente como a bruxa Vó Berta.[101] Também retornou à televisão com participações especiais nas séries de comédia Eleita, exibida pelo Prime Video, e Família Paraíso, no Multishow.[102][103] No ano seguinte, em 2023, apareceu no filme de comédia Fervo, de Felipe Joffily, cujo a trama acompanha um casal de jovens que se muda para uma casa abandonada e assombrada por fantasmas de uma antiga boate.[104] Em seguida, foi dirigida por Paulo Fontenelle na comédia O Porteiro (2023), no papel de Dona Alzira, uma das moradoras do atrapalhado edifício retratado na trama. Sua interpretação levou a crítica Isabelle Coelho a citar sua personagem como uma das mais "carismáticas e engraçadas" da produção.[105]
Entre 2023 e 2024, Franco teve destaque no teatro musical com dois espetáculos de repercussão. Em Copacabana Palace, o Musical, ela dividiu com Vanessa Gerbelli o papel de Mariazinha Guinle em diferentes etapas da vida. A peça foi apresentada no próprio Copacabana Palace e remontou a história do ilustre e renomado edifício que mudou a história do bairro.[106][107] Em A Vedete do Brasil, ela retorna o seu protagonismo ao interpretar a história de Virgínia Lane, a maior vedete do país, retratando como artista, mãe e a luta contra o machismo na década de 1930. Franco interpreta a artista em sua velhice em um acerto de contas com a filha, interpretada por Flávia Monteiro, e relembra toda sua trajetória desde a juventude.[108]
O grande sucesso recente de sua carreira veio com a telenovela de 2025, Dona de Mim, escrita por Rosane Svartman, onde ela interpretou a matriarca da família Boaz, Rosa, no núcleo protagonista da trama. O papel ganhou força dramática ao ser revelado os primeiros sinais da doença de Alzheimer, com esquecimentos, confusão mental e lapsos de identidade.[109] O trabalho emergiu como um grande sucesso de crítica e público e ela ganhou o Prêmio APCA de Melhor Atriz em Televisão, bem como recebeu sua primeira indicação ao Troféu Imprensa e ao Prêmio Globo de Melhores do Ano.[110][111][112] O público considerou como a "melhor personagem da novela" em pesquisa da emissora.[113] Sobre a atuação de Franco, a colunista Márcia Pereira escreveu: "Sem melodrama, sem exageros, Suely entrega tudo no tempo certo. Sua Rosa sente, sofre e pensa no futuro".[114]
Após o sucesso em Dona de Mim, tornou-se um dos principais símbolos na luta de atores contra o etarismo na televisão brasileira. Engajou-se em campanhas ao lado de Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg e Irene Ravache, defendendo a criação de bons projetos e papéis para artistas mais velhos.[115] A repercussão positiva de seu trabalho lhe rendeu um contrato vitalício com a TV Globo, a principal emissora do país, passando a integrar um seleto grupo de artistas com vínculo permanente na casa.[116][117]
Vida pessoal
Suely Franco casou-se pela primeira vez em 1961 com Eduardo Sidney, que chegou ao fim em 1964.[118] Depois, conheceu o também ator Carlos Koppa, com quem teve um relacionamento de dez anos. Juntos, eles tiveram um filho, Carlos Francisco Guimarães, nascido em 1970.[118] A decisão de terminar o casamento com Koppa ocorreu ao ensaiar a peça Amanhã, Amélia, de Manhã, de Aderbal Freire Filho, onde se abordava a submissão da mulher.[119] "Quando fiz a peça, participamos de laboratórios e escutava o que as pessoas diziam a respeito da Amélia. E era uma coisa horrorosa. Na época, pensei: ‘meu Deus, eu sou isso, eu sou essa Amélia!’. E aí o meu casamento acabou (risos)", contou a atriz em entrevista ao UOL.[119]
