Enunciado
Seja
um conjunto qualquer e
o conjunto das partes de
. Para um dado
a
-álgebra gerada por
, denotada por
, é a interseção de todas as
-álgebras
tais que
. Consequentemente, qualquer tal
possui
como subconjunto. De forma similar, o sistema
gerado por
, denotado por
, é a interseção de todos os sistemas
tais que
.
é sempre uma
-álgebra, e
é sempre um sistema
. Como toda
-àlgebra é também um sistema
, temos que
, para qualquer
.
O Teorema
-
é a afirmação que
sempre que
é um sistema
. Em particular, se
é um sistema
tal que
então
.
Demonstração
Como é sempre o caso que
, basta mostrar que
. Como
, isso será verdade caso
seja uma
-álgebra. Já sabemos que é um sistema
.
Usaremos o fato que um sistema
que é também um sistema
é uma
-álgebra. Para ver isso, suponha que
é sistema
e sistema
. Disso já sabemos que
.
implica
.
Agora para
temos
. Portanto dados
, com
, podemos definir
como
. Temos que
, mas
é além disso pares-disjunto, ou seja, temos
sempre. Como
é sistema
, temos
. Consequentemente,
, para todo
, implica
.
Portanto basta mostrar que
é um sistema
. Ou seja, que para todo
temos
. Será útil usar a seguinte definição: Para todo
,

Então
ser um sistema
é equivalente a
, para todo
. Note que a expressão
será necessariamente verdade sempre que
for um sistema
que possui
como subconjunto. Mostraremos que isso é sempre o caso.
Se
então
é um sistema
pois
. Ou seja,
.
- Se
então
. Consequentemente
, uma vez que
é sistema
. Ou seja,
implica
.
- Se
, para todo
, e
sempre, então
, uma vez que
é sistema
. Ou seja,
pares-disjunto implica 
Agora se
temos que para todo
,
. Em outras palavras,
. Portanto já podemos afirmar que
quando
. Mas isso é o mesmo que dizer que para
e
temos sempre
. O que é o mesmo que dizer
sempre que
. O que então implica
, para todo
, como buscávamos mostrar. Isso conclui a demonstração.
Referências
- ↑ Adams, Malcolm Ritchie; Guillemin, Victor (1996). Measure theory and probability. Boston: Birkhäuse. ISBN 978-0-8176-3884-9