Após o término do casamento, em 1972, a atriz nunca mais se casou ou teve um relacionamento conhecido pela mídia. Em entrevista à Revista Quem, a atriz afirmou: "Namorar é maravilhoso, mas casar é um horror!".[120]
Teatro
| Ano | Título | Personagem | Nota(s) | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1960 | Com a Pulga Atrás da Orelha | de Georges Feydeau, direção de Gianni Ratto | ||
| 1961 | O Beijo no Asfalto | Dália | de Nelson Rodrigues, direção de Fernando Torres | |
| 1963 | Um Domingo em Nova York | de Norman Krasna, direção de Fernando Torres | ||
| Oito Mulheres | de Robert Thomas, direção de Luís de Lima | |||
| 1964 | Os Fantástikos | de Harvey Schmidt e Tom Jones, direção de Antonio do Cabo | [121] | |
| O Patinho Torto | de Coelho Neto, direção de Antônio Ghigonetto | |||
| 1965 | Na Ponta da Corda | de Alfonso Paso, direção de Fábio Sabag | ||
| 1966 | Onde Canta o Sabiá | de Gastão Tojeiro, direção de Paulo Afonso Grisolli | [122] | |
| A Máquina de Fazer Doidos | de Carlos Machado | |||
| 1967 | Deu a Louca em Hollywood | texto e direção de Carlos Machado | [123] | |
| O Inspetor Geral | [124] | |||
| 1972 | A Capital Federal | Lola | de Arthur Azevedo | [125] |
| 1973 | Amanhã, Amélia, de manhã | de Leilah Assumpção, direção de Aderbal Freire Filho | ||
| 1975 | A Cantada Infalível | direção de João Bethencourt | ||
| 1976 | A Família que Mata Unida | de Jules Feffer, direção de Léo Jusi | ||
| 1978 | Dolores três Vezes por Semana | direção de João Bethencourt | ||
| 1979 | Fala Baixo, Senão eu Grito | de Leilah Assumpção, direção de Glorinha Beuttenmüller | ||
| 1980 | Toalhas Quentes | de Marc Camoletti, direção de Bibi Ferreira | ||
| 1982 | A Bomba da Elizabeth | de Álvaro Valle, direção de Aderbal Júnior | ||
| 1983 | Amante S/A | direção de José Renato | ||
| 1986 | Mahagonny | de Bertolt Brecht, direção geral de Luís Antônio Martinez Corrêa | ||
| 1989 | Moça, Nunca Mais | de Ary Fontoura e Júlio Dessaune, direção de Ary Fontoura e Ivan Senna | ||
| Trair e Coçar, É Só Começar! | de Marcos Caruso, direção de Attílio Riccó | |||
| 1990 | Três Solteironas Balançando o Rambo | direção de Abílio Fernandes | ||
| O Mágico de Oz | de Francis Mayer, direção de Fábio Pilar | |||
| 1992 | Os Saltimbancos | de Chico Buarque, direção de Rogério Fabiano | ||
| 1993 | As Primícias | de Dias Gomes, direção de Sidney Cru | ||
| 1994 | Mimi, Uma Odalisca Infiel | de Camilo Átilla, direção de Odavlas Petti | ||
| 1995 | Corra, que Papai Vem Aí | de Ron Clark e Sam Bobrick, direção de Ary Fontoura | ||
| Psicose | textoo e direção de Edson França Bueno | |||
| 1997 | Cafona Sim e Daí? | texto e direção de Sérgio Britto | ||
| 1998 | Somos Irmãs | de Sandra Louzada, direção de Cininha de Paula e Ney Matogrosso | ||
| 2000 | Ai, Ai, Brasil | de Clovis Levi, direção de Sérgio Britto | ||
| 2001 | Luta Secreta de Maria da Encarnação | de Gianfrancesco Guarnieri, direção de Marcus Faustini | ||
| 2006 | Outono e Inverno | de Lars Norén, direção de Eduardo Tolentino de Araújo | ||
| 2008 | A Mandrágora, de Maquiavel | direção de Eduardo Tolentino de Araújo | ||
| Um Homem Célebre | de Machado de Assis, direção de Pedro Paulo Rangel | |||
| 2010 | Recordar É Viver | de Hélio Sussekind, direção de Eduardo Tolentino de Araújo | ||
| 2012 | Seis Aulas de Dança em Seis Semanas | de Richard Alfieri, direção de Ernesto Piccolo | ||
| 2014 | Elza e Fred[126] | direção de Elias Andreatto | ||
| 2017 | Loucas por Eles | de Marcos Carnevale, adaptação de Walcyr Carrasco, direção de Fernando Cardoso | ||
| A Última Sessão | (com Miriam Mehler) texto e direção de Odilon Wagner | |||
| 2018 | As Loucas | de Gabriel Chalita, direção de Hudson Glauber (ao lado de Fafy Siqueira) | ||
| 2018-20 | Quarta-Feira, Sem Falta, Lá em Casa | (com Eva Wilma) de Mário Brasini, direção de Alexandre Reinecke | ||
| 2022 | Três Mulheres Altas | A. | de Edward Albee | |
| 2023 | Copacabana Palace - O Musical | Maria Eduardo Guinle (Mariazinha) | de Ana Velloso e Vera Novello, dir. Gustavo Wabner | [127] |
| 2023-24 | A Vedete do Brasil | Virgínia Lane | direção Claudia Netto | [128] |
Filmografia
Televisão
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1958 | Grande Teatro Tupi | Glorinha | Episódio: "O Vestido de Glorinha" |
| 1960 | Gabriela, Cravo e Canela | Malvina Tavares | |
| 1965 | Rosinha do Sobrado | Mariazinha | [129] |
| 1967 | Anastácia, a Mulher sem Destino | Marie | [130] |
| 1969 | Era Preciso Voltar | Marlene | |
| 1970 | Simplesmente Maria | Suzana | |
| Toninho on the Rocks | Adiê | ||
| 1971 | A Selvagem | Carlota | |
| Hospital | Maria Celeste (Celeste) | ||
| 1973 | João da Silva | Maria Clara / Amélia[131] | |
| Chico City | Várias personagens[132] | ||
| Rosa dos Ventos | Sueli[133] | ||
| 1974 | O Espigão | Cordélia Fontana | |
| 1975 | Cuca Legal | Irene Marcondes Moreira de Barros | |
| O Grito | Laís | ||
| 1976 | Estúpido Cupido | Irmã Consuelo | |
| 1977–80 | Os Trapalhões | Várias personagens | |
| 1978 | O Pulo do Gato | Zulmira (Zulmirinha)[134] | Participação especial |
| 1980 | Chega Mais | Bia Cantão | Participação especial |
| Marina | Donana | ||
| 1980–84 | O Bem-Amado | Conchita Paraguaçu[135] | |
| 1981 | Baila Comigo | Rosa França (Rosinha) | |
| Jogo da Vida | Cacilda Barros | ||
| 1982 | Caso Verdade | Roma | Episódio: "Um Sonho Olímpico"[136] |
| 1983 | Mário Fofoca | Roberta[137] | Episódio: "Doce Vampiro" |
| Caso Especial | Anna | Episódio: "O Inspetor Geral"[138] | |
| Guerra dos Sexos | Alessandra do Lago | Episódios: "21–22 de outubro" | |
| 1984 | Transas e Caretas | Gina | |
| Corpo a Corpo | Alda Abrantes | [139] | |
| 1985 | O Tempo e o Vento | Cantora Lírica[140] | Episódio: "17 de maio" |
| Tamanho Família | Zuzu | ||
| 1987 | A Rainha da Vida | Hilda | |
| 1990 | Rainha da Sucata | Clotilde Matias | Episódios: "5–15 de maio" |
| Mico Preto | Dona Rosinha[141] | Participação especial | |
| 1991 | Estados Anysios de Chico City | Várias personagens | |
| 1992 | As Noivas de Copacabana | Júlia | |
| 1993 | Mulheres de Areia | Celina de Almeida Passos | |
| Caso Especial | Lina | Episódio: "O Besouro e a Rosa"[142] | |
| 1995 | Tocaia Grande | Marcolina | |
| 1998 | Dona Flor e Seus Dois Maridos | Norma | |
| Labirinto | Abigail | ||
| Mulher | Nilda | Episódio: "Escolhas" | |
| Pecado Capital | Djanira | ||
| Torre de Babel | Mãe de Tracy[143] | Participação especial | |
| 1999 | O Belo e as Feras | Darci | Episódio: "É Apostando que se Recebe" |
| 2000 | Você Decide | Dolores | Episódio: "Uma Lição das Arábias" |
| O Cravo e a Rosa | Mimosa Lopes da Costa | ||
| 2001 | Brava Gente | Lindalva[144] | Episódio: "O Crime Imperfeito" |
| 2001–02 | A Grande Família | Dona Juva | Temporadas 1–2 |
| 2001–03 | A Lenda de Tarzan | Kala (voz) | Dublagem |
| 2002 | Sabor da Paixão | Alba Reis | |
| 2003 | Malhação | Laila Amorim | Temporada 10 |
| 2004 | Metamorphoses | Lourdes Sampaio | |
| A Diarista | Eulina | Episódio: "Será que Ela É?" | |
| 2005–06 | Sítio do Picapau Amarelo | Benta Encerrabodes de Oliveira (Dona Benta) | Temporadas 5–6 |
| 2005 | Tecendo o Saber | Sebastiana | Episódio: "Por Onde Andará Sebastiana?" |
| 2007 | Sete Pecados | Agripina da Silva | |
| 2008 | Casos e Acasos | Cacilda Antunes | Episódio: "A Nova Namorada, o Chefe e o Dia Fértil" |
| A Favorita | Geralda Queiroz | ||
| 2009 | Tudo Novo de Novo | Aurélia | Episódio: "Vende-se" Episódio: "Sogras & Lagartos" |
| Cama de Gato | Julieta Brandão | ||
| 2010 | S.O.S. Emergência | Dona Darcelina | Episódio: "Antes Mal Acompanhada do Que Bem Encalhada" |
| 2012 | As Brasileiras | Verinha | Episódio: "A Inocente de Brasília" |
| Amor Eterno Amor | Zilda Mainardi | ||
| 2013 | A Grande Família | Dona Juva | Episódio: "Um Homem Chamado Flor" |
| Joia Rara | Rosário Pacheco Leão (Rosarinho) | ||
| 2014–26 | Detetives do Prédio Azul | Alberta Leal (Vó Berta) | |
| 2014 | Em Família | Flora | |
| Questão de Família | Srª. Vanessa | Episódio: "Cercado" | |
| Os Homens São de Marte... | Lídia | Episódio: "Homem ideal" | |
| Trair e Coçar É só Começar | Dalila | Episódio: "Ela É a Dona de Tudo" | |
| 2016 | Êta Mundo Bom! | Paulina Soares da Costa[145] | |
| 2017–18 | Os Suburbanos | Teodora | |
| 2017 | Os Homens São de Marte... | Lídia | Episódio: "Quando a Felicidade Bate a Sua Porta" |
| 2019 | A Dona do Pedaço | Marlene da Conceição[146] | |
| 2022 | Eleita | Dona Olinda | Episódio: "A Coisa Pública" |
| Família Paraíso | Mirtes Bueno | Episódio: "A Ex-Namorada" | |
| 2025 | Dona de Mim | Rosa Rubin Boaz[147] | |
| Falas da Vida | Julieta[148] | Especial da Globo |
Cinema
| Ano | Nome | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1968 | Dois na Lona | Suely | |
| 1974 | Quatro Contra o Mundo | ||
| Motel | Dira | ||
| 1984 | Corpo a Corpo, Todos os Sonhos do Mundo | Ângela[149] | |
| 1999 | Tarzan | Kala (voz) | Dublagem |
| 2001 | Minha Vida em Suas Mãos | Inês | |
| 2002 | Querido Estranho | Roma | |
| 2003 | Cristina Quer Casar | Eunice | |
| 2004 | Redentor | Tia de Célio | |
| 2005 | Tarzan 2 | Kala (voz) | Dublagem |
| 2006 | Acredite, um Espírito Baixou em Mim | Amanda | |
| 2011 | Uma Professora Muito Maluquinha | Cida | |
| 2013 | Minha Mãe É Uma Peça - O Filme | Tia Zélia Amaral | |
| 2016 | Minha Mãe É Uma Peça 2 | ||
| Era o Hotel Cambridge | Gilda | ||
| Notáveis Dias com Alice | Alice | Curta-metragem | |
| 2017 | Eu Fico Loko | Tatiana Figueiredo | |
| D.P.A - O Filme | Alberta Leal (Vó Berta) | ||
| 2018 | D.P.A. 2 - O Mistério Italiano | ||
| Mulheres Alteradas | Mãe de Dudu | ||
| 2020 | Música para Morrer de Amor | Alice [150] | |
| 2022 | D. P. A. 3 - Uma Aventura no Fim do Mundo | Alberta Leal (Vó Berta) | |
| 2023 | Fervo | Sylvia | |
| O Porteiro | Dona Alzira | [151] | |
| 2024 | Horizonte | Jandira / Maria | [152] |
| Saideira | Graça | [153] | |
| Inexplicável | Suelene | [154] | |
| 2025 | Alegria do Amor | Antônia[155] | |
| D.P.A. 4 - O Fantástico Reino de Ondion | Alberta Leal (Vó Berta) | [156] |
Prêmios e indicações
Referências
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Ligações externas
- Suely Franco no IMDb
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